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terça-feira, 8 de maio de 2007

1750 North Wilcox Avenue, ap. 134 - Hollywood, California, 90028

A sacada com o colchão e o pano vermelho é o local que chamo de lar.


A apenas alguns passos da Hollywood Boulevard e sua "Walk of Fame", conhecido como "The Mark Hollywood" e chamado carinhosamente, pelos brazucas, apenas de Wilcox, esse é meu novo endereço a quase um mês. Deixei o Carlton Way com muito pesar no coração, aquele vai ser pra sempre um lugar especial pra mim. Alí vivi com o Ton, o João e o Carlão. Ainda me lembro de nós, numa manhã fria qualquer, indo da Bronson até a Vine Street, pela Sunset Boulevard, rumando para o Wells Fargo Bank afim de descontar nossos sacrificados "Pay Checks".

Hoje isso é passado, um passado recente que parece muito distante, quase de uma outra vida. Não se pode medir se foi melhor ou pior, as diferenças são gritantes, em todos os sentidos. Mas enfim, hoje vou falar um pouco mais sobre a Wilcox e, por que não, sobre outras coisas mais.

A primeira coisa que se pode dizer sobre o The Mark é que o site é muito moderno e ajeitado, mas os apartamentos não passam de apartamentos normais, ocupados em sua maioria por jovens estudantes do "Musicians Institute", uma escola de música maravilhosa que tem aqui em Hollywood, um dos alunos que de lá saíram foi o Flea, do Red Hot Chilli Pepers.

Uma curiosidade sobre a banda RHCP e o Musicians Institute é que o clipe de "Tell Me Babe", aquele onde aparecem um monte de gente diferente tocando, foi feito com alunos e professores do Instituto. Inclusive, aquela moça negra que aparece logo no começo do clipe com uma guitarra verde, é a Taliba, visitante costumeira do nosso apartamento, ela é bem amiga dos nossos vizinhos músicos que também estudam no M.I.

Voltando ao The Mark, não se tem muita coisa a dizer, é um prédio recém remodelado, e ainda não encontrei muita história sobre ele. Mas é um tanto confortável, tem piscina, uma mini academia, sacadinha e o telhado com uma vista linda da cidade e das montanhas (isso quando não tem o famoso Smog de Los Angeles atrapalhando a vista).

A Wilcox Avenue tem esse nome em homenagem a dois dos fundadores de Hollywood: Harvey Henderson Wilcox e sua esposa Daeida Wilcox Beveridge (pra quem não lembra, ver o Hell'ywood). Daeida foi a responsável por planejar os lotes e dar nome às ruas da cidade, para as quais usou nomes que atraissem os futuros compradores dos lotes. Realmente, eu acho os nomes das ruas desse bairro um charme, algumas mudaram para nomes de personalidades importantes, como a própria Wilcox, ou a Bronson onde morávamos antes, mas não é todo bairro que tem ruas com nomes como: Sunset, Santa Monica, Fairfax, La Brea, Melrose, Highland, entre outros.

Pra quem quiser me visitar, temos um ótimo ponto de referência a alguns metros de casa, o Pacific Theatre de Hollywood, logo na esquina da Hollywood Blvd e a Wilcox Ave. Esse teatro merece um post específico, assim como a Calçada da Fama que enfeita a mais famosa rua de Hollywood, tão famosa que leva o nome da cidade. Mas isso é pra semana que vem, por agora deixo algumas fotos tiradas do telhado da Wilcox pra vocês.

Até breve. E agora, lobservando como nunca!


A Hollywood Blvd passa em frente do prédio com a bandeira americana, estamos o vendo pela diagonal traseira. Ao fundo um predião com a propaganda do filme dos Transformer, alí é a esquina da Vine com a Sunset, onde está a nossa agência do Wells Fargo Bank.


Quando a gente diz que a coisa aqui é Rock and Roll na veia, ninguém acredita, né?


Aqui sou eu (pra quem está com saudade) no telhado, usando a charmosa parede do prédio vizinho como background.


Mais uma vez olhamos para a Hollywood Blvd que também pssa em frente àquele prédio marron, esquina com a Ivar Avenue. Esse prédio é apenas um das dezenas que a Church of Scientology (aquela do Tom Cruise) possui em Hollywood. Inclusive, foi dessa esquina que no primeiro dia aqui, eu, Carlão, Ton, João, Emiline e Rafael assistimos a Hollywood Parade.


Essa é a nossa piscina, vista do teto.


