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sábado, 15 de abril de 2017

Feliz Sábado

Neste mesmo período do ano, por volta de dois mil anos atrás, os habitantes da Palestina, manipulados pelos detentores do poder e do alto status social, trataram como um criminoso e condenaram à morte um grande homem. A motivação de tamanho ato covarde foram as ideias que ele espalhava por aquela região, que colocavam em risco as suas regalias e projetos de poder. Achavam, na sua lógica simplória, que exterminando o homem acabariam com suas ideias. Mas não contavam que boas ideias e grandes verdades sobrevivem aos homens. 

Vemos que até hoje continuam a campanha contra tais ideias claramente libertadoras, que nos tirariam debaixo da tirania e sofrimentos que há milênios nos afligem os desgovernos, tanto dos nossos líderes sobre as nações quanto os nossos sobre nós mesmos. Desde aquele tempo nos manipulam através de expedientes ardilosos que nos afastam a capacidade de pensamento e reflexão. Ainda somos a massa de manobra imatura que prefere ver livre de punição o criminoso perigoso das nossas próprias culpas, do que ser chamada às responsabilidades dos próprios atos. Ainda somos quem lava as mãos na hora das escolhas difíceis e transfere a autoridade de decisão para da turba raivosa dos pensamentos egoístas e desejos desmedidos.

Não sejamos mais assim. É hora, e já é há mais de dois mil anos, de amadurecermos. É hora de seguirmos o outro exemplo dessa história, o do personagem que, ciente das suas responsabilidades no mundo, se dispõe a viver diferente, para o bem comum, enfrentando de cabeça erguida, com serenidade e sem esmorecer, os fortes golpes que receberá pelo modo de vida incomum.

Se não aprova o mundo como está hoje, assuma as rédeas da própria vida e a responsabilidade que lhe cabe. A solução e o exemplo estão aí, resumidas no vídeo abaixo. Basta segui-lo. Mude e mude o mundo.

Um feliz Sábado. Uma feliz vida inteira.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Genealogia de Superação

Dizem que Nicolò Paganini (1782 - 1840) foi o maior virtuose do violino que já existiu. Possuía uma técnica e criatividade que jamais foi igualada por alguém. Também era muito feio, mas tinha uma boa visão de negócio. Ficou muito rico aproveitando-se de sua aparência soturna, cabelos longos, nariz pontudo, muito magro, usava sempre roupas escuras, fazia suas apresentações com pouca luz e teatralmente sombrias. As peças que executava, escritas por ele mesmo, desafiavam a técnica, necessitavam de movimentos de arco e de dedos jamais imaginados até então. Dentre essas peças, está o conjunto de "24 Caprichos" que são interessantíssimos, mas não muito fáceis de se ouvir.

Por todo o frisson que causou em sua época, Nicolò Paganini influenciou muitos outros músicos, seus contemporâneos de Romantismo, como Schubert, Chopin, Schumann e Liszt, que trouxeram para o piano – e para o pesadelo de quem estuda piano – aquele virtuosismo fenomenal que viam em Paganini, que era tanto que chegou a espalhar-se a lenda de que ele tocava daquele jeito por ter feito pacto com o diabo ou, ainda, de ser o filho do próprio tinhoso. 

Com todos esses predicados, se vivesse hoje em dia ele seria um desses guitarristas "fritadores" do Metal, que fazem muitas notas por segundo e, também, muitas caretas. Inclusive, há relatos de que Paganini conseguia executar, ao violino, a fantástica quantia de doze notas por segundo. É, talvez ele seja o "fritador" original.

Mas antes passar a "fritadeira" para gente mais moderna como Malmsteen ou Satriani, Paganini tocou os ouvidos e o coração de um outro cara: Sergei Rachmaninoff (1873 - 1943) que resolveu fazer uma Rapsódia com 24 variações sobre o "Capricho n. 24 em Lá menor" de Paganini, o Capricho mais famoso. É de uma dessas variações que quero falar.

