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segunda-feira, 1 de maio de 2017

O trabalho de sempre

Hoje é Dia do Trabalhador, dia livre pra nos concentrarmos em outras coisas. Inclusive, num outro tipo de trabalho, que movimenta outro tipo de capital, que paga outro tipo de dívida, e que produz outro tipo de bem. É um trabalho para o qual não há feriado nem contra-indicação e, quanto mais se faz, mais leve se fica.

E o Emmanuel vai dizer qual é:


Dívida de Amor

“Portanto, dai a cada um o que deveis; a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” — PAULO (Romanos, 13.7)


Todos nós guardamos a dívida geral de amor uns para com os outros, mas esse amor e esse débito se subdividem, através de inúmeras manifestações.

A cada ser, a cada coisa, paisagem, circunstância e situação, devemos algo de amor em expressão diferente. A criatura que desconhece semelhante impositivo não encontrou ainda a verdadeira noção de equilíbrio espiritual.

Valiosas oportunidades iluminativas são relegadas, pelas almas invigilantes, à obscuridade e à perturbação.

Que prodigioso éden seria a Terra se cada homem concedesse ao próximo o que lhe deve por justiça!

O homem comum, todavia, gravitando em torno do próprio “eu”, em clima de egoísmo feroz, cerra os olhos às necessidades dos outros. Esquece-se de que respira no oxigênio do mundo, que se alimenta do mundo e dele recebe o material imprescindível ao aperfeiçoamento e à redenção. A qualquer exigência do campo externo, agasta-se e irrita-se, acreditando-se o credor de todos.

Muitos sabem receber, raros sabem dar.

Por que esquivar-se alguém aos petitórios do fragmento de terra que nos acolhe o espírito? por que negar respeito ao que comanda, ou atenção ao que necessita?

Resgata os títulos de amor que te prendem a todos os seres e coisas do caminho.

Quanto maior a compreensão de um homem, mais alto é o débito dele para com a Humanidade; quanto mais sábio, mais rico para satisfazer aos impositivos de cooperação no progresso universal.

Não te iludas. Deves sempre alguma coisa ao companheiro de luta, tanto quanto à estrada que pisas despreocupadamente. E quando resgatares as tuas obrigações, caminharás na Terra recebendo o amor e a recompensa de todos.


Capítulo # 150 do livro Vinha de Luz, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.

sábado, 28 de novembro de 2015

Responsabilidade

Após acompanhar histórias tristes de abusos de crueldade inconcebível contra as mulheres, através da campanha #meuamigosecreto e conversar com algumas amigas e entender seus motivos - que jamais questionarei, pois existem e são sólidos - peguei-me preocupado com os desdobramentos de tal atitude que, mesmo lotado de evidentes boas intenções, não esteve livre de violência em suas manifestações.

Em tempos de vida sexual livre e desregrada, certamente cometemos muitos erros. Erros que, por sermos imaturos, não sabemos evitar ou lidar com seus desdobramento. Culpas e complexos, raiva e desespero. A pressão disso tudo dentro do coração é imensa. Mas, precisamos averiguar as formas de nos libertarmos disso sem causarmos uma outra avalanche de erros e tentarmos limpar lama com mais lama, combater o mal com o mal. 

Na vida é imprescindível responsabilidade, toda atitude gera conseqüências, enfim, não há almoço grátis. Emmanuel, inspirado pelas atitudes do Cristo, dá boas dicas sobre isso no Capítulo 26 de seu livro "Vida e Sexo", psicografado por Chico Xavier.


26. À Margem do Sexo

"Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou reprova o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes  anátema, tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.” - Do item 16, do Cap. X, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo". 


Companheiros da Terra, à frente de todas as complicações e problemas do sexo, abstende-vos de censura e condenação. Todos nós – os Espíritos em aperfeiçoamento nos climas do Planeta – estamos emergindo de passado multimilenar, em que as tramas da alma se entreteciam em labirintos de sombra, para que as bênçãos do aprendizado se nos fixassem no espírito. Ainda assim, achamo-nos todos muito longe da meta por alcançar. 

Se alguém vos parece cair, sob enganos do sentimento, silenciai e esperai! Se alguém se vos afigura tombar em delinqüência, por desvarios do coração, esperai e silenciai!... Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã. 

Calai os vossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros. Somos todos peças integrantes de uma só família, operando em dois mundos, simultaneamente - aquele das inteligências corporificadas no plano físico e aquele outro das inteligências desencarnadas que se domiciliam nas regiões da mesma Terra que habitais, disputando convosco, tanto quanto igualmente entre si, a aquisição de recursos substanciais da evolução. 

Não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão. À vista disso, muitos de nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!

Abençoai e amai sempre. Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: 

“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010



   Fazia lhe falta um coração que sangrasse. Um desses, ordinários, que se apaixona fácil e perdidamente; e que também sofresse, e muito, dolorosamente e que mesmo assim lhe criasse no rosto aquele sorriso bobo, constante, tão clichê de dar dó - mas seria, sem dúvida, o mais sincero riso de dor de amor do mundo! Um coração que se rasgasse de saudade e se recriasse belo, pulsante e vermelho assim que novamente envolto em carinho. Que despertasse em si todos os mais incômodos e abençoados sintomas de amor, e que lhe fizesse até chorar escondido, às vezes. Não importava o desconforto, não tê-lo lhe doía agudo na alma.
   Sentia-se, então, melhor.


Ps: Texto ilustrado por "Os Amantes", de René Magritte (óleo sobre tela, 1928).

domingo, 18 de outubro de 2009

Da Abstinência


V
ai chegar um tempo no qual sentirá minha falta. Uma saudade imensa que o fará me procurar novamente. Passará noites em claro pensando em mim. Desesperado, vai chorar. Daí em diante perderá a saúde e a cabeça. E quando perceber, já estará novamente nos meus braços, me pedindo pra voltar.


Também é o que diz o Anjo da Morte ao entregar um novo ser à Vida.



Ps: Caso queira continuar, visite o meu Recanto das Letras.