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domingo, 2 de maio de 2021

Da Não Ausência

O silêncio é som que ainda não ouvimos
A escuridão é luz que ainda não enxergamos
A ausência é presença que ainda não sentimos
A guerra é paz que ainda não consolidamos

O mal é bem que ainda não percebemos
O futuro é presente que ainda não colhemos
A ignorância é verdade que ainda não compreendemos
As diferenças são palavras que ainda não bem definimos

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Do Desejo

Quem deseja o muito nunca tem o suficiente;
Quem deseja o pouco desperdiça o que consegue;
Quem deseja o necessário sempre tem o que precisa.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Da Vítima

"O adolescente não é um poeta, é uma vítima da poesia."

Paulo Mendes Campos, no livro "O Amor Acaba".
na crônica "O reino das lembranças", publicada na Revista Manchete 1/08/1964.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Do assunto

O humano vulgar fala de pessoas;
O humano comum fala de coisas;
O humano elevado fala de idéias.

                                                              - Confúcio -

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O trabalho de sempre

Hoje é Dia do Trabalhador, dia livre pra nos concentrarmos em outras coisas. Inclusive, num outro tipo de trabalho, que movimenta outro tipo de capital, que paga outro tipo de dívida, e que produz outro tipo de bem. É um trabalho para o qual não há feriado nem contra-indicação e, quanto mais se faz, mais leve se fica.

E o Emmanuel vai dizer qual é:


Dívida de Amor

“Portanto, dai a cada um o que deveis; a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” — PAULO (Romanos, 13.7)


Todos nós guardamos a dívida geral de amor uns para com os outros, mas esse amor e esse débito se subdividem, através de inúmeras manifestações.

A cada ser, a cada coisa, paisagem, circunstância e situação, devemos algo de amor em expressão diferente. A criatura que desconhece semelhante impositivo não encontrou ainda a verdadeira noção de equilíbrio espiritual.

Valiosas oportunidades iluminativas são relegadas, pelas almas invigilantes, à obscuridade e à perturbação.

Que prodigioso éden seria a Terra se cada homem concedesse ao próximo o que lhe deve por justiça!

O homem comum, todavia, gravitando em torno do próprio “eu”, em clima de egoísmo feroz, cerra os olhos às necessidades dos outros. Esquece-se de que respira no oxigênio do mundo, que se alimenta do mundo e dele recebe o material imprescindível ao aperfeiçoamento e à redenção. A qualquer exigência do campo externo, agasta-se e irrita-se, acreditando-se o credor de todos.

Muitos sabem receber, raros sabem dar.

Por que esquivar-se alguém aos petitórios do fragmento de terra que nos acolhe o espírito? por que negar respeito ao que comanda, ou atenção ao que necessita?

Resgata os títulos de amor que te prendem a todos os seres e coisas do caminho.

Quanto maior a compreensão de um homem, mais alto é o débito dele para com a Humanidade; quanto mais sábio, mais rico para satisfazer aos impositivos de cooperação no progresso universal.

Não te iludas. Deves sempre alguma coisa ao companheiro de luta, tanto quanto à estrada que pisas despreocupadamente. E quando resgatares as tuas obrigações, caminharás na Terra recebendo o amor e a recompensa de todos.


Capítulo # 150 do livro Vinha de Luz, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.

sábado, 15 de abril de 2017

Feliz Sábado

Neste mesmo período do ano, por volta de dois mil anos atrás, os habitantes da Palestina, manipulados pelos detentores do poder e do alto status social, trataram como um criminoso e condenaram à morte um grande homem. A motivação de tamanho ato covarde foram as ideias que ele espalhava por aquela região, que colocavam em risco as suas regalias e projetos de poder. Achavam, na sua lógica simplória, que exterminando o homem acabariam com suas ideias. Mas não contavam que boas ideias e grandes verdades sobrevivem aos homens. 

Vemos que até hoje continuam a campanha contra tais ideias claramente libertadoras, que nos tirariam debaixo da tirania e sofrimentos que há milênios nos afligem os desgovernos, tanto dos nossos líderes sobre as nações quanto os nossos sobre nós mesmos. Desde aquele tempo nos manipulam através de expedientes ardilosos que nos afastam a capacidade de pensamento e reflexão. Ainda somos a massa de manobra imatura que prefere ver livre de punição o criminoso perigoso das nossas próprias culpas, do que ser chamada às responsabilidades dos próprios atos. Ainda somos quem lava as mãos na hora das escolhas difíceis e transfere a autoridade de decisão para da turba raivosa dos pensamentos egoístas e desejos desmedidos.