Esse é o Capricho n. 24 :



A Rapsódia de Rachmaninoff, completa, deve durar entre 20 e 25 minutos e é considerada uma peça de dificílima execução, mantendo assim o nível Paganini de esmero técnico. E entre imensos exercícios de criatividade, inversões melódicas, rearranjos e contorcionismos musicais, surge o que, talvez, seja uma das músicas mais bonitas que já ouvi na vida: a "Variação n. 18 Andante cantabile em Ré bemol maior". É impressionante a metamorfose daquele tema tão espertalhão do Paganini em algo tão delicado, que beira o sublime.

Ouça:

Conheci a Variação n. 18 na trilha sonora do filme "Em Algum Lugar No Passado", um filme que gosto muito, e já falei dele por aqui. Penso o quanto não gostaria de estar na pele do John Barry, responsável pelo resto da trilha, que deve ter suado muito pra a música tema à altura dessa beleza de Rachmaninoff. John, você está de parabéns, pois ouvir o "Tema de Em Algum Lugar no Passado" é de um prazer indescritível.

Sinta:

Mas, por que toda essa história? Primeiro, para espalhar boas músicas, que deixam os humores mais relaxados. Precisamos muito. Segundo, para deixar a reflexão sobre coragem, criatividade e determinação; e de como tudo, por melhor que pareça, pode ser sempre melhorado ainda mais. Fiquemos atentos ao cotidiano e não percamos as chances de trabalho.


terça-feira, 22 de março de 2016

Dia Mundial da Poesia

Ontem, 21 de março, foi dia mundial da poesia. Procurando poesia por aí, encontrei esse projeto, o Toda Poesia, que me lembrou da possibilidade de encontrar, até em maior escala, poesia fora dos poemas. Na prosa, na música, até em tese científica e sociológica. 

Ver que poesia é algo maior, nos faz perceber-nos mergulhados nela. E já que estamos cercados, deixemo-la fluir!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A ignorância é uma benção

Muitos dizem que a ignorância é uma benção, e a maioria desses muitos se escondem atrás dessa ideia para justificar a falta de curiosidade, estudo e interesse pelas coisas todas. Entretanto, desde Sócrates, ouvimos de quem realmente sabe das coisas, que quanto mais se sabe, menos se sabe de verdade. É o tal do "só sei que nada sei". Seria, portanto, o constante aprender a verdadeira porta para a ignorância real, a ignorância humilde, aquela que nos mostra que de tudo o que sabemos ou viermos a conhecer, nunca significará nada perto do que tudo realmente é no infinito no qual estamos incluídos. Ah! Agora sim faz sentido! A verdadeira, libertadora e doce ignorância do conhecimento!


(pra quem não sabe inglês, esse vídeo tem legenda em português-BR pra ativar nos "detalhes")

terça-feira, 5 de maio de 2015

Café Filosófico : Hamlet, o anti-facebook e algumas reflexões sobre todos nós.


"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre em nosso espírito sofrer pedras e setas com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja, ou insurgir-nos contra um mar de provocações e em luta pôr-lhes fim?" - Hamlet


Tomar consciência de si e do próprio lugar no mundo, do vazio que tomou conta da nossa existência, não é tarefa simples e, certamente, gera grande parte da angústia que temos e as fugas que usamos para não lidarmos com essa questão. Tão antiga, que perturba desde Platão (e é, certamente, anterior à ele), o conheça-te a ti mesmo no desafia a olhar por detrás das nossas máscaras independentemente da dor que isso causa e, além disso, nos convida a empregarmos esse auto-conhecimento em atitudes condizentes com a realidade na qual queremos existir.

Num mundo de facebook, época de informação tão veloz, a dificuldade de significar as experiências e a falta de capacidade (muitas vezes medo) de mergulhar em si mesmo e se assumir como se é e não como dizem que devemos ser, nos torna escravo da chancela social. Aguardamos que o mundo aprove a nossa vida, dizendo se ela é ou não tão interessante quanto suspeitamos que ela seja, já que não temos mais capacidade ou coragem para comprovar por nós mesmo. Preferimos ser vigiados e julgados pelos outros do que aprender a sermos honestos conosco em momentos solitários que deveriam ser naturais e não sintomas de doença mental.

