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domingo, 18 de dezembro de 2016

Reforçamo-nos, sempre.


Costumo ler, diariamente, o livro Fonte Viva, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. A cada dia leio um dos pequenos textos, pequenas lições, interpretações do Evangélho, para se refletir ao longo do dia e implementá-las na vida, na prática cotidiana.

E foi numa dessas leituras, logo cedo, que me deparei com este texto, o de número 21. Encontrar palavras de Emmanuel sobre o tema de uma crônica que eu havia escrito 4 dias antes, me deixou muito feliz. É um leve sinal de que eu devo estar indo pelo lado certo. Se ainda não estou indo, ao menos já estou olhando para o lado certo.

Gosto muito dessas coincidências, quando a vida traz confirmações de que o caminho está certo. Por isso coloco o texto do Fonte Viva e o link para a minha crônica, para que sejam lidos em conjunto, pois eles se completam e se ajudam. Seguem, os textos, a idéia que eles mesmos propagam: que o mais forte, o mais iluminado (o Emmanuel, claro) ajude o mais fraco, o menos iluminado (eu, é claro).

E que todos nós possamos nos aproveitar de mais esse feixe de luz do farol poderoso que são os livros de Emmanuel. E, assim, fortalecidos, termos as condições de praticar, de fato, uma vida mais harmoniosa e amorosa e nos tornarmos, a cada dia, a cada lição, a nossa luz um pouco mais forte.

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21. Maioridade

“…O menor é abençoado pelo maior.” — PAULO (Hebreus, 7.7)


Em todas as atividades da vida, há quem alcance a maioridade natural entre os seus parentes, companheiros ou contemporâneos.

Há quem se faz maior na experiência física, no conhecimento, na virtude ou na competência.

De modo geral, contudo, aquele que se vê guindado a qualquer nível de superioridade costuma valer-se da situação para esquecer seu débito para com o espírito comum.

Muitas vezes quem atinge a maioridade financeira torna-se avarento, quem encontra o destaque científico faz-se vaidoso e quem se vê na galeria do poder abraça o orgulho vão.

A Lei da Vida, porém, não recomenda o exclusivismo e a separatividade.

Segundo os princípios divinos, todo progresso legítimo se converte em bênçãos para a coletividade inteira.

A própria Natureza oferece lições sublimes nesse sentido.

Cresce a árvore para a frutificação. Cresce a fonte para benefício do solo.

Se cresceste em experiência ou em elevação de qualquer espécie, lembra-te da comunhão fraternal com todos.

O Sol, com seus raios de luz, não desampara a furna barrenta e não desdenha o verme. Desenvolvimento é poder.

Repara como empregas as vantagens de que a tua existência foi acrescentada. O Espírito Mais Alto de quantos já se manifestaram na Terra aceitou o sacrifício supremo, a fim de auxiliar a todos, sem condições.

Não te esqueças de que, segundo o Estatuto Divino, o “menor é abençoado pelo maior”. (Heb)


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Comentário sobre o poema Caro Data Vermibus


Este é um poema que gosto muito. Primeiro, por ser bonito; segundo, pela sua feitura ter sido um processo longo. Finalizá-lo foi uma alegria imensa.

Da sua concepção, num papel rascunho do "Ministério Público do Paraná, em 2001, ao seu fechamento, para o livro, em 2013, descontados uns prováveis e não mais do que 4 anos de gaveta, foi quase uma década. Sim, talvez o poema mais demorado que já fiz. Mas foi realmente preciso vivenciar muitas coisas para condensar as idéias e imagens que ele me pedia. Foram anos de tentativas e retomadas e desistências na lida com estes versos.

É um poema que retrata um amadurecimento: do desespero do jovem desiludido ao racionalismo do quase adulto, ainda desiludido, mas um tanto mais forte.

Quase 10 anos em 14 versos. Até eu mesmo fico espantado!

