quarta-feira, 10 de junho de 2009

Cultura & Arte 07.06.09

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 07 de Junho de 2009.

Poesia:
- Sim, fazia tempo [por Thiago Calixto]

Resenha:
- Erasmo Carlos fez aniversário e o Rock ganhou presente. [Novo disco: Erasmo Rock n' Roll Carlos]
- O Cara que pode te salvar [por Bruno Peguim, filme "O Grande Lebowsky"]


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Os Sonhos Mais Gostosos






Mais um dia de trabalho chegava ao fim. Era hora de ir pra casa. Deixou o prédio onde passava oito longas horas diárias, cinco dias por semana, e seguiu mais uma vez pelo caminho de sempre até o metrô.

Caminhava com aquele sorriso perene no rosto. Nos últimos dias tudo estava diferente, se sentia completa e feliz. Trabalhava com o que gostava? Talvez. Mas isso não importava agora. Por enquanto tinha o que precisava: dinheiro pras contas do mês e para uns luxos também. Ah, e uma chama acesa no coração, um afago.

Antes de chegar no metrô, parou numa confeitaria para comprar um sonho. “Um não, dois!” foi o que disse para a balconista. E saiu feliz, com seus dois sonhos embalados pra viagem, cuidadosamente levados em suas mãos.

Pensava nele, e só nele, o dia todo. Ao acordar, durante o trabalho, na pausa pro café, em casa, ao ir dormir e durante todos os momentos intermediários entre tudo o que fazia. Entrou na estação de metrô. Os olhares que trocavam, os bilhetes, os beijinhos e os carinhos, tanta coisa boa. Havia encontrado o cara certo. Que sorte!  O trem já estava parado na estação, acelerou o passo. Tudo o que queria era chegar em casa e encontrá-lo.

Entrou no trem e sentou-se. Quem diria, ela, que por tanto tempo fugiu de compromisso, se via numa situação completamente diferente. Namoro sério não parecia mais um bicho feio. Pr’aquele moço havia futuro, afeto sem fim; planos a longo prazo. Os filhos seriam lindos, a casa impecável e cheia de espaço para abraços e beijos e momentos de cobertor. Desceu do trem. Até casar na igreja podia. Qualquer coisa podia. Saiu da estação do metrô, vento frio no rosto. Ele era a medida de seus desejos e o que importava era tê-lo consigo. Escondeu-se sob o cachecol, como que no abraço tão sonhado.

Continuava pela rua com aquele sorriso insistente. Chegou em casa com o coração agitado. Taquicardia gostosa de amor. Entrou. Ele não estava lá. Não havia ninguém em casa. Nunca houve. Mas ela tinha o seu segundo sonho.


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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Cultura & Arte 24.05.09

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 24 de Maio de 2009.

Crônica:
- Sobre a Arquitetura de Templos [Homenagem ao Zé Rodrix, 1947 -2009]

Resenha:
- Alegria, Alegria! Wilson Simonal [Documentário 'Ninguém Sabe do Duro Que Dei' sobre o Wilson Simonal]
- Guia Histórico Cultural de Umuarama.


sábado, 23 de maio de 2009

Sobre a Arquitetura de Templos


O final do ano passado foi um período de avaliação da minha vida. Decisões afetivas e profissionais na balança e nada parecia fazer muito sentido, além de ser diariamente questionado e colocado em dúvida por vários sujeitos da vida.

E foi num bate papo, antes de uma palestra, que o palestrante me disse o seguinte: “Sabe Tiago, isso já aconteceu comigo também. Esse negócio de tomar decisões é um evento diário e não é fácil não. Não tem como prever o que virá. Mas à partir do dia que comecei a escolher pela minha felicidade, e não pela dos outros, eu parei de escolher errado. Nunca mais me arrependi da escolha. E tem mais, quem realmente me ama, nunca mais ficou decepcionado. Porque quem te quer bem de verdade, concordando ou não com suas escolhas, vai sempre te apoiar ao te ver feliz e vai ficar do seu lado."

O palestrante em questão era o Zé Rodrix, compositor, músico multiinstrumentista, cantor, publicitário e escritor brasileiro. Ele foi um dos criadores do estilo de música que ficou conhecido como Rock Rural, junto com dois parceiros e grandes músicos: Sá e Guarabyra. Juntos eles formavamo o trio Sá, Rodrix e Guarabyra. Após sair do trio, Zé Rodrix também tocou com a banda Joelho de Porco, precursora do Punk Rock nacional e teve sua carreira solo cheia de grandes canções, o que inclui Casa no Campo (na parceria com Tavito), que ficou muito famosa ao ser cantada por Elis Regina. Enfim, Rodrix era um artista completo e usou muito dos seus dons no ramo da publicidade durante os anos 1980 e 1990, criando jingles como o da Pepsi Cola, o da Chevrollet e diversos outros.