O drama do príncipe Hamlet pode ser mais contemporâneo do que parece. Reconhecer que "há algo de podre no reino da Dinamarca", utilizando as palavras do próprio Hamlet, é só o primeiro passo para uma grande e difícil obra de melhorias no reino interior de cada um de nós. Tal reflexão é um ato corajoso e necessário para o humano moderno que procura alternativas para libertar-se.

Então, aproveite mais esta ótima palestra de Leandro Karnal, feita para o Café Filosófico, da CPF CulturaNum retrato do hoje, o reflexo do ontem. Zygmunt Bauman e Willian Shakespeare. Somos um Hamlet Liquido? Enfim, se há mais coisas no céu e na terra do que sonha nossa filosofia, então, mãos à obra!



hamlet de shakespeare e o mundo como palco, com leandro karnal from cpfl cultura on Vimeo.

terça-feira, 14 de abril de 2015

'Cause we always have a story

Domingo, dia 12 de Abril, assisti à premiere brasileira do documentário "What Happened, Miss Simone?", biográfico de Nina Simone, grande pianista, vocalista e compositora do Jazz e do Soul, um mito da música contemporânea, além de influente ativista dos Direitos Civís nos EUA. Extremamente emocionante, o documentário me ajudou a entender de onde vinha tanta força e complexidade nas músicas de Nina, que não estava ali só fazendo um número. Ela insistia em agir e dizer o que sentia, e toda essa vontade de se fazer entender ressoava com sua música, inclusive, em uma entrevista ela disse querer que o público saísse aos pedaços de suas apresentações, feridas, emocionadas. E é o que ela faz.

Aí entendi o motivo de haver dias impossíveis de ouvi-la, apesar da vontade. Não estou na mesma freqüência que as canções e todo o seu conteúdo emocional. Ainda bem que há dias em que as mesmas músicas me abraçam e me preenchem com os melhores dos sentimentos. Entendi a complexidade da vida que construiu a artista, e fatos concretos que inspiraram as suas canções, pude ver o por que de "The Other Woman" e "He Needs Me", minhas preferidas dentre tantas dela, soarem tão sinceras e emocionantes. É que ela está realmente sentindo e cantando o que está nas canções. É a vida ela, sinceramente apresentada em música. Nina Simone não era só artista, ela era a sua própria arte, ela dava a si mesmo, integralmente para o público. Deixou muitos sonhos de lado, sofreu muito por isso, enlouqueceu por isso, mas também é imortal por isso.

Uma cena marcante do documentário: depois de muitos anos em auto-exílio na Libéria, ela volta a tocar e se apresenta no Festival de Jazz de Montreaux de 1976. No palco, questiona o que todos estão falando sobre ela desde que voltou a tocar: de que Nina Simone já foi uma grande estrela e agora está decaída e essas coisas. Resolveu, então, que tocar uma música seria o jeito mais fácil de explicar o que ela pensa e sente sobre isso tudo e, após chamar atenção de uma garota na platéia, para que se sente (percebe-se aí a importância do momento para Nina), toca uma versão da música Stars, da Ian Janis, música com uma letra muito pertinente sobre as engrenagens do showbiz, da vida de artista e a relação que existe entre ele, o público e as expectativas que todos criam. Não pôde ser diferente, como sempre, dá pra perceber em detalhes como ela se sente sobre a sua vida, dá pra ver nos olhos dela, dá pra sentir na voz e em cada nota do piano, ainda mais com as adaptações que ela faz na letra, aproximando-a da sua história.

Foi um prazer realmente conhecê-la, Nina Simone. Ou se você preferir, Eunice Kathleen Waymon.

Aqui vai o vídeo. A letra [tentei escrever os improvisos dela, que estão em itálico], segue abaixo:



Stars, they come and go.
They come fast, they come slow.
They go like the last light of the sun,
All in a blaze.
And all you see is glory.
But it gets loney there,
When there's no one here to share.
We can shake it away,
If you hear a story.

People lust for fame,
Like athletes in a game.
They break their collarbones,
And come up swinging.
Some of them are crowned
Some of them are downed,
Some are lost and never found.
But most have seen it all.
They live their lifes in sad cafes and music halls.
And they always have a story.

Some make it when they're young,
Before the world has done it's dirty job.
And later on, someone will say,
"You've had your day, now you must make way."
[...] always.
But you'll never know the pain
Of using a name you never owned.
Or the years of forgetting
What you know too well.
That the you who gave the crown,
Have been let down.
You try to make amends without defending.
Perhaps pretending.