Aproveite e leia o poema: Caro Data Vermibus

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Caro Data Vermibus


Vou deixar morrer, em mim, o amor
que por ti nasceu e hoje é triste.
Pois nem mesmo o encanto que em mim existe
tem a eternidade da tua fuga.
E ao peito calejado dar descanso
do constante flerte com o descaso.
Recostar o espírito no abraço manso
da solidão, e nunca mais no da saudade.
Assim, ao definhar-se por completo,
e desse amor não restar sequer o afeto,
me liberto da desventura que é te bem querer.
Pois, antes que irremediável e grave,
melhor do amor fazer cadáver
do que estar morto ao se viver.



Nota 1: A palavra "cadáver", segundo a etimologia popular, teria origem na inscrição latina Caro Data Vermibus ("carne dada aos vermes"), que supostamente seria inscrita nos túmulos. Na verdade não se encontrou até hoje nenhuma inscrição romana deste género. Os etimologistas defendem que a palavra deriva da raiz latina cado, que significa "caído". (Fonte: Wikipedia)

Nota 2: Leia também os meus comentários sobre este poema.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Livro + Show : Estamos em Umuarama!

Depois de muitos meses, finalmente voltei a Umuarama. E com muita alegria farei um evento oficial de lançamento do meu livro aqui, terra onde a maioria dos poemas do livro nasceu. E pra deixar a festa mais imperdível, vamos reunir, após 5 anos, o Nevilton Trio Original (Nevilton + Lobão + Fernanditto), e tocaremos as músicas do disco que gravamos juntos, o "De Verdade". Espero todos lá.



Local: Tabeerna
Horário: à partir das 18h (show às 20h)
O livro estará à venda por R$15,00. (levem trocados pra ajudar)


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Livro : Incidente em Antares [1971, Erico Veríssimo]


As famílias Campolargo e Vacariano lutam pelo domínio da pequena cidade de Antares, no Rio Grande do Sul, desde que foi fundada no quase imemorial passado dos pampas. Mas a situação política e social do Brasil inspiraram a classe operária a se rebelar contra a Burguesia local e declarar uma greve geral.

Para o azar de sete moradores da cidade: Quitéria Campolargo, a matriarca da cidade; Barcelona, o sapateiro anarquista; Cícero Branco, o poderoso advogado; João da Paz, jovem pacifista que foi torturado; o bêbado Pudim de Cachaça; o pianista suicida Menandro Olinda e a prostituta Erotildes, todos falecidos no mesmo dia, os coveiros da cidade também estão em greve e se aproveitam dos mortos insepultos para pressionar ainda mais os “donos da cidade”.

Apesar do desconforto, tudo correria normalmente se os sete mortos não resolvessem se levantar de seus caixões, deixados no portão do cemitério, e voltar à cidade para exigir um enterro descente e o descanso eterno. Aproveitando-se da liberdade que a morte lhes deu, se vingam dos desafetos e usam o coreto da cidade para revelar os podres dos cidadãos de Antares, de fatos políticos a aventuras sexuais e traições.

Esta história aconteceu em 1963, na fictícia cidade e Antares, local escolhido por Erico Veríssimo, para ser o cenário de seu livro “Incidente em Antares”. O livro já foi Mini-Série da Rede Globo em 1994, série que foi compilada num longa metragem que você pode assistir no final dessa resenha.

Erico Lopes Veríssimo, considerado um dos maiores romancistas do país, é pai do Luis Fernando Veríssimo, também famoso escritor brasileiro. Nascido em Cruz Alta, interior do Rio Grande do Sul, em 17 de dezembro de 1905, teve muitos empregos diferentes durante a juventude, até que em 1930 começa a publicar seus textos. Daí pra frente se dedica cada vez mais à literatura. De livros infantis à traduções de clássicos da literatura para o português; passando por coletâneas de contos seus, até ensinar literatura brasileira em Universidades Norte-Americanas, Erico sempre se mostrou apaixonado por seu trabalho, paixão que reflete diretamente na qualidade de seus textos e no capricho com o qual são feitos.