Além de músico ele também era escritor e estava aqui em Umuarama pra fazer uma palestra sobre uma trilogia de livros de ficção maçônica que havia escrito. A obra se chama A Trilogia do Templo e é composta dos seguintes volumes: O Diário de um Construtor do Templo; Zorobabel – Reconstruindo o Templo e Esquin de Floyrac – O Fim do Templo. Os dois primeiros livros contam a história da construção e reconstrução do Templo de Salomão, conhecido objeto de estudos da maçonaria e o terceiro fala sobre a Ordem dos Templários. Tudo com uma riqueza de pesquisas lingüísticas e simbólicas tão grande que Rodrix demorou 10 anos para escrever tal obra.

Construir-se, reconstruir-se sempre que preciso e proteger-se, como se nós fossemos (e quem disse que não somos?) um templo; ter a disciplina diária para executar bons trabalhos independente do tamanho. Um efêmero jingle publicitário ou uma trilogia de livros que duram pra sempre. Eu, como músico, fui inegavelmente influenciado pelo Rock Rural do Sá, Rodrix e Guarabyra e, naquele dia, estava sendo influenciado como escritor e como pessoa. É isso e muito mais que se pode encontrar na obra e na vida desse grande artista, o qual tive o prazer de conversar e que, num dos dias finais de 2008, me mostrou algumas verdades que eu já estava deixando de ver.

Infelizmente, nesta sexta-feira, dia 22 de maio de 2009, Zé Rodrix morreu, aos 61 anos de idade, de um mal súbito, mas cercado de sua família, em São Paulo. Disse sua esposa que ele se foi feliz como sempre viveu. Não tenho dúvidas disso. Portanto esse texto não é só uma resenha ou biografia, é uma homenagem, um obrigado além do que eu disse ao me despedir dele naquele dia. É uma chance de, quem sabe, tocar alguém que esteja precisando ouvir estas palavras, assim como eu precisei. É uma chance de despertar sorrisos como ele sempre fez.

Até um dia, vá em paz e muitíssimo obrigado, Z.


Leia o Obituário de Zé Rodrix (ótimo texto, escrito pelo próprio)


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Culturanja #001 e #002

O Podcast que não faz sentido, mas traz músicas legais, informações e desinformações batutas. Para ouví-lo é só clicar aqui e chegar lá no blog Culturanja. Estando por lá, clique no botão "Posts" do player do podcast e selecione a edição desejada.

Você também pode assinar o Podcast para receber automaticamente as atualizações. É só visitar o site do GCast.

Lembrando que todas as terças feiras, às 20h, estréia um Culturanja novo, na Rádio Universitária Paranaense (107,7 FM), em Umuarama e região, com reprises aos sábados às 19h.


Culturanja #001 :

Poléxia, Cheap Trick, Peter Bjorn & John, The Ronnets, Guns'n'Roses, Os Incríveis, Wilco, Stealers Wheel, Momo, Cérebro Eletrônico.


Culturanja #002 :

David Bowie, Passion Pit, Violins, Ramones, Violent Femmes, Caetano Veloso, Claudia, Móveis Coloniais de Acaju, Pullovers e Frank Zappa.


Cultura & Arte 17.05.09

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 17 de Maio de 2009.

Completamos 1 ano de publicação! Muito obrigado ao Osmar (editor chefe do jornal), ao Magrão (diagramador), ao Sr. Ilídio (diretor presidente) e à toda equipe do Umuarama Ilustrado pela oportunidade e pelo apoio.

Conto:
- Nariira, o Flautista : 2ª Parte [Conto de Humberto de Campos]

Resenha:
- Presságios não tão grandiosos, mas emocionantes [Filme Presságio (Knowing, 2009), com Nícolas Cage]


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cultura & Arte 10.05.09

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 10 de Maio de 2009.

Conto:
- Nariira, o Flautista : 1ª Parte [Conto de Humberto de Campos]

Matérias:
- Despertando Artistas no Quintal [Sarau da Fundação Cultural de Umuarama]
- A Força da Poléxia (ou do Hábito da Boa Música) [por Nevilton de Alencar]

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Relembrando Mitos Umuaramenses

Só hoje me toquei de que não tinha mencionado, no Lobservando, o famigerado banner de uma casa noturna aqui de Umuarama. Tava lá no Orkut, esquecido...

Mas é que para um público extremamente exigente, todo detalhe é extremamente importante.


E eu jurava que Sertanejo era tocado pela Banda Marcial da Polícia Militar!