You never saw the eyes
Of young men of twenty-five,
That follow as you walked,
Ask for autographs,
Or kiss you on the cheek.
And you never could believe he really loved you. Never.
Some make it when they're old
Perhaps they have a soul they're not afraid to bare.
Perhaps there's nothing there

But anyway that isn't what a meant to say.
I'd tell you about a story, since we all have stories
I can't remember it anyway
So I'm telling about I moved within the United States
Today and permanently, even in Switzerland, it goes...

But I'll continue it anyway and [...] it together

Some women have a body men will want to see
And so they put it on display
Some people play a fine guitar
I could listen to them play all day
But anyway
I'm trying to tell you my story
Janis Ian told it very well
Janis Jopplin told it even better
Billie Holliday told it even better

We always, we always, we always have a story
And the latest story that I know
Is the one I'm suposed to go out with.


domingo, 28 de setembro de 2014

Orgulho nosso de cada dia.

Há muito tempo se percebe uma grande inversão de valores no mundo. O que, antigamente, era horrível e perverso, hoje em dia é tratado como algo aceitável e até mesmo corriqueiro. O rol de pecados, criados pela igreja católica, que antes eram limites constantes na vida da maioria das pessoas, perdeu a sua força e hoje é encarado como mero folclore. Ora, nada mais do que resultado de um movimento natural de evolução humana que, embasada na ciência e na psicologia, clama por seu direito natural ao livre arbítrio e à felicidade.

Então, por que somos tão tristes? Diz-se que nossa geração é uma das mais frustradas e tristes da história. Talvez, como diz uma amiga em seu blog"Essa obrigação de ser feliz o tempo todo é que tem nos feito tristes". Quando, para justificar nossos impulsos, na obrigação de sermos felizes, questionamos qualquer limite à nossas atitudes (e o rol de pecados seriam uma forma desses limites), também afastamos da nossa responsabilidade as conseqüências e nos fechamos nesse universo de mentira, onde tudo é possível e nada dá errado, onde nem o céu é o limite (metafórica e literalmente). E com cada vez mais anseios desenfreados e a obrigação de realizá-los, só conseguimos mais chances de frustrações, pois no mundo real, das coisas reais e das possibilidades reais, nem tudo o que sonhamos dá certo. Criamo-nos uma armadilha terrível e nem sequer notamos.

É mais ou menos por essa linha raciocínio que o historiador Leandro Karnal nos apresenta ao Orgulho, o "pecado capital", ou ainda o "pecado dos pecados", que gera todos os outros pecados e é a fonte geradora de todo o sofrimento do mundo (e isso é afirmado por várias outras religiões e filosofias, tanto orientais quanto ocidentais). Karnal nos apresenta, de forma espetacular, ótimos argumentos para nossa reflexão, além de nos dar uma bela aula de história, sociologia, teologia, mitologia e psicologia. Não tem como não gostar.

Aproveite que hoje é domingo, que você não tem nada o que fazer e dedique essa próxima hora para ser surpreendido por você mesmo.

..........
Orgulho nosso de cada dia:

por Leandro Karnal


“o orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.”


Este pensamento de Santo Agostinho parece não ser mais levado em tanta consideração. pois, a vaidade parece estar cada vez mais em alta nesta sociedade, onde o individualismo e o “empreendedorismo” passaram a ser metas, valores, fortemente estimulados. aquele que já foi visto como o maior e o primeiro dos pecados capitais por seus atributos maléficos – o orgulho – hoje virou virtude. disfarçada e rebatizada de autoestima, a vaidade é agora “amor próprio”. este programa abre a série do café filosófico que traz os “7 prazeres capitais – pecados e virtudes hoje”, com a curadoria e apresentação do historiador Leandro Karnal.




Recomendo a versão integral da palestra, com todas as perguntas ao final e sem as intervenções da TV Cultura.