O Magnânimo Erico enquanto criava.

Em 1949 publica o primeiro volume da trilogia “O Tempo e o Vento”, um marco em sua carreira, considerado sua obra-prima. É uma trilogia com mais de 2.200 páginas, que consumiu quinze anos de trabalho. Esse ‘Senhor dos Anéis dos pampas’ conta a história do estado do Rio Grande do Sul de 1680 a 1945 (fim do Estado Novo), através da saga das famílias Terra e Cambará. É considerada a obra mais importante sobre o estado gaúcho e é dividida em três tomos: O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1962). Continuou produzindo muito e ganhando muitos prêmios nacionais e internacionais, mas em 28 de novembro de 1975, o escritor falece subitamente, deixando inacabada a segunda parte do segundo volume de suas memórias, além de esboços de um romance que se chamaria “A Hora do Sétimo Anjo”.

Incidente em Antares, publicado em 1971, foi o ultimo romance de Erico. Influenciado pelo ambiente criado pela ditadura que marcava o Brasil de Vargas, propõe uma crítica ao regime totalitário que valoriza a instituição em detrimento do homem. É sem dúvida um romance político, que narra a disputa pelo poder e critica a sociedade e seus conceitos de honra e exploração econômica.



Capa de uma edição antiga do Incidente em Antares.
Inclusive, foi essa que eu li.

O livro é dividido em duas partes. A primeira conta a história da fictícia cidade de Antares, desde os seus primeiros registros, quando ainda era apenas uma propriedade rural na margem esquerda do Rio Uruguai. A grande sacada desta parte do livro é a forma que o autor casa perfeitamente a evolução do “Povinho da Caveira” - que se tornará Antares - com a história real do Brasil e dos pampas, incluindo a presença de grandes autoridades políticas do pais na cidade. Aspectos geográficos, sócio-políticos, costumes e curiosidades, tudo está lá, o autor consegue trazer a fictícia Antares para a realidade de uma forma mágica.

A segunda  – e menor – parte do livro se chama “O Incidente” e ocupa, interessantemente, só o último terço do volume. É ela nela que está história dos mortos-vivos, iniciada no fatídico dia 13 de dezembro de 1963, sobre a qual comentei no começo desta resenha.

Sem dúvida alguma, é um livro delicioso, tradição da família Veríssimo. As duas partes são escrita com esmero e cuidado para que o leitor se mantenha atento, interessado e envolvido na narrativa. Para quem quiser algo mais, veja esse resumão do livro, mas eu recomendo firmemente a leitura da íntegra, é um prazer que você não pode negar a si mesmo.

E pra quem é cinéfilo, deixo aqui o longa-metragem feito à partir da mini-série Global:



terça-feira, 18 de novembro de 2014

Publicando um livro : o caminho das pedras


Publiquei o meu primeiro livro no início do mês de outubro. Fiz de maneira independente e aproveitei para aprender o máximo possível sobre todas as etapas do processo que dá origem a este objeto pelo qual sou apaixonado: o livro. As etapas não são muitas e nem muito difíceis, mas demandam atenção e carinho, para que o livro, ao final, não seja só um compêndio de textos, mas também seja um objeto bonito e agradável de se manusear, otimizando a experiência do leitor.

Publicar um livro de forma independente não é novidade. Em 1918, Monteiro Lobato financiou do próprio bolso e publicou seu primeiro livro "Sacy Pererê - O resultado de um inquérito"; em 1930, Carlos Drummond Andrade segue a mesma técnica e publica o "Alguma Poesia"; até mesmo o ícone do rock, o americano Jim Morrison, em 1969 'dá a luz' aos dois volumes de poesia "The Lords / Notes on Vision" e "The New Creatures", de forma independente.

