Viajar nos faz conhecer muitas coisas novas. Uma delas é essa aqui, encontrada em Bauru (SP), no QG do Enxame Coletivo: o Álcool Namorado.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Fazia lhe falta um coração que sangrasse. Um desses, ordinários, que se apaixona fácil e perdidamente; e que também sofresse, e muito, dolorosamente e que mesmo assim lhe criasse no rosto aquele sorriso bobo, constante, tão clichê de dar dó - mas seria, sem dúvida, o mais sincero riso de dor de amor do mundo! Um coração que se rasgasse de saudade e se recriasse belo, pulsante e vermelho assim que novamente envolto em carinho. Que despertasse em si todos os mais incômodos e abençoados sintomas de amor, e que lhe fizesse até chorar escondido, às vezes. Não importava o desconforto, não tê-lo lhe doía agudo na alma.
Sentia-se, então, melhor.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Nevilton lança 1º Clipe : O Norno

14 de Maio de 2010
Nós, durante a gravação de cenas pro clipe "O Morno", no Tribos (Mgá,PR)
Foto de Al Sasaki
E foi pro mundo o nosso primeiro clipe, e bem no Dia Mundial do Rock! Uma honra! Já está na MTV e, em breve, em vários outros canais e programas onde se assistem vídeoclipes. É da música "O Morno", que consta no nosso EP chamado "Pressuposto" (que você pode baixar aqui).
É um clipe singelo, sem nada de superprodução 3D ou computação gráfica inovadora. É um "Road Clip", feito através de imagens captadas durante a super divertida, caliente e inesquecível 2ª Tour Fora do Eixo : Nordeste, junto com takes feitos no nosso querido Tribos Bar, em Maringá, onde nossos shows são sempre quentes, longos, imprevisíveis - delícia pura! Certamente não haveria como juntar tanta lembrança e sentimentos bons num material só.
Quem filmou e montou o clipe foi o nosso amigão velho de guerra Jão Gabriel Montero, baterista e cineasta de muito bom gosto, que conseguiu amplificar as boas vibrações, dando um ritmo legal para as imagens que ele captou enquanto viajava com a gente e a Mini Box Lunar pelo nordeste. Inclusive, os amigos Mini Boxes estão ali, imortalizados na nossa "coreografia-piada interna". Ótimo trabalho Jão!
Enfim, é isso, um clipe que mostra a gente fazendo o que mais fazemos nos ultimos meses: viajando, tocando e nos divertindo com nossos amigos. Eu, particularmente, fico emocionado quando vejo essas imagens e me lembro de tudo.
Aqui vai o vídeo.
Nevilton - O Morno from nevilton on Vimeo.
* Leia o que o Rafa Zanatta escreveu sobre o show do dia 14 de Maio, no Tribos, em Maringá, quando gravamos as imagens pro clipe e tocamos com os nossos queridões da VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia e com o Facas Voadoras.
Obrigado a todos que nos ajudaram a chegar até aqui.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Nevilton no Qualquer Coisa da Oi FM
Uma foto aqui. Em breve.
Enquanto estávamos em São Paulo, fomos visitar os amigos Zé Flávio Jr. e Paulo Terron, condutores do programa Qualquer Coisa, da Oi FM (São Paulo). Um ótimo programa, o qual acompanho desde que era um ótimo podcast.
Muito bate papo, algumas canções da banda e foi-se uma noite muito divertida. Você pode clicar AQUI e, visitando o With Lasers (Blog do Terron), assistir o que fizemos por lá.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Springfield
sábado, 8 de maio de 2010
2ª Tour Fora do Eixo : Nordeste [Atualizações]
Nosso adorável varalzinho, pois tem horas que os panos têm que secar!
Apenas para informar vossas excelências que acrescentei algumas fotos aos posts da 2ª Tour Fora do Eixo : Nordeste.
É só usar desse filtro AQUI e dar uma olhada.
Logo mais umas atualizações sobre o texto de Maceió. Me escapou uma história das boas.
Abraços.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
2ª Tour Fora do Eixo : Nordeste [Capítulo VII]
Salvador, Bahia.

