terça-feira, 21 de abril de 2009

Cara pálida, cabeça de vento.


Já que não deu pra sair no jornal deste domingo, aqui está minha reflexão indigenista.

Ps: Valeu pelos toques, Lili!

Índio não quer só apito.


Desde 1940 comemora-se o Dia do Índio, um feriado idealizado naquele mesmo ano durante o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O congresso que aconteceu no México contava com a representação de vários paises do Continente Americano. As Nações Indígenas aderiram ao evento no dia 19 de Abril e por isso a data foi escolhida como dia a se comemorar. O reconhecimento nacional do feriado se deu através do Decreto Lei número 5.540, daquele ano, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas.

Pra mim, como muitos já perceberam, esses feriados e dias especiais são um convite à reflexão. É legal reconhecer a importância de outros povos e culturas, celebrar e agradecer a sua influência e seu papel na formação do nosso país e da Cultura Nacional, mas quando se deixa o discurso cheio de fru-frus de lado e se coloca o pé no chão, vemos o grande equívoco que é a política indigenista do Brasil.

Nossa relação com os habitantes originais das Américas já começou errada. Os colonizadores Portugueses e Espanhóis desembarcaram por aqui e “em nome do Rei”, “em nome da Igreja”, “em nome da Civilização” ou com qualquer outra justificativa sem lógica, começaram o extermínio desse povo. Pelo menos eu ainda não encontrei uma justificativa decente pro ato de invadir uma área, matar os donos e espalhar pelo mundo que o lugar é seu. E vale lembrar que o extermínio sistemático dos índios não é algo brasileiro dos tempos de Cabral. Até os anos de 1950, 60 e 70, durante a “colonização” do interior do Brasil, a chacina corria solta. Em todos os paises da América foi assim: México, Venezuela, Estados Unidos da América, Colômbia...

Hoje continuamos tentando eliminar os índios ao invés de inseri-los dignamente na nação brasileira. O que a FUNAI pretende ao obrigar brasileiros (quem nasce no Brasil é brasileiro, né?) a morarem no mato, sem esgoto, com saúde a perigo, sem conforto em pleno Século XXI eu ainda não sei. Alguém obriga o Gaúcho a morar num Rancho pra preservar seus traços culturais? Alguém obriga os Italianos a abrirem cantinas e pizzarias, ou os Japoneses a usarem Kimonos? Então por que diabos os coitados dos índios tem que viver de tanga no mato, vivendo da caça da pesca e do artesanato?

De que serve fazer esse teatrinho de subsistência e harmonia com a natureza enquanto se distribui televisão, antena parabólica, roupas e comida nas aldeias? Ressalte-se que é tudo feito com verba da FUNAI, ou seja, nosso dinheiro. Não seria mais fácil trazer esse povo pra cidade e dar escola, emprego, saúde e condições de levar uma vida decente, sem doenças e bicho de pé? É mais um sistema pra se roubar descaradamente o dinheiro do povo, do mesmo tipo que transforma os flagelados da seca no nordeste num negocio rentável para os políticos da região. É, enfim, uma grande indústria que joga a verba federal nos bolsos privados.

Eu sei de muitos índios que estudam, trabalham e vivem como pessoas do nosso século e não vou generalizar qualquer critica feita aqui. Mas eles me parecem exceções, contestadoras exceções que não gostam de viver de favor, que sabem ter a mesma capacidade de qualquer outra pessoa de qualquer outra etnia. Que não caem nesse conto da carochinha de que cotas de ensino, políticas e verbas especiais vão resolver um problema social que é reflexo de atitudes individuais ou de um grupo. O governo só fomenta a preguiça e o clientelismo com essa política de “dar o peixe” ao invés de “ensinar a pescar”. E todos sabemos que melhores pescadores do que os índios não existem! Será que eles se lembram disso?

Claro que se lembram, e também usam esse sistema viciado para faturar. Existem muitos grupos que vivem em regiões abarrotadas de minérios valiosos, pedras preciosas, madeira e outros recursos naturais de valor e faturam um dinheiro alto negociando isso. Por morarem no mato e viverem “da caça e da pesca” eles não pagam impostos, mas adoram pedir mais dinheiro, mais terra mais infra-estrutura a custa do dinheiro do diabólico Homem Branco. É obvio que esse pessoal não vai querer vir para cidade e pagar impostos. São brasileiros na hora de pedir, mas não na hora de pagar.

E é assim que em pleno século XI, colhemos os frutos de uma política indigenista alienada e defasada. Se o Brasil pretende ser uma nação unida, forte, produtiva e igualitária, deve sair de cima do muro e tomar uma postura decente de reafirmação de sua soberania. É preciso unir o povo, parar de ter dois pesos e duas medidas para lidar com as coisas. Índio não é bicho pra se preservar no mato, eles são pessoas como todos no mundo, com desejos, capacidades, força e muita inteligência e por isso merecem ser tratados como tal. Já passou da hora de passar o Brasil a limpo, sob pena de perdê-lo.


..........

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Curte uns contos fantásticos?


Fiquei feliz em saber que publicaram dois contos meus no site Contos Fantásticos, do amigão Afonso Luiz Pereira.

São esses dois:

Esses Vegetarianos

e

A Travessa dos Prazeres



Pra quem ainda não os leu, taí uma boa oportunidade. Pra quem já conhece, garanto que lá está cheio do ótimos contos.

Muito obrigado Afonso! Inclusive, adorei as imagens dos títulos!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cultura & Arte 12.04.09

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 12 de Abril de 2009.

Crônica:
- Considerações Sobre a Páscoa

Matérias:
- Workshop: Circo para Teatro ministrado por Ana Maria Valério [Centro Cultural Schubert, Fundação Cultural de Umuarama]

- De Corpo Presente [Rock Independente Umuaramense, Nevilton]

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Publicidade Popular Paulistana

A Alameda Barão de Limeira, em São Paulo, é uma das ruas mais legais que eu já vi. Tem a redação da Folha de São Paulo, tem um monte de botecos legais, incluindo o Gruta Azul e o Folhão (tradição e qualidade, inclusive de madrugada), tem a Alameda dos Vinhos e a chique Padaria Campos Eliseos.

E tem também a Central Automóveis, expert em Marketing e campeã em criatividade!



Salgadinho garante: Aqui o preço é Doce!!!



Que saudade dessa rua...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Equipe NINJA de Dedetização


Para exterminar cupins ou pr'aquele churrasquinho legal é só chamar. :cD

Os melhores da Neviltonlândia!

Polidez Européia.



Em Curitiba, a polidez européia do Seo Taborda não deixou que ele aviltasse nossos nobres amigos livros os chamando de usados (gastos, velhos, estragados, deteriorados pelo uso). Muito menos aceitou chamar sua linda e limpa lojinha de sebo, que lembra sujeira, meleca.

Tá de parabéns, Seo Taborda!


quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Boa Insônia

tentar dormir ai,
sonhando ao teu lado,
é certo, desconcentro.

não durmo, igual aqui.
mas me aninho, animado
pois sei que estou aí dentro!