Havendo esse respaldo histórico todo, não tive motivos para ter medo e segui o meu projeto. Inclusive, gostei tanto da experiência e já estou iniciando os preparativos para uma próxima publicação. Em tempo, quero lembrar que publicar um livro de forma independente nem sempre significa publicá-lo sozinho. Considere uma equipe, mesmo que mínima, para opinar e, talvez, até mesmo colocar a mão na massa, diagramando, ilustrando, revisando, editando... Enfim, durante o seu processo, você sentirá onde precisará de ajuda. E não tenha dúvidas de que precisará.

Durante minha saga, que da seleção final dos poemas até a aprovação final da arte para a gráfica durou um ano completo, perguntei pra muitos amigos e pesquisei em vários tutoriais sobre como dar cada passo e, da mesma forma, depois do lançamento, muitos amigos vieram me perguntar sobre como eu fiz. Portanto, nada mais justo do que fazer esse texto, no qual explico passo a passo, de forma rápida (juro que tentei ser objetivo) o caminho das pedras para se publicar um livro.

Boa sorte a todos.


1. O Texto
Antes de tudo é necessário ter um texto finalizado e revisado. É importantíssimo que esse texto esteja revisado, e para tanto, sugiro que, além de você e um revisor oficial (alguém que realmente entenda do português), escolha uns outros dois ou três amigos que gostem de ler para opinar sobre o texto e também ajudar na revisão.

Nunca confie apenas nos seus olhos de águia (no meu caso então, de águia miope, pior ainda!), pois durante as centenas de vezes que você já releu o seu texto enquanto o estava escrevendo, o costume, o cansaço, a interferência do que está na sua cabeça sobre o que realmente está no papel, pode facilitar para que erros simples de português, pontuação, concordância, etc passem sem que você perceba. Além do que, uma outra pessoa lendo o texto, pode indicar partes dele que não estão transmitindo a mensagem da forma que você imaginou. Não seja preciosista, mude o que tiver que ser mudado, melhore o seu texto para que o leitor o aproveite melhor.


2. Registro na Biblioteca Nacional
Com o seu texto devidamente revisado, é só seguir as instruções que estão bem detalhadas no site da Biblioteca Nacional e registrá-lo como seu. Resumidamente são: pagar a Guia de Recolhimento da União (GRU); imprimir uma cópia do texto com todas as páginas numeradas, rubricadas pelo autor e com índice; providenciar fotocópia dos seus documentos pessoais e comprovante de endereço; preencher o formulário de registro de obra e enviar tudo isso para o Escritório da Biblioteca Nacional mais próximo de você. E lembre-se, mantenha sempre uma outra cópia dos seu texto com você, pois a Biblioteca Nacional retém e arquiva permanentemente a cópia que você enviou para eles. A confirmação de registro demora até 90 dias pra chegar, por correio, até você. Então, não se desespere.

Esse passo, apesar de não ser obrigatório, é altamente recomendado. Pois, mesmo sendo o registro do texto na Biblioteca Nacional mero indício de prova de propriedade intelectual, ou seja, pode ser questionada à qualquer momento, ele é um argumento a mais, uma prova da sua autoria, com fé pública, a ser usada em algum processo de plágio ou coisas do gênero.


3. Capa e Diagramação
Agora é a hora de deixar o seu livro bonito, criar uma capa bonita, criativa, convidativa e deixar o texto com uma cara boa, gostoso de se ler. Contrate alguém de bom gosto para diagramá-lo (no meu caso foi a Letícia Junqueira, designer e escritora), troque uma idéia sobre o conceito estético que você procura, sobre a sensação que você quer passar para o leitor. Caso você entenda do assunto, vai com fé e faça você mesmo, entretanto, recomendo ter sempre um time de opinadores, para sugerir algumas alterações e melhorias que você, fechado no seu próprio universo, certamente não iria perceber.

