sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sem festas, amigos! Ainda é preciso mais.

O movimento "Diretas Já", de 1984, apesar de ter sido a maior manifestação popular da história do Brasil, só não foi um fracasso completo porque gerou lideranças populares que conseguiram se articular politicamente e conquistar alguma representatividade na assembleia constituinte que geraria a Constituição Federal de 1988.

Sim, a PEC nº05/1983, que criaria as eleições diretas no Brasil, conhecida como Emenda Dante de Oliveira, mesmo com a massiva participação popular e com 84% de aprovação nas pesquisas de opinião, não foi aprovada; não passou nem na primeira votação na Câmara dos Deputados. Vale lembrar, também, que a maioria dos envolvidos na constituinte, os mais poderosos, ainda eram os mesmos de sempre, representantes do poder que já estava lá desde antes mesmo da fundação da República. E ainda são.

O ex-presidente Figueiredo, último dos militares, declarou posteriormente que o sistema militar estava insustentável e a única solução foi acabar com aquilo tudo. A nova constituinte chegou em boa hora. Numa grande encenação, mudariam o regime político, se garantiriam no poder, e ainda ganhariam aplausos do povo sempre desatento e deixado de lado. Sim, a ditadura militar acabou por que eles quiseram, para a sobrevivência deles mesmos.

Por isso, em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves, o grande articulador do desmonte do regime militar por ter acesso e diálogo com os dois lados do poder, foi eleito presidente do Brasil em eleições indiretas. Jamais deixariam que fosse diferente, era preciso alguém de confiança. Mas, acometido por grave doença "inoportuna", Tancredo foi o boi de piranha, faleceu antes de assumir o cargo, ficando para o seu vice, José Sarney, do, vejam só: PMDB.

Eleições diretas para presidente do Brasil só ocorreriam em 1989, após ser estabelecida na Constituição de 1988, e com as rédeas da carroça garantidamente nas mãos dos mesmos dirigentes de sempre. O vencedor desta foi Fernando Collor de Mello, com grande apoio popular em virtude da campanha contra "os Marajás" e a corrupção que fazia. Foi o boi de piranha da vez, atrairia votos e cairia, sofrendo impeachment, deixando a presidência para seu vice, Itamar Franco, do PMDB, é claro.

Semelhança com algum fato recente? É claro! A novela, o enredo, os personagens e problemas são os mesmos de sempre. Nós, o povo, é que não podemos mais ser os mesmos. O momento é delicado e, anotem: nos será oferecido um belíssimo teatro da democracia, muito em breve. Não podemos mais nos contentar com a encenação que sempre nos oferecem nessa hora. Devemos parar de gastar a nossa energia em lutas entre nós mesmos, isso cansa e enfraquece. Nossa energia e atenção deve ser canalizada para o acompanhamento minucioso e sério dos fatos que estão para se desenrolar na política nacional. Pedir "Diretas Já" é válido, mas é muito pouco. Ter eleições diretas é muito pouco. É preciso mais, é preciso usar o processo democrático de forma eficaz na renovação total dos agentes e dos valores políticos do Brasil. Atenção e serenidade é o que precisamos agora. A vida adulta da Nação se aproxima.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Do alto de nossas torres


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...


As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...



Nesta semana, por acaso, esbarrei nesta bela peça de Alphonsus de Guimaraens (1870-1921), conhecida desde minha já distante juventude. Ismália é um dos poemas mais emblemáticos da literatura brasileira e Alphonsus um grande nome da poesia nacional. Não pude, então, deixar de alimentar a minha antologia de poemas preferidos com ele, que já é o oitavo. Os outros todos estão aqui.

Apesar de ter vivido Afonso Henrique da Costa Guimarães, Juiz de Direito, com a esposa e os quinze filhos na, hoje calamitosa, cidade de Mariana (MG), carregava Alphonsus Guimaraens a alcunha de "o solitário de Mariana", dado a grande carga de solitude, tristeza e misticismo em seus versos, tanto que costumavam encomendar-lhe os epitáfios dos amigos. Tal discrepância entre a vida de Afonso e poesia de Alphonsus sugere, ou melhor, comprova que a persona do poeta não é a mesma do humano que a carrega.

O poema Ismália foi publicado no livro "Pastoral aos crentes do amor e da morte", póstumo, organizado por seu filho João Alphonsus e publicado pela editora Monteiro Lobato & Cia em 1923. Percebe-se, em seus versos, magicamente equilibrados a leveza da descrição com o peso da cena descrita. Ismália, louca, coloca-se no alto da torre, símbolo de inflexibilidade e arrogância, e sofre com a dúvida entre os tantos quereres; entre a real, mas intocável lua do céu, e a ilusória, e também intocável, lua refletida no mar; entre o possível e o impossível. Sofre tanto, tão imensamente, mas prefere abster-se da necessária escolha e, na tentativa de ter tudo sem desfazer-se de nada, põe fim à própria vida.