Não sejamos mais assim. É hora, e já é há mais de dois mil anos, de amadurecermos. É hora de seguirmos o outro exemplo dessa história, o do personagem que, ciente das suas responsabilidades no mundo, se dispõe a viver diferente, para o bem comum, enfrentando de cabeça erguida, com serenidade e sem esmorecer, os fortes golpes que receberá pelo modo de vida incomum.

Se não aprova o mundo como está hoje, assuma as rédeas da própria vida e a responsabilidade que lhe cabe. A solução e o exemplo estão aí, resumidas no vídeo abaixo. Basta segui-lo. Mude e mude o mundo.

Um feliz Sábado. Uma feliz vida inteira.



quarta-feira, 1 de março de 2017

Sobre compreender


"Os que envelhecem não compreendem o valor das ilusões que perderam; os jovens não dão valor à experiência que ainda não tem."


Em discurso na sessão inaugural da Academia Brasileira de Letras, no dia 20 de Junho de 1897.




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Genealogia de Superação

Dizem que Nicolò Paganini (1782 - 1840) foi o maior virtuose do violino que já existiu. Possuía uma técnica e criatividade que jamais foi igualada por alguém. Também era muito feio, mas tinha uma boa visão de negócio. Ficou muito rico aproveitando-se de sua aparência soturna, cabelos longos, nariz pontudo, muito magro, usava sempre roupas escuras, fazia suas apresentações com pouca luz e teatralmente sombrias. As peças que executava, escritas por ele mesmo, desafiavam a técnica, necessitavam de movimentos de arco e de dedos jamais imaginados até então. Dentre essas peças, está o conjunto de "24 Caprichos" que são interessantíssimos, mas não muito fáceis de se ouvir.

Por todo o frisson que causou em sua época, Nicolò Paganini influenciou muitos outros músicos, seus contemporâneos de Romantismo, como Schubert, Chopin, Schumann e Liszt, que trouxeram para o piano – e para o pesadelo de quem estuda piano – aquele virtuosismo fenomenal que viam em Paganini, que era tanto que chegou a espalhar-se a lenda de que ele tocava daquele jeito por ter feito pacto com o diabo ou, ainda, de ser o filho do próprio tinhoso. 

Com todos esses predicados, se vivesse hoje em dia ele seria um desses guitarristas "fritadores" do Metal, que fazem muitas notas por segundo e, também, muitas caretas. Inclusive, há relatos de que Paganini conseguia executar, ao violino, a fantástica quantia de doze notas por segundo. É, talvez ele seja o "fritador" original.

Mas antes passar a "fritadeira" para gente mais moderna como Malmsteen ou Satriani, Paganini tocou os ouvidos e o coração de um outro cara: Sergei Rachmaninoff (1873 - 1943) que resolveu fazer uma Rapsódia com 24 variações sobre o "Capricho n. 24 em Lá menor" de Paganini, o Capricho mais famoso. É de uma dessas variações que quero falar.

Esse é o Capricho n. 24 :



A Rapsódia de Rachmaninoff, completa, deve durar entre 20 e 25 minutos e é considerada uma peça de dificílima execução, mantendo assim o nível Paganini de esmero técnico. E entre imensos exercícios de criatividade, inversões melódicas, rearranjos e contorcionismos musicais, surge o que, talvez, seja uma das músicas mais bonitas que já ouvi na vida: a "Variação n. 18 Andante cantabile em Ré bemol maior". É impressionante a metamorfose daquele tema tão espertalhão do Paganini em algo tão delicado, que beira o sublime.

Ouça:

Conheci a Variação n. 18 na trilha sonora do filme "Em Algum Lugar No Passado", um filme que gosto muito, e já falei dele por aqui. Penso o quanto não gostaria de estar na pele do John Barry, responsável pelo resto da trilha, que deve ter suado muito pra a música tema à altura dessa beleza de Rachmaninoff. John, você está de parabéns, pois ouvir o "Tema de Em Algum Lugar no Passado" é de um prazer indescritível.

Sinta:

Mas, por que toda essa história? Primeiro, para espalhar boas músicas, que deixam os humores mais relaxados. Precisamos muito. Segundo, para deixar a reflexão sobre coragem, criatividade e determinação; e de como tudo, por melhor que pareça, pode ser sempre melhorado ainda mais. Fiquemos atentos ao cotidiano e não percamos as chances de trabalho.


domingo, 29 de janeiro de 2017

Do bem e do mal


O bem é o progresso e a felicidade, a segurança e a justiça para todos os nossos semelhantes e para todas as criaturas de nossa estrada. O mal é o progresso e a felicidade, a segurança e a justiça só pra mim.

Adaptado da fala de Sanzio
no livro Ação e Reação, Capítulo 07, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Obrigado meu amigo, meu irmão

Deslizes na vida acontecem pelos mais variados motivos, inclusive por motivos externos, de outros convivas, que nos pregam peças e nos colocam em maus lençóis. Todos nós, imagino que sem exceção, já passamos por alguma situação difícil que a única reação foi a inércia, aquela sensação de impotência, de estarmos sozinhos, desamparados, sem condições de agir.