Aí estou eu, o Luis (que é do Equador e mora comigo) e a Émelin, roommate oficial, chegou junto comigo na cidade e, novamente, dividimos o mesmo teto. Nesse dia fazia 32º celsius...loucura.

Eu, caminhando pelo telhado, aprendendo a aceitar as coisas boas que a vida insiste em oferecer. Bobo é quem faz cara feia e ignora.


domingo, 18 de março de 2007

Evoltion, Babe!

foto de um grafite num muro de venice beach...

Oi pessoal!!

Faz tempo que eu não apareço, ? Mas os motivos são bastante nobres e redimem a ausência, longe de displicente. O ultimo mês antes de uma mudança brusca na vida causa transtornos suficientes para tirar alguém de circulação. Vamos ao resumão:

Tudo começa quando nos damos conta de que o Carlão tem apenas mais alguns dias conosco, corremos pra visitar tudo (ele mais ainda) e conseguir trabalhar o máximo de horas possível (nos mais do que ele). De repente já esta o Carlão nos mandando mensagem que chegou bem na terrinha... Uma semana depois vai-se o João, nosso outro amigão voltou pra Curitiba. Entre a partida do Carlão e o dia de hoje, aconteceram muitas coisas.

Fui um dos felizardos que puderam participar da principal festa de Hollywood, o Academy Awards, famigerado "Oscar". Eu, o Ton e outros comparsas brasileiros fazíamos de 10 a 16 horas de trabalho por dia durante uma semana (alguns trabalharam durante o mês todo). Valeu a pena, como tudo o que se ousa tentar por essas bandas. Muitas celebridades passando pertinho, como Spilberg, Eastwood, Scorcese e a assustadoramente branquérrima e linda Nicole Kidman, só ela já valeu o dia.

Estar presente no show do Wild Child (The Doors Cover) não teve preço, ainda mais se considerar que os membros remanescentes da banda original elegeram esses caras como o melhor cover deles e ainda de vez em quando tocam juntos. Considerando ainda que o Doors foi banda residente no Whisky durante os anos sessenta...foi como voltar no tempo! Entrar de graça no Viper Room, o bar fundado pelo Johnny Depp, e ver que ele é pequeninho e aconhegante ser recebido com Creep do Radiohead com o quarto iluminado pelas luzes do globo espelhado foi imbatível. Agora sou dos bares pequenos.

Assistir a dois shows do Morrisey em Pasadena foi a realização de um pedido feito antes de vir pra cá, ele não estava em turnê, e simplesmente fez dois shows decididos em cima da hora...praticamente pra eu poder ver.

Dirigir pela Sunset Boulevard, de Hollywood ate Malibu coroou uma linda tarde, que tinha começado com a descoberta do Greystone Park, em Bervelly Hills, um complexo de jardins em volta de uma mansão que eh de arrepiar de bonito.

Agora estou aqui no Centro de Convencoes de San Francisco, num evento da Annex, durante minha décima nona hora de trabalho consecutiva, aproveitando da soneca dos chefes pra fazer um post tardio, mas necessário.

Essa semana quem esta partindo eh o Ton, daqui a dois dias e pouquinho ele entra no avião e volta pro Brasil. Eh triste ver a pessoa que me ofereceu a viagem e insistiu pra que eu fosse corajoso e enfrentasse essa oportunidade da vida. Ele tinha razão, era a oportunidade da minha vida. E eh bem por isso que eu não volto agora. Ainda tenho dois "deadlines" 20 de abril e 20 de junho, dependo da respeitabilissima imigração norte-americana, mas isso soh o passar dos dias respondera.

Pra quem ainda se pergunta sobre os meus motivos em ficar, digo que as razoes para essa viagem não era apenas o turismo ou o dinheiro, ou alguma simples experiência cultural. Essa viagem tem a ver com renovação, morte e renascimento, e enquanto esse processo não estiver completo, eu também não estarei pronto para voltar. Tenho ate junho.

E aos que no Brasil ficaram, aqueles que vieram e voltaram, fica o brinde pra encerrar:

"Ao ciclo da vida: A morte do velho, o nascimento do novo e a imortalidade da idéia."

Beijos a todos e ate breve.
Ps: Acentuacao grafica aqui continua complicadissima, me perdoem.
Ps2: Ja tomei nota das perguntas...estou a pesquisar.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Musica para ouvir.


Agora as novidades musicais (nem tão novas assim) da cidade: Eu e o Ton vamos tocar todas as quartas no café "Sabor Y Cultura", na Hollywood Blvd, a umas duas quadras de casa. Esse e o nosso projeto "Brazilian Wednesnights". A missão e transformar esse projeto em vários dias e noites da semana.