É interessante ver que, por causa da tamanha leveza com a qual foram construídos os versos, pela genialidade do poeta, a agonia da personagem jamais será alcançada completamente pelo leitor. Ao final do poema é difícil ficar tão pesaroso com o corpo que jaz no mar, pois o alívio com a alma que sobe ao céu é inevitável. Parece-me que, mesmo quando o corpo escolhe mal, preferindo o ilusório, a alma sabe fazer a melhor escolha, sabe onde está a verdade.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Não nos desanimemos

Conversando entre amigos, um deles disse que estava preocupadíssimo com o futuro e sem esperanças de melhoria da situação pela qual passamos. Tudo parece indicar que a humanidade saiu dos trilhos para nunca mais voltar e está em vias de acidentar-se fatalmente. E, triste, acrescentou que esses pensamentos o estavam minando sua fé, o fazendo se sentir de mãos atadas, desanimado, cansado, já que os esforços que vem fazendo parecem não surtir efeito na escala em que deveriam, afinal, é a humanidade toda pra se mudar, e o tempo pra que isso aconteça antes de um cataclismo, uma grande guerra ou coisa pior, parece bastante curto.

Foi quando uma amiga interveio e, diferente das respostas espiritualistas que costumamos ter na ponta da língua nessas hora, apresentou uma solução bastante pragmática. Disse ela: "Eu também já passei por isso, mas um amigo me ensinou algo que me ajudou a vencer esse sentimento ruim, essa tristeza que olhar o mundo tem nos causado. Ele me sugeriu, nessas horas, descobrir o meu "raio de ação".

E continuou: "Pra todo problema que você enfrentar, a primeira coisa é perceber até onde as suas mãos alcançam e o quanto seu braço aguenta, ou seja, o tamanho do seu raio de ação, até onde você consegue interferir no mundo. Dando preferência para as coisas próximas e conhecidas, é mais provável que elas respondam melhor às suas ações, e são mais fáceis de observar, passando a sensação de que algo está mudando. É mais eficiente do que esperar alguma coisa do outro lado do mundo perceber o seu movimento e correspondê-lo."

Na hora me lembrei do filme "A Corrente do Bem" (Pay It Forward; 2000), cuja ideia principal é basicamente a mesma sugerida pela minha amiga: faz-se algo bom para quem está próximo de você e esta pessoa faz o mesmo com quem estiver próximo dela, e assim adiante, até que, tempos depois, um maior número de pessoas estarão participado de um ciclo virtuoso de bem-fazer e bem viver.

Não é nada nova e muitos ainda dizem ser utopia, mas eu acho a ideia bastante plausível e inspiradora. E que, se fosse realmente praticada pela parte significativa de pessoas que assistiram ao filme e se sentiram tocadas, o mundo já estaria colhendo melhores resultados do que aqueles que deprimem o meu amigo e um grande número de pessoas.

Então, não é preciso imensas elocubrações filosóficas para entender a moral cósmica; não é preciso criar grandes planos de alcance mundial, movimentando as pesadíssimas engrenagens do mundo sozinhos. É gasto energético desnecessário, ficaremos cansados antes do tempo. 

Preocupar-se com o futuro é importante, mas ele é resultado do presente. Dividindo as responsabilidades entre todos, ninguém fica sobrecarregado, facilitamos o trabalho e diminuímos o peso, principalmente na consciência, dando o exemplo a quem pode nos ver e seguir. As pequenas atitudes, com seus resultados facilmente visíveis e palpáveis, além de cansar menos, nos animam a continuar agindo. Por isso não há motivos para desânimo. A solução está mais perto do que pensamos. Façamos!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Do assunto

O humano vulgar fala de pessoas;
O humano comum fala de coisas;
O humano elevado fala de idéias.

                                                              - Confúcio -

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O trabalho de sempre

Hoje é Dia do Trabalhador, dia livre pra nos concentrarmos em outras coisas. Inclusive, num outro tipo de trabalho, que movimenta outro tipo de capital, que paga outro tipo de dívida, e que produz outro tipo de bem. É um trabalho para o qual não há feriado nem contra-indicação e, quanto mais se faz, mais leve se fica.

E o Emmanuel vai dizer qual é:


Dívida de Amor

“Portanto, dai a cada um o que deveis; a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” — PAULO (Romanos, 13.7)


Todos nós guardamos a dívida geral de amor uns para com os outros, mas esse amor e esse débito se subdividem, através de inúmeras manifestações.

A cada ser, a cada coisa, paisagem, circunstância e situação, devemos algo de amor em expressão diferente. A criatura que desconhece semelhante impositivo não encontrou ainda a verdadeira noção de equilíbrio espiritual.