Sugiro a diagramção para os formatos digitais como e-Books: Kindle, Kobo, LEV, iBooks Apple Store, ou ainda algum mais genérico, como o E-pub, e até mesmo fazer uma versão em PDF, aproveitando a diagramação para o livro impresso. Para cada e-reader existe um estilo diferente de diagramação e publicação, com tutoriais específicos, mas é só visitar os links que coloquei ali em cima, se informar e mãos à obra! Quanto mais formatos, mais alcance terá a sua obra publicada.

Essa parte, provavelmente vai ser a mais demorada e trabalhosa. Não desanime.


4. ISBN e Prefíxo Editorial
O ISBN é um número mundial de identificação de livros. Ele é aquele código de barras que fica na contracapa e vai ajudar na hora de você colocá-lo à venda em qualquer livraria do mundo. Para pedir o ISBN você precisa de duas coisas: ter um prefixo editorial e ter a folha de rosto do livro.

O prefixo editorial é um número que identifica você (pessoa física ou jurídica) como um editor de livros, e é um dos custos mais altos dessa parte burocrática, mas você só o faz uma vez. Depois é só usá-lo para pedir o ISBN para suas outras obras, vinculando todas elas ao seu prefixo editorial.

Acessando site do ISBN, você poderá tirar mais dúvidas. Ao cadastrar o seu prefixo editorial, necessariamente terá que pedir um ISBN para o seu livro, gerar a GRU e pagá-la, senão o atendimento não será válido. Confira a tabela de preços do ISBN. Todo o atendimento é feito através de um formulário online, sem a necessidade de impressão ou envio de quaisquer documentos pelo correio. Você também pode escolher receber o ISBN no formato digital, em fotolito impresso ou nos dois. Aí vai depender do que o seu diagramador preferir.


5. Ficha Catalográfica
A ficha catalográfica é um descritivo que contém os dados bibliográficos da obra, que auxilia a sua identificação dentro de um acervo ou biblioteca. Eu (e pelo jeito muita gente) sempre achei que ela viria junto com o código de barras do ISBN. Mas, não, ela não vêm. A ficha catalográfica é feito por um bibliotecário devidamente cadastrado no CRB (Conselho Regional de Biblioteconomia) ou por alguma associação, como a Câmara Brasileira do Livro, que cobra um preço meio salgado pra fazer o serviço, por isso contratei a Janaína Ramos, bibliotecária, que confeccionou a minha ficha catalográfica por um preço muito mais justo.

O Bibliotecário irá pedir todos os dados técnicos da obra: nome da editora, nome do autor, local de publicação, numeração de páginas, dimensões físicas, primeiro capítulo, sumário, ISBN e etc. É por isso que é melhor pedir a ficha catalográfica quando a diagramação já estiver na reta final, para que se tenha a numeração correta das páginas, por exemplo.


6. Fechamento da Diagramação e Revisão Final
Depois dessa bela maratona burocrática, alguns bons merréis investidos, você está bem perto de publicar o seu livro. Agora que todos os elementos já estão em suas mãos, é só terminar a diagramação, dar a última revisão ortográfica (que nunca é demais), inserir uma página de créditos com o nome de todos que trabalharam nesta edição do livro, incluir a ficha catalográfica nessa página de créditos e aprovar a versão final da diagramação.


7. Impressão
Com a versão final da diagramação em mãos, você pode pedir orçamentos para diversas gráficas, negociando o tipo de papel pro miolo e pra capa e um monte de formas de impressão, encadernação e acabamento. Cada elemento pode baratear ou encarecer o livro, então tente equalizar as idéias do diagramador com as suas, peça dicas para o pessoal da gráfica e chegue num consenso sobre o melhor custo/benefício para você.


8. Lançamento, Divulgação e Vendas.
A emoção de ver os seus livros impressos, na sua frente, é indescritível. Aí você percebe que todo o esforço valeu muito a pena. Então agora que você tem a versão impressa e todas as versões digitais devidamente diagramadas e no gatilho, é hora de pensar num evento de lançamento bem bacana, convidando os amigos, jornalistas, agitadores culturais, publico em geral e demais pessoas interessadas em literatura da sua rede de conhecidos.