A lingua pode mudar, mas a criatividade...

Outra novidade é o nosso show no BB King's nesta sexta-feira, dia 26. A parte boa é que vamos tocar bossa nova, cheia de ginga brasileira, com baixo (eu), bateria (Gaba, ex-Refer) e guitarra (Ton) - juntos somos os Joe Beans! A parte chata e que não vamos mais poder ir no show do Keane onde íamos trabalhar, que é no mesmo dia... a vida e feita de escolhas, né?

Quem quer ir?!?!


E por hoje é so pessoal... logo voltamos a nos falar.

Abraços.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Hell'ywood

Hollywood em 1885


Hollywood, um distrito de Los Angeles, situado a uns 11 Km a noroeste do centro da cidade é um dos principais cartões postais da grande Los Angeles. Cenário de muitos filmes e lendas, também possui marcos históricos da industria do entretenimento mundial, como a Calçada da Fama, o Chinese Theatre e muitos outros prédios e lugares famosos, como o Hollywood Sign que enfeita as montanhas que dividem Hollywood de North Hollywood.

Nas dezenas de teatros que se dividem em sua maioria entre a Sunset e a Hollywood Boulevard acontecem muitas premieres de filmes, musicais e muitos shows de gente mundialmente famosa, enfim, eventos incríveis e uma vida noturna bem rica não poderiam faltar na cidade das estrelas, a capital mundial do entretenimento. Agora vamos falar um pouco da história desse lugar, o qual eu tenho chamado de casa nos últimos tempos.

Tudo começou em 1853 com algumas construções que abrigavam a população agrícola que se instalava nesta região, até que em 1886 , Harvey Henderson Wilcox comprou 160 acres de terra, o que equivale a 600 metros quadrados de terra nos pés dos montes próximos a Los Angeles e o Campo de Cahuenga. A sabedoria popular diz que essa propriedade recebeu o nome de Hollywoodland, em referência às árvores que enfeitavam as colinas da região, chamadas pelos nativos de "Toyon" ou pelos novos americanos de "California Holly". É uma árvore bem bonita que todo inverno enche suas copas com pequenas frutas vermelhas que era usada pelos nativos para fazer chá com as folhas ou comer a fruta. Entretanto a história diz diferente.

O pai oficial de Hollywood foi Hobart Johnstone Whitley, ou apenas H.J. para os íntimos. Esse moço era um grande e famoso empreendedor em Los Angeles e em sua lua-de-mel esteve com sua mulher Gigi pela região e a denominou Hollywood. Pois é, foi simples, assim...

Depois disso, o povoado foi se desenvolvendo e ganhando maiores dimensões. Foi considerada um município em 1906. A única estrada, que só dava passagem a um carro, que ligava Hollywood ao centro de Los Angeles ganhou uma aliada mais larga, a Prospect Avenue, futuramene chamada de Hollywood Boulevard e por aí a cidade foi seguindo, até que em 1910, para evitar um problema de abastecimento de água, Hollywood foi anexada à cidade de Los Angeles e conectada aos recém inaugurados aquedutos de Los Angeles.

No mesmo ano de 1910, David Llewelyn Wark Griffith, enviado pela "American Mutoscope and Biograph Company", que funcionou de 1895 a 1929 e foi a primeira empresa criada com o fim exclusivo de fazer filmes. D.W Griffith filmou o primeiro filme gravado em Hollywood, chamado "In Old California", um melodrama sobre a colonização Latino/Mexicana da região nos idos de 1800. Daí pra frente ninguém mais segurou a industria cinematográfica da região. Atraídos pelo clima constantemente ensolarado e com muito pouca chuva (o que facilitava muito o trabalho do cinema) muitas companhias, como a Twentieth Century Fox, a Metro-Goldwin-Mayer, a Universal, a Paramount e muitas outras Pictures, além da United Artists cujo dono era o imigrante inglês Charles Spencer Chaplin, que adquiriu a companhia na qual trabalhava como ator para poder dirigir seus filmes com a liberdade que precisava.

Hoje em dia o glamour daqueles tempos não existe mais. Qualquer outra vizinhança, como Westwood, Glendale, Santa Monica, Venice e outras são mais bonitas do que aqui. Infelizmente as ruas de Hollywood estão infestadas de sujeira e mendigos loucos, de atores falidos e artistas mambembe. Ora, não poderia se esperar algo diferente na terra das oportunidades, todos estão tentando achar seu lugar ao sol numa mansão em Hollywood Hills, e não é pra menos, aqui as oportunidades não só existem como são palpáveis. Às vezes acho que a ausência do glamour dos tempos idos não é nada mais do que um reflexo da volatilidade do mitos de hoje, tão facilmente criados e destruídos, descartáveis demais. E é claro, ninguém nos dias absurdos de hoje se espanta com qualquer truque ilusionista barato.