Nessas horas, tudo o que desejamos é que aparecesse alguém para nos ajudar, que nos estendesse a mão, nos colocasse em pé e, com um abraço e palavras tranquilas, nos acalmasse dizendo: "Fica tranquilo, eu estou aqui com você e vou te ajudar. Isso tudo vai passar. Confia em mim. Tudo vai ficar bem."

Sem a intervenção desse tipo de amigo prestativo, que nos socorre e, nos tirando da apatia, nos dá coragem e direção segura a seguir, provavelmente entraríamos numa fria, meteríamos os pés pelas mãos e, decerto, seríamos carregando um belo rol de arrependimentos por sabe-se lá quantos anos.

E, convenhamos, seria natural, que pela importância da ajuda que tal amigo deu, nos lembrássemos dele em várias situações, principalmente no seu aniversário, quando ligaríamos pra ele, enviaríamos algum presente simbolizando o afeto e a gratidão pela sua atitude.

Entendo que o Natal seja algo assim. É quando celebramos um amigo desses, um irmão, ele preferia que o chamássemos de irmão para ressaltar a estreiteza da relação que tinha com a gente. Esse irmão veio durante tempos difíceis, de barbárie, para nos dar uma ajuda, uma direção a seguir. Disse que se seguíssemos aquelas dicas, não nos daríamos tão mal da próxima vez em que enfrentássemos uma situação difícil.

Fez tanta diferença, que repetimos as suas dicas até hoje, mais de dois mil anos depois. E, se ainda estamos passando por dificuldades, mesmo depois das dicas todas dadas, imagina como estaríamos sem elas? Talvez nem haveria mais humanidade.

Mas por que ainda insistimos em negar uma mensagem de amor, compaixão, respeito, comportamento ético, disciplina, estudo, prática do bem, caridade desinteressada e amor irrestrito? A quem interessa? Parece-me que só aos orgulhosos, invejosos que, na preguiça de seguir o exemplo, que dá trabalho, preferiu desdenhar à entender, complicar à praticar. Não sejamos essas pessoas.

Sejamos razoáveis, racionais, dispamo-nos dos preconceitos, ignoremos os detalhes inúteis e foquemos na mensagem, nas dicas sobre um melhor viver, que são úteis. A grandeza da ajuda, a utilidade da mensagem deveria ter suplantado qualquer outro aspecto material, superficial sobre o mensageiro.

Se acha difícil seguir as dicas, fique tranquilo, o tal amigo continua do seu lado pra te ajudar nas tentativas e socorrer nos erros. Com a prática tudo fica cada vez mais fácil. E se, algum dia na história humana, estabelecemos o dia 25 de Dezembro para nos lembrarmos desse amigo, por que não aproveitar a ocasião? Mesmo que a data seja aleatória ou apenas simbólica, a ajuda foi real e das mais importantes. A mão foi estendida pra você, estenda sua mão de volta, segure firme, levante-se e agradeça.

Um feliz natal pra todos nós!

domingo, 18 de dezembro de 2016

Reforçamo-nos, sempre.


Costumo ler, diariamente, o livro Fonte Viva, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. A cada dia leio um dos pequenos textos, pequenas lições, interpretações do Evangélho, para se refletir ao longo do dia e implementá-las na vida, na prática cotidiana.

E foi numa dessas leituras, logo cedo, que me deparei com este texto, o de número 21. Encontrar palavras de Emmanuel sobre o tema de uma crônica que eu havia escrito 4 dias antes, me deixou muito feliz. É um leve sinal de que eu devo estar indo pelo lado certo. Se ainda não estou indo, ao menos já estou olhando para o lado certo.

Gosto muito dessas coincidências, quando a vida traz confirmações de que o caminho está certo. Por isso coloco o texto do Fonte Viva e o link para a minha crônica, para que sejam lidos em conjunto, pois eles se completam e se ajudam. Seguem, os textos, a idéia que eles mesmos propagam: que o mais forte, o mais iluminado (o Emmanuel, claro) ajude o mais fraco, o menos iluminado (eu, é claro).

E que todos nós possamos nos aproveitar de mais esse feixe de luz do farol poderoso que são os livros de Emmanuel. E, assim, fortalecidos, termos as condições de praticar, de fato, uma vida mais harmoniosa e amorosa e nos tornarmos, a cada dia, a cada lição, a nossa luz um pouco mais forte.

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21. Maioridade

“…O menor é abençoado pelo maior.” — PAULO (Hebreus, 7.7)


Em todas as atividades da vida, há quem alcance a maioridade natural entre os seus parentes, companheiros ou contemporâneos.