Acordei por último e atrasado no dia 20 de Abril. Corri pro chuveiro, tomei um banho rápido, fechei as malas correndo e fui até a van, onde todos já estavam. Depois do café da manhã lá na Rua da Cultura, partimos rumando pra Salvador, capital da Bahia. E foi aí que percebi que havia esquecido a roupa que usei no show secando no varal...tsk tsk tsk, já estava economizando na roupa, imagina agora com um kit a menos!
Como a noite de sono foi curta, já que saímos de Aracaju bem cedinho, pesquei de montão, foram muitos peixes, baleias, dinossauros marinhos e outros seres aquáticos enquanto sentado na van. Mas mesmo assim pude ver uma mudança radical na paisagem.
Enquanto viajávamos para o sul, pela Zona da Mata Nordestina, através da estrada chamada Linha Verde, pude ver a aparição de planaltos ao longe, com seus patamares achatados no horizonte, a vegetação foi se esverdeando cada vez mais e tudo o que eu havia sintetizado até então sobre a paisagem nordestina mudou novamente. Juro que tentei achar o nome desse acidente geográfico, mas não achei. Quem souber, por favor, comente! Obrigado.
Uma coisa que não posso deixar de registrar é a dose de cachaça - leia-se meio copo americano pra cada sujeito animado - que tomei com o Sadí, provavelmente no município de Esplanada, já na Bahia, às margens do Rio Inhambupe, num botequinho que nem vento tinha por perto. Depois disso segui a viagem numa 'nice'!
Outro fato interessante da Linha Verde é que ela passa pela vila de pescadores chamada Mangue Seco, a mesma que inspirou Jorge Amado ao escrever o romance Tieta do Agreste. Mas não consegui ver a mitolgógica Mangue Seco, pois já estava completamente desmaiado de sono naquela altura do campeonato, ainda mais depois duma pinguinha, né Sadí?!
E fomos chegando a Salvador por perto das 16h e eu ansioso pra ver a tão famosa capital Baiana. Primeiro fomos recepcionados pela Cassia, em sua casa numa cidade da região metropolitana de Salvador, chamada Lauro de Freitas. A casa muito grande e aconchegante. Muitas árvores no quintal, uma piscina e isso tudo proporcionando um clima mais fresco do que estava na rua, mesmo estando o dia um tanto nublado.
Cuidamos dos afazeres da internet, jantamos (hummm tinha um pirão que tava uma delícia!), tomamos um drink de limão saborosíssimo - mesmo estando mais pra raspadinha do que pra drink - e nos arrumarmos para o show. Partimos para o centro de Salvador, onde tocaríamos no Bar Boomerangue, muito bem localizado, na Rua da Paciência, bairro Rio Vermelho, à beira mar. O Rio Vermelho é cheio de histórias interessantes, além de ser onde acontece a maior festa de Yemanjá de Salvador (foi o que me disse a segurança do bar, quando perguntei sobre o bairro). Confirmei a história aqui. Sem contar que ha uns dois quarteirões do bar existe uma feira cheia de comidinhas, numa praça, que vale a visita.
Antes de nos deixar no Boomerangue, fomos levados até o Forte Santo Antônio da Barra, onde está o famoso Farol da Barra, que fica na entrada da também muy falada "Baía de Todos os Santos". Foi tão rápido que só deu tempo de tirar umas 3 fotos e correr de volta pro bar. Além do que estava de noite, não possibilitando uma visão das águas da baía ou do resto da paisagem. Quase que o cara do Berimbau que foi lá azucrinar, sem ser chamado ou encorajado, não ganha um dinheiro. Mas ganhou e... saiu reclamando! Onde já se viu, né Brasil?!
Chegamos no Boomerangue, casa bonita e bem feitinha, com 3 ambientes, um em cada andar do prédio: Uma sacadinha pra fumante no térreo, um andar para o DJ e outro andar para bandas). Passamos o som, montamos o palco e a festa já estava começando. E a surpresa feliz da noite foi reencontrar o Anderson Faller, a Carol e o Felipe, todos Umuaramenses queridos que moram lá em Salvador. É revigorante encontrar os amigos pelo Brasil!