Apesar da vizinhança ser meio largada às traças, dizem que ela está sendo revitalizada. Disso eu não duvido, o que mais tem por aqui é obra. Prédios, galerias e vários lugares públicos. Que tudo dê certo e ajude Hollywood ser tão bonita quanto os outros bairros que a rodeiam, que são apaixonantes. Oportunidades para ver celebridades não falta, gente bonita tem de monte. Enfim, aqui é a terra dos extremos, diabolicamente interessante.

Hollywood em 2007, olhando para o Leste. Vista do terraço do apartamento do Hugo. Ao fundo a lua e os Hills.

Hollywood por cima, de algum hotel na Highland, olhando para o Oeste. Lá no fundo "Downtonw". Mudou um tanto desde 1885.

Para saber mais: Wikipedia

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Cascavelletes !!!

Pois eh, minha gente... numa dessas noites de insonia, resolvemos fazer um som pra lembrar dos velhos tempos de fim de show da Superlego, quando a Dia dos Pais invadia o recinto.

Eu no violao, o Ton no Quick-Batera e o Carlao no Macarone & Cheese e nos graves. Nao posso deixar de mensionar a nossa adoravel diretora e cinegrafista Emelin, nossa ex-roomate e eterna irma.

Espero que voces gostem.

Dia dos Pais (versao Hollywood) - Menstruada (cover dos Cascavelletes)

Ps: cheio de parenteses, heim! Mas sem nehum acento...eheheheh

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Essa foi a nossa Vibe

O nosso primeiro QG aqui em Hollywood foi o Vibe Hostel. "Hostel" pra quem não sabe é albergue em inglês. Antigamente eu tinha uma visão meio "trash" de albergue, mas depois que conheci o Vibe mudei essa ideia. Tudo bem que mudou só um pouquinho, mas mudou.

A coisa boa do Vibe Hostel é o custo beneficio. Por U$300.00 o mês você consegue uma cama num quarto com cozinha e banheiro, não se preocupa com limpeza (depende do seu conceito de limpeza), tem internet e ''barbecue'' (que definitivamente não é churrasco) todo sábado. A coisa ruim é que o quarto é pra seis pessoas e se tem cama vaga, a qualquer momento pode aparecer alguém de qualquer lugar do mundo pra ocupar a vaga.
Concluindo, hostels são lugares legais pra se frequentar, mas não pra se viver. Tem festa, tem gente, tem alegria e tudo mais, mas também tem zona pra caramba e nenhuma privacidade... e foi bem por isso que mudamos pra um estudiozinho na rua de baixo do hostel. Privacidade em casa e um hostel cheio de gente pra visitar durante o dia. Maravilha!!!


Uma panorâmica do nosso quartinho no Vibe.

A salinha dos Macs mais bugados do Paraná.

Uma geral do lado de fora, com as palmeiras da Carlton Way ao fundo.

Eu e o Ton na cosinha do quarto, lendo o L.A Weekly e comendo Peannut Butter!

O Ton vivendo quase dentro das malas...

Sinta a Vibe!

5826 Carlton Way, Ap.102 - Hollywood California 90028

Finalmente deu certo! Vou conseguir colocar umas fotos do "studio" onde a gente mora aqui em Hollywood. Pra quem não pegou, o endereço tá no titulo do post. Aqui os endereços são um tiquinho diferentes: o numero do prédio vem antes do nome da rua, aí depois fica igual finalizando com o CEP (ZIP Code).
Studio eh o nome chique pra "kitnet", que não é nada mais do que um quarto, uma cozinha e um banheiro. Mas o nosso tem dois closets! Pelo menos tem onde colocar as malas e as roupas, evitando que se viva rodeado de malas ou até mesmo dentro delas. Mas vamos parar de pirulitagem, aí vem as fotos do nosso ''home, sweet home''.







''Aviso sobre substâncias tóxicas: Esta área contém substâncias químicas incluindo fumaça de tabaco conhecido pelo estado da California por causar câncer, toxicidade reprodutiva, defeitos de nascença e outros problemas reprotutivos.'' É, a gente mora nesse lugar! ahahah



quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Foto Post

Conforme o prometido vou postar algumas fotos. Aproveitando a maravilhosa conexão da biblioteca e o maravilhoso notebook do Carlão.