Faça um site, um blog ou uma página no facebook, ou todos eles. Monte um press release do seu livro, com texto explicativo, foto e alguma outra informação necessária e envie para a imprensa. Pense sobre onde ele estará a venda, se é no seu blog, na livraria, na loja de discos ou na padaria de um amigo seu ou em todos esses lugares ao mesmo tempo. Enfim, pense num jeito de espalhar a novidade para o maior número de pessoas possíveis e num jeito de receber os pagamentos e entregar o produto para os seus recém conquistados fãs.


9. Depósito Legal
Esse é o ultimo passo, mas não menos importante. É quando você faz com que seu livro exista oficialmente na Literatura Brasileira. Por lei, todos os que publicam um livro devem enviar um exemplar para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, para que ele seja arquivado entre todas as obras publicadas no Brasil, ajudando, assim, a registrar a produção literária do nosso País. O não envio dessa cópia pode gerar uma multa de 10 vezes o valor de mercado da obra.

Você encontra as instruções para o Depósito Legal no site da Biblioteca Nacional. Você pode enviar, o exemplar por correio, direto ao Rio de Janeiro, ou ao Escritório da Biblioteca Nacional mais próximo de você.


10. Siga em frente!
Pronto! Com seu livro lançado e todo o sistema de atendimento e divulgação funcionando, é hora de preparar o próximo texto e começar tudo de novo. Afinal, a natureza e vida já provaram que as maiores e melhores colheitas são pra quem nunca para de plantar.

 Bem vindo à vida de escritor profissional!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

MúsicaPavê fala sobre o PPnS


TIAGO LOBÃO: DE MÚSICO A ESCRITOR INDEPENDENTE


tiago-lobao
Talvez você conheça ele como o baixista que acompanha Nevilton, ou como o baterista no mesmo projeto. Não bastasse essa versatilidade, até como garçom o cara é conhecido. Agora, porém, Tiago Lobão acrescenta mais um ofício ao seu currículo e (por que não?) à sua identidade: Escritor.
Seu primeiro lançamento é o livro de poesia O Pretérito Presente no Subjetivo (simpático e bonito já no título), que traz 27 poeemas escritos em épocas diferentes, mas que, como ele explica, “ainda fazem parte de mim”. “E esse foi o parâmetro pra escolher os poemas”, comenta Lobão, “eles deveriam ser relevantes pra mim ainda hoje e, é claro, bonitos”. Pra esse processo de edição, ele precisou revisitar não só suas palavras, mas todas as circunstâncias que as cercaram no período de escrita – uma verdadeira viagem no tempo, como o nome sugere.
“Foi como reabrir feridas antigas pra poder redescrever a dor de uma forma mais confiável. Achei que foi um ótimo exercício artístico e psicológico pra mim”, diz o autor, que disponibilizou a obra em uma grande diversidade de formatos (Kindle, Kobo e LEV, além da versão em PDF disponível no sistema “pague o quanto quiser” e o livro impresso, vendido em shows de Nevilton). Como ele comenta, “dá pra ver que estou usando o know how de banda independente na carreira de escritor independente”.
A experiência na música, porém, vai além do formato de lançamento. “Criar tensão, desfazer a tensão, pausas, ritmo, até o som das palavras, a rima, a métrica, tudo isso foi bem mais fácil pela prática que eu adquiri fazendo música”, conta ele, afirmando que a recíproca é verdadeira e o trabalho com palavras tem uma influência inegável na hora de tocar e compor.
Algo que não conversamos, mas que imagino que ele saiba melhor do que eu, é sobre o processo de colocar uma obra no mundo, seja na linguagem artística que ela vier, sabendo que cada um se apropria dela como bem entender. As dores e a experiência que Lobão teve pra escrever um verso causarão identificações diversas nas pessoas, um processo que ele sempre observou na música e agora poderá medir ainda mais, já que assina o trabalho com seu próprio nome.
E, já que assumi o texto em primeira pessoa na conclusão, ver uma iniciativa dessas vindo de alguém já conhecido por outras funções me relembra a inquietude criativa que observo como própria da nossa geração. Mais do que produzir por um alívio da criatividade, ele usou seu tempo para repensar, revisar, reescrever e toda repetição de atividade que gere algo inédito para quem o conhece em terceira pessoa, perto ou longe, nos dando a oportunidade de enxergar não só o mundo aos seus olhos, mas ele mesmo. Haja coragem.
Pra terminar, saiba que haverá lançamento do livro em São Paulo, com direito a show, nesta quinta-feira em São Paulo. Os detalhes estão abaixo, depois da capa do livro. Acompanhe o trabalho de Tiago Lobão também em seu blog.
O-Preterito-Presente-No-Subjetivo
##Beco Antes apresenta: Nevilton + lançamento do livro do Tiago Lobão
Quinta, 9 de outubro, a partir das 20h
Beco 203: Rua Augusta, 609