Há quem se faz maior na experiência física, no conhecimento, na virtude ou na competência.

De modo geral, contudo, aquele que se vê guindado a qualquer nível de superioridade costuma valer-se da situação para esquecer seu débito para com o espírito comum.

Muitas vezes quem atinge a maioridade financeira torna-se avarento, quem encontra o destaque científico faz-se vaidoso e quem se vê na galeria do poder abraça o orgulho vão.

A Lei da Vida, porém, não recomenda o exclusivismo e a separatividade.

Segundo os princípios divinos, todo progresso legítimo se converte em bênçãos para a coletividade inteira.

A própria Natureza oferece lições sublimes nesse sentido.

Cresce a árvore para a frutificação. Cresce a fonte para benefício do solo.

Se cresceste em experiência ou em elevação de qualquer espécie, lembra-te da comunhão fraternal com todos.

O Sol, com seus raios de luz, não desampara a furna barrenta e não desdenha o verme. Desenvolvimento é poder.

Repara como empregas as vantagens de que a tua existência foi acrescentada. O Espírito Mais Alto de quantos já se manifestaram na Terra aceitou o sacrifício supremo, a fim de auxiliar a todos, sem condições.

Não te esqueças de que, segundo o Estatuto Divino, o “menor é abençoado pelo maior”. (Heb)


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

De Deus


"Na semente, Deus é a árvore; na árvore, Deus é a semente."

Paulo Mendes Campos

(na crônica O Folclore de Deus. revista Manchete26/05/1962, da coletânea O Amor Acaba)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Temas Variados

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Dos Direitos

Fala-se muito sobre os vários de direitos que todos temos. Direito de ir e vir, de pensar, de se expressar, de ser feliz... enfim, de viver, e viver bem. Também se luta muito para que tais direitos sejam garantidos e praticáveis. A luta é boa, necessária, e deve se dar, principalmente, no campo da educação, único campo de batalha que permite sucesso na campanha.

Mas fala-se pouco, ou quase nada, dos deveres. Qualquer pessoa que se interessou, minimamente que seja, pela a Ética ou pelo Direito e adjacências, deve ter ouvido a célebre frase: "para todo direito existe um dever", sendo que o oposto também é válido, ou seja, pra todo dever existe um direito. E é assim, nesse mata-mata entre direitos e deveres ou, parafraseando Montesquieu, "nesse sistema de freios e contrapesos", que a sociedade vai caminhando equilibrada, sem pender pra lado nenhum, sem correr o risco de esmagar ninguém.

Por isso, é sempre interessante, ao exigir um direito, examinar muito bem se os deveres que o autorizam estão sendo cumpridos, sem jamais esquecer de que cumprir dever não é fazer favor.

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Dos Talentos

Vejo-me artista desde pequeno, e minha vida foi, por muito tempo, um exercício de reafirmação diária, para a sociedade e para mim mesmo, primeiro sobre o ser ou não ser artista e, depois, se fiz mesmo a escolha certa. Hoje, sou bem feliz por não ser mais assim. Tenho a certeza de estar fazendo a maioria das coisas que deveria estar fazendo, afinal, sempre tem algo a mais que vida pode nos apresentar.

Mas, ao meu redor, vejo um grande número de pessoas agoniadas, tristes por se negarem ou sequer se conhecerem direito, sofrendo como eu sofria antes de me reconhecer no que sou. O processo é difícil mesmo, demanda um mergulho fundo em si, diálogos internos e sinceros, estudo, trabalho, força e, nem todos tem disposição para tanto esforço. Existe, também, a pressão social e cultural que nos soterra e imobiliza sob toneladas escombros de preguiça, de leviandades e de medos. Nestas condições, me disse uma terapeuta: "Você tem apenas duas opções: ou aceita a vida que tem, pro estrago ser menor e colhermos alguns sorrisos; ou muda de vida, pra vida que realmente quer ter, e se realiza plenamente. A opção é inteira e somente sua."

Depois de me formar em Direito, ser bancário, segurança de eventos, lavador de pratos, balconista de lanchonete, garçom de churrascaria, me encontrei músico e escritor. Mas sempre executei muito bem todos os outros trabalhos e, assim, percebi que todos temos talento pra sermos o que quisermos. É só uma questão de conhecimento, escolha e dedicação.

Após encontrar-se no que se faz de melhor, a próxima fase é decidir como usar os talentos descobertos da melhor forma, sempre para o bem. Como, ganhando um martelo, escolhesse construir um abrigo ao invés de atacar um desafeto. É claro que, durante a construção da casa eu corro o risco de cometer equívocos, causar acidentes ou me machucar. O instrumento é o mesmo, mas a intenção, a meta final é tão nobre, que vale a pena por as mãos à obra e correr todo risco.