Enjoy it!

Eu no Chinese Theatre em Hollywood desejando um Feliz Ano Novo pra todos vocês!!


Mr. Dave Ghrol no primeiro dia do KROQ Almost Acoustic Christmas...estávamos lá a apenas alguns pés de distância!

Eu, o Carlão, o Ton e o Jão e 36 Budweisers (edição especial de natal) por U$ 17.00. A festa foi boa..hehehe.




E aqui está o famoso Burrito que eu comi lá em Passadena...vale um replay!




O lindo mural que enfeita uma das paredes da Union Station, a estação principal de downtown. E o Ton e o Carlão dando tchau.



A pracinha do calçadão de Passadena...







Esse é o resumo de Hollywood não tem quarteirão sem isso: da direita pra esquerda temos uma Liquor Store, que vende de envelope a armamentos pesados, aberto 24, depois temos um estudio de tatuagens, um restaurante de comida esquisita (no caso um vegetariano), logo em seguida alguma coisa sendo filmada (reporter de terno e bermuda - Hollywood é isso ai) e por fim uma casa de massagens.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Locomova se L.A.

Andar daqui pra la e de la pra cá aqui em L.A. (esse trocadilho eh mesmo ótimo) eh uma beleza. Como eu já disse a cidade tem a maior frota de carros dos EUA, e por consequência a maior malha viaria do mundo, e por consequência o ar mais poluído desse pais. Mas também tem o sistema de transporte publico mais eficiente da América (veja o site deles). Pelo menos eh o que esta escrito em todas as placas e propagandas do Metro.

As estação e os trens estão sempre
limpinhos e nunca esta transbordando de pessoas, inclusive na hora do "rush". Da pra ir para qualquer lugar. Se os trens não chegam, eh só pegar um onibus sem pagar nada a mais por isso que ele te deixa onde você precisa. Na realidade da ate pra não pagar nada pra usar todo esse sistema, mas não vale correr o risco, veja só.

Na primeira vez que entramos no metro de Los Angeles foi vindo do Aeroporto para Hollywood. Pois bem, entramos na estação, compramos o
ticket na maquina e seguimos em direção ao trem. De repente eu já estava entrando no trem e não tinha colocado o ticket em maquina nenhuma ou mostrado pra ninguém. Sai do trem, sai da estação e nada, nenhuma maquininha pra carimbar a passagem do metro. O primeiro pensamento foi: "Ulha...da pra andar de metro sem comprar bilhete! vou economizar uma grana." Mas ai eu lembrei que ja tinham nos falado desse pequeno "deslize" dos Angelenos, e me lembrei também que você só apresenta seu ticket quando algum guarda te pede, ou dentro do trem ou nos corredores da estação. Se você tiver o ticket, ótimo, mas se você não tiver a multa eh de U$ 250,00 mais 48 horas de serviço comunitário. E tem guarda suficiente pra pedir o bilhete e o sistema funciona legal pra que você pague as multas. Inclusive já tive que apresentar o meu Monthly Pass (Passe Mensal) algumas vezes. Inclusive esse passe, que custa U$ 52,00 eh utilizado pra trem e onibus, sem distinção, durante todo o mês, o tanto de vezes que você quiser. Ou seja...pode ser em qualquer lugar o destino que em Los Angeles você chega LA! (eu não resisto)

Aqui vão algumas fotos tiradas pelo sistema de metro de Los Angeles.

Ps: Tem alguns acentos que não tem jeito...desculpa gente.
PS2: Poxa gente... Feliz Natal pra todo mundo !!! Quase que eu falho, heim!


Vine Station, nossa casa eh ai do lado, decorada com motivo Coqueiro/Cinema.

Jaum, Carlaum e Ton (eu to tirando a foto) na Highland Station, do ladinho do Chinese e do Kodak Theatre, vale a visita.

Hollywood Christmas Parade

Para falar da Parada de Natal de Hollywood, vamos ter que voltar um pouco no tempo, mais exatamente ao dia 26 de novembro de 2006, o dia exato que eu, o Ton, o Carlao, o Joao, o Rafa e a Émelin (tres compadres que conhecemos no Aeroporto) chegamos em Los Angeles, nao poderia ter recepcao melhor.