Caso você, como eu, também ficou fã do Leandro Karnal, fica aqui a lista de outras palestras dele, no CPFL Cultura.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Programa Upload - TV Transamérica

E no dia seguinte ao show com os camaradíssimo do Supercolor, no Music Hall, em Curitiba. Demos uma passada na TV Transamérica, alí mesmo na capital paranaense, e comparecemos no programa Upload. Ele foi transmitido ao vivo no dia 08. Foi bem jóia fazê-lo. Espero conseguir voltar lá em breve.

Sente aí!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Nevilton lança 1º Clipe : O Norno

14 de Maio de 2010
Nós, durante a gravação de cenas pro clipe "O Morno", no Tribos (Mgá,PR)
Foto de Al Sasaki



E foi pro mundo o nosso primeiro clipe, e bem no Dia Mundial do Rock! Uma honra! Já está na MTV e, em breve, em vários outros canais e programas onde se assistem vídeoclipes. É da música "O Morno", que consta no nosso EP chamado "Pressuposto" (que você pode baixar aqui).

É um clipe singelo, sem nada de superprodução 3D ou computação gráfica inovadora. É um "Road Clip", feito através de imagens captadas durante a super divertida, caliente e inesquecível 2ª Tour Fora do Eixo : Nordeste, junto com takes feitos no nosso querido Tribos Bar, em Maringá, onde nossos shows são sempre quentes, longos, imprevisíveis - delícia pura! Certamente não haveria como juntar tanta lembrança e sentimentos bons num material só.

Quem filmou e montou o clipe foi o nosso amigão velho de guerra Jão Gabriel Montero, baterista e cineasta de muito bom gosto, que conseguiu amplificar as boas vibrações, dando um ritmo legal para as imagens que ele captou enquanto viajava com a gente e a Mini Box Lunar pelo nordeste. Inclusive, os amigos Mini Boxes estão ali, imortalizados na nossa "coreografia-piada interna". Ótimo trabalho Jão!

Enfim, é isso, um clipe que mostra a gente fazendo o que mais fazemos nos ultimos meses: viajando, tocando e nos divertindo com nossos amigos. Eu, particularmente, fico emocionado quando vejo essas imagens e me lembro de tudo.

Aqui vai o vídeo.


* Você também pode vê-lo no nosso Blog MTV ; no MTV Music e na Rolling Stone BR .

* Leia o que o Rafa Zanatta escreveu sobre o show do dia 14 de Maio, no Tribos, em Maringá, quando gravamos as imagens pro clipe e tocamos com os nossos queridões da VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia e com o Facas Voadoras.

Obrigado a todos que nos ajudaram a chegar até aqui.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

EP Pressuposto tá na rede!! Baixem e Ouçam!!!

Foram muitos anos de trabalho árduo, mas nunca ruins. Desde aprender a tocar um instrumento até a insistência de continuar tocando e, invariavelmente, indo contra a várias idéias pré-concebidas de muita gente. Difícil, como tudo o que vale a pena na vida, gratificante como toda meta atingida.

E hoje atingimos mais uma, nossa primeira gravação em qualidade sonora exemplar e, o mais legal, ao alcance de qualquer pessoa ao redor do mundo. Não tem descrição pro nível de felicidade e satisfação que passo nesse momento. Então, não vou gastar as teclas descrevendo. Não precisa. O que precisa é que se ouça.

O release que escrevi pro disco já diz muito do que deveria dizer por aqui. Portanto, leiam-no ali embaixo, baixem o EP, ouçam, divirtam-se e sorriam. Inspirem-se e sejam felizes.

Muito Obrigado a todos que estão e estiveram com a gente.


"Prestes a completar 3 anos de estrada, Nevilton terminou o ano de 2009 como uma das grandes revelações do rock independente nacional. Colecionou muitas resenhas positivas em sites, blogs, revistas online e em revistas de circulação nacional como a Rolling Stone Brasil e a Bravo!. A fama de suas apresentações contagiantes precedia a banda e se confirmava em cada show pelo Brasil - e foram muitos, de Porto Alegre (RS) à Palmas (TO) – tanto que foram eleitos o segundo melhor show nacional em 2009 no Top 7 Scream & Yell, ficando atrás só dos Móveis Coloniais de Acaju.