Valiosas oportunidades iluminativas são relegadas, pelas almas invigilantes, à obscuridade e à perturbação.

Que prodigioso éden seria a Terra se cada homem concedesse ao próximo o que lhe deve por justiça!

O homem comum, todavia, gravitando em torno do próprio “eu”, em clima de egoísmo feroz, cerra os olhos às necessidades dos outros. Esquece-se de que respira no oxigênio do mundo, que se alimenta do mundo e dele recebe o material imprescindível ao aperfeiçoamento e à redenção. A qualquer exigência do campo externo, agasta-se e irrita-se, acreditando-se o credor de todos.

Muitos sabem receber, raros sabem dar.

Por que esquivar-se alguém aos petitórios do fragmento de terra que nos acolhe o espírito? por que negar respeito ao que comanda, ou atenção ao que necessita?

Resgata os títulos de amor que te prendem a todos os seres e coisas do caminho.

Quanto maior a compreensão de um homem, mais alto é o débito dele para com a Humanidade; quanto mais sábio, mais rico para satisfazer aos impositivos de cooperação no progresso universal.

Não te iludas. Deves sempre alguma coisa ao companheiro de luta, tanto quanto à estrada que pisas despreocupadamente. E quando resgatares as tuas obrigações, caminharás na Terra recebendo o amor e a recompensa de todos.


Capítulo # 150 do livro Vinha de Luz, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Nem tudo é relativo

Li um artigo que falava sobre o pensamento pós-moderno, que está na moda atualmente, e sugere ser toda construção racional uma imposição socio-cultural e, por isso, deve ser questionada e combatida, até mesmo com atitudes violentas. Assim, os pensadores pós-modernos apregoam por aí que tudo é relativo, que a informação e o contexto trazidos por qualquer texto não é mais importante; o que vale mais é o que foi recebido, filtrado pela vivencia e opinião do receptor, independente se essa informação é oposta ou até mesmo não está no texto.

Não há problemas se o texsto for artístico, inclusive, essa abertura de interpretação é, muitas vezes proposital. Entretanto, sugeria o texto que lia, ser perigoso quando se adota tal postura relativista sobre tudo, principalmente sobre o conhecimento científico, adquirido através do método e observações factuais, citando que já existem movimentos que lutam pelo fim da Ciência (esse engodo da classe dominante) e sugerem a bruxaria como substituta; ou ainda uma filósofa pós-moderna que admite ser possível considerar que uma girafa não é necessariamente mais alta do que uma formiga, pois até mesmo as proporções das coisas dependem de crenças e valores impostos de cima pra baixo. Fiquei assustado.

Se olharmos o mundo com um pouco mais de atenção, é possível perceber que grande parte das barbaridades que vivemos atualmente tem a ver com essa relativização geral das coisas, da ética, do método, do bem e do mal, do certo e do errado, etc. O consenso geral, um entendimento médio, não existe. Inclusive, questiona-se a utilidade dele existir. E quando um grupo não tem uma opinião comum sobre o que é importante, onde quer chegar, como ou quando é melhor chegar, por exemplo, cada um vai pra um lado, faz o que bem entende e nada progride, pelo contrario, regride.

Parece-me que o pensamento pós-moderno tem fortalecido a individualidade de uma forma burra. Antes eramos indivíduos, sim, mas células de um organismo que deveria caminhar unido. Hoje, tentam nos convencer que somos apenas células que caminham sozinhas, sem um corpo. E, conforme o que sabemos científica ou empiricamente, qual formato vai obter mais sucesso? Não vejo onde isso possa ser relativo, são milhões de anos de fatos.

Das partículas primitivas aos seres humanos, tudo, em algum momento, "percebeu" que viver em conjunto aumenta as chances de sucesso na existência. É lei da atração, é a comunidade, é o amor e, mesmo que existam hoje diversas ideias sugerindo o contrário, é evidente que elas estão equivocadas. Veja o que está na sua frente: estamos sendo estraçalhados pelo nosso egoismo e solidão, modus vivendi em grande parte sugerido por essa nova filosofia.

A união faz a força, sim. Desde as partículas minerais aos grupos sociais. E, mesmo que unidos não nos tornemos invencíveis, pois não somos eternos nem perfeitos, só unidos seremos mais fortes, e só unidos sobreviveremos.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Meu amigo Pedro

Sabe, o Pedro era um amigão, a gente trabalhou muito tempo juntos e, sempre quando chega o outono, esse friozinho chegando, eu me lembro daqueles dias. Acho que já se passaram uns quatro anos e eu ainda não acredito naquilo tudo. Você também não vai acreditar, mas... tudo bem, eu conto a história, não tem problema. 