Naquele dia, após cuidar das bagagens no famoso Vibe Hostel (albergue), ficamos sabendo que naquele mesmo dia, as 5:00 da tarde, aconteceria um dos eventos mais tradicionais de Hollywood: a "Hollywood Christnas Parade", que apesar do nome acontece um mês antes do Natal, vejamo o que descobri sobre ela:

Tudo começou a 75 anos atrás, em 1928. A ideia da parada era algo simples e com requintes capitalistas: marcar o inicio da época de compras de natal, aquele período que as lojas se enfeitam, as ruas são enfeitadas e as pessoas saem comprando presentes pra tudo mundo. O nome original do desfile era "The Santa Claus Lane Parade", algo do estilo "O Desfile do Papai Noel", que inclusive inspirou o cantor Gene Autry a escrever a musica "Here Comes Santa Claus" (Ai vem o Papai Noel), na qual ele fala sobre a "Santa Claus Lane".

O desfile passa pela Hollywood e pela Sunset Boulevard, aqui do ladinho de casa, e percorre 3.2 milhas, ou seja, uns 7 Km. No trajeto, feio pelas bandas marciais da cidade e algumas visitantes, contamos com a presença de algumas celebridades da TV ou politicas. Nesse ano apareceram o prefeito de Hollywood, o Hulk Hogan e sua família, Homer Simpson e sua família, os personagens da Universal Studios e muitos outros astros da Televisao Local, cada grupo com um ou mais Cadillacs conversíveis, um mais lindo que o outro. Dessa regra só se exclui o Dr. Emmet Brow, o inventor louco do "De Volta Para o Futuro" que dirigia a sua mais famosa criação: O inacreditável Delorean que viaja no tempo. Quem nunca quis ter um?

O desfile foi lindo, cheio de bandas legais, muita gente assistindo e tudo de divertido, mas e uma pena que eu ainda não tinha minha câmera fotográfica pra registrar o momento, mas o Ton fez um videozinho que logo a gente coloca no ar. Uma das sensações que vão ficar vai ser o frio (obvio) e a completa falta de noção das horas. Em plenas 5 da tarde, a noite já tinha tomado o céu, como de costume por aqui, e pra mim já passavam das 9 da noite...fuso-horário existe sim e atrapalha.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Até mais Atlântico, Hello Pacífico.

Hello todo mundo! Aqui por Los Angeles ta acontecendo muita coisa. Até estava comentando com o pessoal (o Ton, o Carlão e o Jão) sobre como se você considerar o tanto de coisa que já aconteceu, parece que faz um mês que a gente esta aqui, mas vamos aos fatos.

O primeiro grande insight da viagem é que pela primeira vez na vida estou poluindo o oceano pacífico. É sim, todo rio corre pro mar, mas dessa vez o mar é de outro oceano! Isso parece besta, mas certamente é mais uma das coisas surreais nesse mundo surreal que só Hollywood pode oferecer. O segundo grande insight, na realidade, é uma decepção: a água da descarga e ralos em geral giram no sentido horário aqui no hemisfério norte, assim como também é aí no hemisfério sul. Pra quem é fã de “Simpsons” é bem chato, né gente? Dá pra perceber que tempo pra pensar eu to tendo de monte.

Falando em Hollywood, vamos a algumas coisas muito interessantes que encontramos por aqui. O metrô, como vocês já viram é algo realmente civilizado, se não o guarda te perguntar e você não estiver com o passe, paga US$ 250,00 de multa e ainda faz 48 horas de serviço comunitário cumulativamente (premêro mundo!). Outra coisa legal é que não pode atravessar a rua fora da faixa, leva multa e tem guarda pra que isso aconteça. Inclusive eu tava vendo que o salário base de um policial iniciante na L.A.P.D. (Los Angeles Police Department) é de US$ 4.000,00 (quatro mil doletas), o concurso está aberto inclusive...

A questão de empregos aqui é muito jóia, inclusive tem alguns jornais especializados em classificados de empregos que são de graça e estão disponíveis em várias maquininhas nas esquinas da cidade, cujas fotos logo virão. E pra quem não sabe eu estou trabalhando de segurança de eventos para uma empresa que se chama Staff Pro, um tanto desorganizada, mas parecem que são a segunda maior empresa de segurança dos E.U.A. Dá pra trabalhar 24 horas por dia com isso, é só ligar e entrar nos agendamentos. Ultimamente eu tenho feito o “overnight”, famoso madrugadão no L.A. Auto Show. Pra quem gosta de carro é um prato cheio, tem Ferrari, Masserati, Porsche, Acura, Bentley e tudo mais das ultimas gerações em tecnologia automobilística do mundo. Inclusive foi lá que eu tive o prazer de ver a primeira celebridade internacional, o famoso Governator Arnold Schwarzeneguer (se é assim que se escreve). Inclusive já o vi por duas vezes, já ta ficando ordinário, arroz de festa.