E chegou hora de mais um sonoro passo para Nevilton, dia 10 de Fevereiro de 2010, depois de quase 3.000 cópias de seu “Pacotão de Demos”, distribuídas pelo Brasil, o trio paranaense lança seu primeiro registro fonográfico oficial, o EP Pressuposto. Nele a banda publicou cinco músicas, entre elas, duas que estarão em seu disco de estréia o “de Verdade”: Pressuposto (canção que dá nome ao EP) e Vitorioso Adormecido. O disco foi gravado no YB Studios, em São Paulo, ainda com o baterista Fernando Livoni, e será lançado em breve.

As outras três faixas do EP são: O Morno, Do Que Não Deu Certo e Singela (Canção ao Amigo). Todas elas foram gravadas em Umuarama, por eles mesmos, em seu próprio estúdio, o "Sombrero", já com o novo baterista, Eder Chapolla."


O download pode ser feito pelo Rock'n'Beats ou pelo Compacto.Rec!

E tem o Teaser, feito pelo amigão Jão Monteiro, da Pé Vermelho Produções. Tá lindão!





quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Linchamento em Umuarama [Segundas Considerações]

- e as últimas por um tempo -

Foi interessante ver as repercussões que um fato histórico e geral pode ter, intimamente, na vida de uma pessoa. O que comprova que a história da humanidade é, antes de tudo a história da vida de cada um. Falo especificamente sobre o linchamento que aconteceu em Umuarama, em Dezembro de 1986. Se quiser saber da história é só ler o texto que publiquei aqui no blog.

Neste post vou colocar alguns dos comentários feitos por visitantes, comentários que demonstram esse contato direto de várias pessoas com um fato tão ignorado e quase esquecido (à força, certamente) pelo pessoal da região. Obviamente são apenas alguns, afinal, todos que se manifestaram fizeram isso por ter algo interessante a contar ou opinar.

Lá vão:

.......Hastür Palim! em 22 de dezembro de 2009
"Eu morava em Umuarama nessa época! Passaram na frente de casa Arrastando o Corpo!"

Torremo_MH em 22 de dezembro de 2009
"o tiozinho da esfirraria lá perto do alfa me disse uma vez que na época o acontecimento tomou destaque nacional de uma tal forma que até no programa do chico anísio faziam piada dizendo "eu vo mandar você pra umuarama!!"
Torremo_MH em 28 de dezembro de 2009
"meu primo me disse que a tia dele tinha um VHS com as imagens desse dia, só que parece q a polícia confiscou as fitas... vou tentar conseguir mais informações."

Agora um dos comentários mais interessantes. Pelo que entendi essa garota, que hoje mora na Argentina, mas já morou aqui em Umuarama e seu depoimento mostra que, pelo menos um dos rapazes linchados, já estava causando confusão há muito tempo e, portanto, tava procurando sarna pra se coçar. Achou.
shey em 11 de janeiro de 2010
"oiii...naun sei muito q decir....ja q estava ai neste dia...te conto algo...extamente un ano antes deste epsodio un dos tre q foraun presos tinha atirado no meu irmao,e meu irmao ficou muito mal quase morreu forao creio q 3 o 4 tiros de un revolver calibre 22.... tdo isso ocorreu en uma saida de un baile nesta epoca eu tinha 8 anos apenas e lembro q neste ano de 85 naun tivemos natal.... ao ano seguinte como se fosse planejado o tipo q atirou no meu irmao eh preso por este crime q comentaste...do rapaz y de esta moza..minha mae festejou qdo eles forao presos mas eu me lembro q tdos sairan d csa y me dijeron naun saia ja voltamos t buscar...eu d noite naun posso lembrar a horas exata....minha mae voltou y me levou ate a praza dos tamoyos ja q os corpos ia passar por ai y nos norava a uma quadra da praza....minha mae chorava tdos estava assustados enfim...agora tenho 32 anos y por casualidade me acordei de esto e comezei a buscar por la internet...gracias sheila...."