Um dia chega o Pedro com esse papo besta, com essa ideia de que não quer mais saber de ser tão sentimental, que não vai mais se emocionar e nem se envolver com nada e nem ninguém. “To cansado dessa joça, pro inferno com isso tudo! Sentimento não tá com nada!” – ele falava. Imagina, logo de manhã, lá no escritório, com essa ideia maluca, a coisa só podia estar grave mesmo. A gente bem que tentou dissuadi-lo, até sugerimos terapia, mas não deu não. Foi piorando a cada dia. 

No começo ele simplesmente ficou mais quieto, menos opiniões, menos conversa fiada e essas coisas que a gente até entende. Depois parou de ir pro happy hour. Daí, umas duas semanas depois ele simplesmente não foi mais trabalhar. Trancou-se em seu apartamento e raramente atendia ao telefone. Eu fiquei preocupado, afinal ele estava levando aquilo tudo muito a sério. Insisti numa visita mas nada feito, ele simplesmente saiu de circulação. Nem demissão tinha pedido, o chefe ficou uma arara de bravo. 

A esperança era a Dona Nilsa que, uma vez por semana ia fazer a faxina no apartamento dele, mas ela não era daquelas muito atentas e nunca sabia falar nada sobre o cara, se tava bem, se tava mal... Ficamos definitivamente sem saber de nada do que se passava com o nosso amigo. Então, naquele mês, veio a calhar de um feriado bem no dia da faxina, e a Nilsa não foi, deixando Pedro duas semanas em completo isolamento. Alguns vizinhos, moradores dos andares abaixo, disseram que nos últimos dias antes do fatídico evento, seus passos estavam a cada dia mais evidentes, pesados, dava pra perceber o ir e vir do rapaz pelo apartamento. “A gente catucava o teto com a vassoura pra ver se ele pisava mais leve, mas nada feito” – disse a Dona Menezes do 304. 

E foi assim, num 20 de Abril, não tem como esquecer essa data, véspera de mais um feriado, a Dona Nilsa entra no apartamento pra fazer a faxina, como de costume e, quando passa pelo corredor que vai da cozinha para os quartos, tropeça numa pedra enorme largada no chão. Primeiro ela xinga, depois, solta um grito que foi ouvido por todo o Edifício Europa e, se bobear o quarteirão inteiro: “Seu Pedro!?! Peloamordedeus!!! Seu Pedro!!!” e desmaia. 

A vizinhança, assustada com o grito, chama a polícia, e o local logo vira alvo dos curiosos. A imprensa foi correndo pra lá; ligaram no escritório e todo mundo foi pra lá também. Atravessei aquele mar de gente na portaria e, por ser amigo do Pedro, me deixaram entrar no apartamento. Todo mundo com cara de bobo, ninguém acreditava, eu estava pasmo, mas, na minha frente estava aquilo lá, uma pedra, das grandes, uma pedra com a cara do Pedro! Com a cara dele, cara! Entende o que é isso? Eu não, eu não entendo.

sábado, 15 de abril de 2017

Feliz Sábado

Neste mesmo período do ano, por volta de dois mil anos atrás, os habitantes da Palestina, manipulados pelos detentores do poder e do alto status social, trataram como um criminoso e condenaram à morte um grande homem. A motivação de tamanho ato covarde foram as ideias que ele espalhava por aquela região, que colocavam em risco as suas regalias e projetos de poder. Achavam, na sua lógica simplória, que exterminando o homem acabariam com suas ideias. Mas não contavam que boas ideias e grandes verdades sobrevivem aos homens. 

Vemos que até hoje continuam a campanha contra tais ideias claramente libertadoras, que nos tirariam debaixo da tirania e sofrimentos que há milênios nos afligem os desgovernos, tanto dos nossos líderes sobre as nações quanto os nossos sobre nós mesmos. Desde aquele tempo nos manipulam através de expedientes ardilosos que nos afastam a capacidade de pensamento e reflexão. Ainda somos a massa de manobra imatura que prefere ver livre de punição o criminoso perigoso das nossas próprias culpas, do que ser chamada às responsabilidades dos próprios atos. Ainda somos quem lava as mãos na hora das escolhas difíceis e transfere a autoridade de decisão para da turba raivosa dos pensamentos egoístas e desejos desmedidos.

Não sejamos mais assim. É hora, e já é há mais de dois mil anos, de amadurecermos. É hora de seguirmos o outro exemplo dessa história, o do personagem que, ciente das suas responsabilidades no mundo, se dispõe a viver diferente, para o bem comum, enfrentando de cabeça erguida, com serenidade e sem esmorecer, os fortes golpes que receberá pelo modo de vida incomum.

Se não aprova o mundo como está hoje, assuma as rédeas da própria vida e a responsabilidade que lhe cabe. A solução e o exemplo estão aí, resumidas no vídeo abaixo. Basta segui-lo. Mude e mude o mundo.

Um feliz Sábado. Uma feliz vida inteira.