Enfim, o choque cultural é realmente chocante. Na verdade a coisa tem sido chocante em todos os sentidos, vejamos: O L.A. Auto Show, é um galpãozão monstruoso de metal e vidro (L.A. Convention Center) todo forrado com carpet e cheio de tomada e fios de cobre e metais em geral. Some isso ao clima frio e seco que faz aqui, você consegue toneladas de energia estática (o Geraldo não me deixa mentir!), portanto encostar em carro, tomar água, cumprimentar pessoas, enfim...tudo dá choque. Portanto o choque cultural por aqui está sendo algo literal.

Ah! Não podia deixar de dizer que amanhã cedo mudo de endereço, vou para um Studio pertinho do hotel que eu estava, mas bem maiorzinho, acho que lá as coisas vão funcionar melhor, pelo menos dá pra, finalmente, desfazer as malas.

Bem, vou aproveitar pra inaugurar a galeria de fotos da minha nova máquina fotográfica. Logo abaixo das fotos tem a legenda falando o que é o lugar. Vou terminando por aqui porque daqui a algumas horas vou trabalhar e as coisas aqui são longe. Santo Metrô!

Abraço a todos vocês.



Continuamos nas Lobservações.


7 Days Market, o nosso "We never Close", esse sim é conveniente!
Visão do Hollywood Sign lá do Vibe Hotel.


Eu, o Jão, o Hugo e o fetiche do Hollywood Sign. No terraço da casa do Hugo hoje á tarde

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Na Moral L.A. comunitario.

Cabeças da esquerda para a direira: Tiago Tchê, Lobão, Capilé, Ton, Gabriel, Victor Hugo e Jão na cozinha do Vibe Hotel.

Oi turma! Estou aqui no Vibe Hotel, em Hollywood, Califiornia, E.U.A., juntamente com o Tiago Tchê, o Victor Hugo, o Capilé, o Gabriel (que já moram aqui), o Ton e o Jão que dividem o quarto comigo. Estamos tomando vinho e Budweiser, conversando sobre a faculdade de rock na Unisinos de Porto Alegre e muito felizes por estarmos aqui, nessa cidade incrível que vocês também vão conhecer pelo Lobservando.

Para informar a todos, pai e mãe principalmente. Chegamos bem e ainda conhecemos alguns brasileiros no caminho: O Jão, de Curitiba, a Rafa e a Emelin de Floripa. Hoje nós dividimos o quarto aqui no Vibe Hotel. A viagem foi imensa de grande, muitas horas no ar, mas valeu muito a pena. Aqui vai um resumão da nossa chegada, os contos da viagem em si, as pirações no caminho, a viagem no tempo e etc e tal vêm em post posterior, esse é só um informativo da minha situação até agora, feito no notebook do Jão.
eu publico depois, tem muitos cálculos pra fazer ainda.

Chegamos em L.A. pontualmente às 10:50 da manhã, horário local. Aí no Brasil eram 16:50, ou seja, seis horas de fuso-horário que nos separam.

Chegando no LAX – Los Angeles International Airport (Aeroporto Internacional de Los Angeles), rapidamente fomos pegar as bagagens e correr pra pegar um ônibus para ir até a Union Station no Centro. Da Union Station fomos pra a estação Hollywood/Vine, que fica a uma quadra do hotel.

O primeiro choque foi durante a viagem de ônibus até a Union Station. Nesse momento eu olhei pra minha esquerda e vi as fabulosas letras “HOLLYWOOD” cravadas na montanha, lá longe. Junto disso assisti da janela as Highways que se elevavam a muitos metros do chão e a muitos quilômetros no horizonte, criando o maior complexo de auto-estradas do planeta. Parecem muito maiores quando se olha pra elas.

A Union Station é um prédio lindo, mas a foto chega depois, comprei a máquina fotográfica ontem e já gastei a bateria em “testes”. Agora tenho que fazer um esquema pra mandar essas fotos pra net. Chegando em Hollywood, saindo da estação do metrô me deparei com a calçada da fama, outro mito e à minha esquerda já avistei o famoso prédio da Capitol Records. Na primeira esquina onde apareceu o Hollywood Sign, ele estava lá novamente, o famoso letreiro “HOLLYWOOD”, agora bem mais perto, é o meu bairro e isso é muito legal!