fonte: http://musicapave.com/artigos/tiago-lobao-de-musico-independente-a-escritor-independente/

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O Pretérito Presente no Subjetivo

Com a aproximação do dia do lançamento, apresento, oficialmente, a capa e título do meu livro :

O Pretérito Presente no Subjetivo.

Unindo a gravura "Encontro", da artista plástica May Watanabe, com a diagramação de muito bom gosto de Letícia Junqueira, resultou numa capa que remete à estética dos Composition Books (caderno de redação muito utlizado nos EUA), nos quais eu fiz e ainda faço a maior parte dos meus rascunhos, anotações e finalizações dos poemas e outros textos, que estão neste livro ou estarão nos próximos. É, digamos assim, um Composition Book mais complexo, pelo que traz em seu interior. Interior este que conta, inclusive, com um belo prefácio do Bellé Jr.


   
Capa da versão impressa.                         Capa da versão digital.


No dia seguinte ao evento de lançamento do livro, ou seja, à partir do dia 10 de Outubro de 2014, você poderá adquirir o seu exemplar aqui no blog. Fique ligado!

E vale lembrar:

Lançamento do livro O Pretérito Presente no Subjetivo
Data: 09.10.2014 (Quinta-Feira)
Local: Beco 203 (Rua Augusta, 609 - São Paulo)
Horário: à partir das 20h. Show com o Nevilton às 22h.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Detalhes oficiais do Lançamento do meu livro de Poemas!


Então aí vai mais um aperitivo do meu livro de poemas (olhem como ficou lindo!). 
E agora temos os detalhes oficiais do lançamento!



Vejam só:

Quinta Feira, dia 09 de Outubro de 2014 no Beco 203 (R. Augusta, 609 - Consolação, São Paulo)
A casa abre às 20h, e à partir desse horário até as 22h, estarei lá, para dar um abraço em cada um de vocês que estiverem por lá.

E tem mais: neste dia, a alegria será em dobro.  À partir das 22h, vai ter show com o Nevilton! Ou seja, além de estar lançando o meu primeiro livro para o mundo, é o dia que eu volto aos palcos com esse grande parceiro, encerrando esse período chato de "férias forçadas".

Gostaria muito que todos vocês estivessem lá pra gente festejar juntos. Então, não faltem.

Até quinta-feira, dia 09, pessoal!

Abraços.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cicatrizes

Há 23 dias atrás, no dia que aprovei as artes do livro e as enviei pra gráfica, ganhei duas cicatrizes inesperadas. Mas já tinha separado outras 27, bem mais bonitas, pra mostrar pra vocês.

Em outubro.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Nasceu!


No sábado, 06 de setembro, chegaram as caixas com os exemplares do meu primeiro livro de poemas.
Já estou preparando tudo para o lançamento, em breve.
Logo mostro o quão bonitos eles ficaram e mais detalhes sobre o lançamento.

Até já e muito obrigado!