E agora, provavelmente o comentário mais enriquecedor do meu texto. Um link para a reportagem da TV Tarobá, da época dos acontecimentos, onde o delegado mostra a delegacia revirada pela invasão das pessoas e vai contando como tudo aconteceu por lá.
Ed em 26 de janeiro de 2010
"Coloquei um vídeo no Youtube sobre esse fato. É o delegado contando como aconteceu o linchamento.
Parabéns pelo texto."
Certamente existem mais comentários pertinentes a se ler. Se quiser lê-los, o que eu recomendo, clique aqui. Portanto, obrigado a todos que já comentaram e a todos que comentarão e também dividirão a sua experiência com a gente.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Raios, Trovões e Relâmpagos. Que toró!

Nesta madrugada caiu um temporal aqui em Umuarama. Disseram os jornais que o estrago foi imenso desde o Oeste do estado (Ampere, Cascavel, Assis Chateubriand), passando por aqui no Noroeste e chegando ao Norte, em Maringá. Destelhamento de casas, ventos de 100Km/h, granizo, um possível tornado e outras coisas que São Pedro tinha no bolso.

Apesar dos estragos, tal tipo de evento não deixa de ser um momento visual bonito, pelo menos. Manifestações da natureza imponente e a gente impotente. Aproveitei e fiz algumas fotos, incluindo a minha primeira foto de um raio! Sim, um Raio!



me pareceu uma luta...
sangrenta...


Essa foi quase!


!!!


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Playing For A Change

"Não importa quem você é, não importa pra onde você vai. Um hora você vai precisar de alguém."

Derrubar as barreiras e unir as pessoas em torno da única bandeira que faz sentido: "Um mundo bom pra se viver". A idéia é antiga e sempre foram feitos esforços pra angariar apoiadores, e o Playing for a Change não é o primeiro e não será o último a usar a música e a arte para tal fim. Num mundo de ações tão diluídas pela pluralidade de 'lideranças' e 'movimentos' à favor da mesma causa, talvez eles se tornem só mais um trabalhando por um mundo mais legal.

Mas, ora, nunca se duvidou da diferença que um a mais pode fazer em qualquer história.

O clipe abaixo traz uma das melhores versões que eu já vi e ouvi de Stand By Me, música de Ben E. King, Jerry Leiber e Mike Stoller, que ficou mundialmente mais famosa na versão que John Lennon gravou no disco Rock & Roll de 1975.

Divirtam-se.



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Viagens Mil

E às vezes a gente dá aquela travada na produção.
Então, como não deu tempo de deixar o que eu queria pronto e caprichado, fiquem com uma dança marota dos bichinhos legais.


É sério, vale a visita!

Veja onde me encontrar em www.nevilton.com.br

Até a volta.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Forrest Button

Nossa vida é baseada em experiências. Mas existe algo além do nosso repertório pessoal dessas experiências que adquirimos durante nossa vida. Nós já viemos de fábrica com alguns conceitos básicos e imagens ideais, herdadas da experiência da humanidade toda. Os filósofos chamam essas imagens e conceitos de arquétipos. Se a gente colocar esses arquétipos numa grande mala invisível, essa mala se chamaria Inconsciente Coletivo.

É mais do que comprovado que o inconsciente coletivo faz milagres. Faz chover, move montanhas e pode ditar o futuro da humanidade. Sabendo disso, muita gente usa os arquétipos para atingir a gente dessa forma covarde e irresistível. O Eric Roth, roteirista do filme O Curioso Caso de Benjamin Button, que também fez o roteiro do Forrest Gump, certamente sabia dessa história. Veja só que coisa legal!



Não sabe inglês?!

Ps: Pois é, a Paramount cortou o barato, tirando o vídeo do ar, alegando violação de direitos autorais. Mas quem conseguir achar "The Curious Case of Forrest Gump" pela internet não vai se arrepender.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Cascavelletes !!!

Pois eh, minha gente... numa dessas noites de insonia, resolvemos fazer um som pra lembrar dos velhos tempos de fim de show da Superlego, quando a Dia dos Pais invadia o recinto.

Eu no violao, o Ton no Quick-Batera e o Carlao no Macarone & Cheese e nos graves. Nao posso deixar de mensionar a nossa adoravel diretora e cinegrafista Emelin, nossa ex-roomate e eterna irma.

Espero que voces gostem.

Dia dos Pais (versao Hollywood) - Menstruada (cover dos Cascavelletes)

Ps: cheio de parenteses, heim! Mas sem nehum acento...eheheheh