O hostel é um ótimo lugar, só tem brasileiro, o que diminui o impacto do inglês e a loucura que esse choque cultural cria. Apesar do hostel ser bem legal, nosso quarto certamente é o pior, a calefação não funciona, mas o ventilador está em ótimas condições, pena que aqui é inverno e a gente não precisa usá-lo. Além do mais, 5ºC é frio pra c**alho.

Enfim, gente... as coisas aqui estão se assentando e tudo está indo muito bem. Pelo que vejo, nessa terra o trabalho é recompensado. Os impostos que você paga são honrados pelo governo...enfim, aqui as coisas funcionam e vocês vão ver o por quê disso nos próximos posts que publicarei depois.

Um grande abraço pra todos. Beijos Pai e Mãe. Até o próximo post.

E vamos Lobservando.

sábado, 25 de novembro de 2006

Neurastenia com Coca-cola.

neurastenia : do Gr. neûron, nervo + asthéneía, fraqueza; s. f.; espécie de neurose em que o principal sintoma é um estado de cansaço que não é provocado por anemia, infecção, subnutrição ou qualquer outra doença identificada; estado de esgotamento nervoso; nervosismo.
Fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx - Dicionariozinho online de primeira!


Gente querida, já estou aqui em Maringá, esperando dar 5 da manhã pra me dirigir ao aeroporto Silvio Name Júnior, vulgo Aeroporto de Maringá. Dormir? Pra quê? Passei essa ultima semana sem dormir mesmo. E além do mais aqui ta difícil, por muitos fatores, aí vão dois muito importantes: Fator número um, tá muito quente demais essa cidade! Nesmo com a chuvinha que caiu no início da noite. Fato número dois, faltam apenas duas horas pra eu ir até o aeroporto, não dá nem tempo de fechar o olho mesmo. Daqui a pouco tomo uma ducha e ta tudo novo.

Pois é, tenho que inventar algo pra fazer até dar a hora do banho, portanto vou seguir a idéia do Alessandro, que me sugeriu falar sobre a neura da viagem. Gostei! E vou falar. Essa viagem nasceu a uns dois meses e tanto atrás, pensei e decidi durante um mês e corri atrás de tudo durante o outro, mas não fui só eu, somos três doidos que vão pra Los Angeles. Eu, o Ton (guitarrista da Superlego) e o Carlão (amigão mestre do conhecimento geral e em línguas), em breve teremos fotos da turminha.

Bem, correr atrás de tudo muito rapidamente cansa, certo? Errado! Faz uma semana que não durmo, e pelo que sei, gente cansada dorme. Dizem que é a ansiedade... concordo plenamente. Vai me dizer que não é estranho você pensar que vai jantar no Brasil e no dia seguinte almoçar na Califórnia? O que me deixa mais tranqüilo é que é só por tempo determinado, senão já tinha tido um colapso. Pois é, alucinante e muito mais!

Foram muitos formulários, todos com as mesmas perguntas só que em outras palavras, uns em português outros em inglês. Taxas e tarifas e afins. Documentos e comprovantes em cima de documentos e comprovantes. Entrevistas e viagens, muitas aventuras. Tanta coisa que parecia idiota e que na realidade era idiota mesmo...dava até raiva, mas foi tudo lindo e correu bem. E agora estou aqui, sentado no P.C. do Carlão, em Maringá, curtindo um Crosby, Stills, Nash & Young (quem não conhece vá conhecer agora que vale a pena), a algumas horas de começar o périplo aéreo por sobre o continente americano.

Serão mais de 9 mil kilometros, mais de 10 horas, pois a jornada é cheia de vais e voltas e esperas. Lá vai o itinerário pra quem interessar possa: Saída de Maringá as seis da matina, chegada em Curitiba às seis e pouco. Saída de Curitiba...bem... vai saber! Está instalado o caos nas linhas aéreas deste país, por pura ingerência dos famosos militares tão inteligentes e eficientes (cadê o braço forte mão amiga agora, heim?). Só sei que de Curitiba vamos pra São Paulo onde passaremos o tempo indefinido entre a chegada e a partida às 0:55 do domingo, dia 26, para Miami (US) e depois pra Los Angeles (US). Chegaremos pra almoçar na Cidade Angelical, lá pelas 11 da matina horário local. Daí pra frente vai saber o que nos espera. Só mesmo no próximo bat-post, nesse mesmo bat-blog. Chegou a hora do banho, um grande abraço a todos. Até mais ver!

Ps: Não consigo mais colocar parágrafo nessa coisa!