Você me Excita - banda de Salvador - subiu ao palco, tocou algumas canções próprias e outras do estilo Block Party e The Killers. O Mini Box, como segunda banda da noite, fez um show que não vou me esquecer. Cheguei a pensar: "Mano! Essa noite é deles, tão pegando fogo!". Rolou uma química com o público que fiquei impressionado. Foi bonito de ver.
Finalmente subimos ao palco e mandamos brasa! Ser a última banda da noite tem seus prós e contras. É bom porque se pode esticar o repertório e aumentar os solos e improvisos, mas é ruim porque ou você segura no alcoólico ou sobe no palco mais alcoolizado do que deveria. Ainda bem que não tivemos problemas graves quanto a isso, o show fluiu muito bem e foi porreta (com meus deslizes vocálicos e tudo), mas foi porreta! Terminamos, como já era regra, exaustos e desidratados.
Depois de despedir dos amigos recém feitos e dos antigos, que por lá estavam sorridentes e satisfeitos (palavra deles mesmos), guardamos os equipamentos e partimos pra dormir na casa da Cassia, afinal, como sempre, sairíamos de viagem antes do almoço.
Passamos por 5 cidades com praia pela Turnê, Salvador foi a última, as só conseguimos pular as ondas em duas delas: João Pessoa e Maceió, tá aí algo a se otimizar na próxima viagem. Feira de Santana, a próxima cidade já estava pro interior da Bahia.
Durante a volta pra Lauro de Freitas fui observando a cidade e pensando o quão bonito seria aquilo tudo durante o dia. Também tentei abstrair o quão gostoso deve ser o Acarajé da Dinha, que fica ali pertinho do Boomerangue, sacanagem eu não estar com fome quando passei à pé na frente do lugar, enquanto procurar um cartão telefônico com o Chapolla.
No fim das contas, sempre sobra motivos pra gente voltar outras várias vezes pra esses lugares legais. Então, até a próxima Salvador!
Aproveitem e assistam AQUI o vídeo lindão sobre Salvador que o Marco fez pra gente!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
2ª Tour Fora do Eixo : Nordeste [Capítulo VI]
Aracaju, Sergipe.

Acordei às 8 da manhã do dia 19 de Abril, lá no Albergue Plano B, de Maceió, após uma noite de frio intenso do ar condicionado. Tudo culpa do Chapolla que alterou a temperatura para 17º, no meio da madrugada, e não avisou ninguém! Traiçoeiro, heim, Chapolla!
Pulei da cama. Misto quente, café e bate-papos animados, assim como todos nós estávamos pra mais um novo dia. E, dessa vez, bem descansados. Menos o Sadí, que ao invés de dormir, caiu na balada Maceioense e começou o dia tomando um café da manhã nordestino, com Buchada de bode, rabada, macaxera e tudo mais e, mesmo sem dormir, não negou um misto quente.
Saímos de Maceió por volta das 10 da manhã, rumando pra Aracaju, capital do Sergipe. A viagem foi bem tranquila e quente, como estavam sendo todas ali pela região. O ar condicionado da Mouratur não vencia de 'jeito maneira'. O relevo e a vegetação foram se alterando aos poucos conforme descíamos pelo nordeste, sobrando mais espaços para planícies e uma vegetação esparsa, semelhante à do cerrado, mas com tonalidades de verde mais presentes e às vezes uma aglomeração maior de árvores umas mais próximas umas das outras.
Foi fato emocionante cruzar o Rio São Francisco (o da integração nacional) pela primeira vez na minha vida, mesmo estando ele com o nível d'água um tanto baixo. O rio é um mito, possui muitas histórias e lendas, além de ser um dos maiores e mais importantes rios do Brasil e, sem dúvida alguma, é bonito de se olhar.
Chegando em Aracaju fomos direto almoçar. O restaurante, um self-service, ficava no calçadão do centro da cidade. A dona do restaurante deu uma regulada na comida - os pratos eram feitos pelas garçonetes e não tínhamos direito a um repeteco - e a comida que sobrou nas bandejas foi retirada e jogada fora logo em seguida. Nenhum problema com o tamanho da porção, que satisfez legal, mas achei fora de propósito regular uma comida que ia ser jogada fora.
Também demos uma passada na Rádio Aperipê de Aracaju (104,9 FM). Estranho foi saber que abriram uma exceção pra gente, pois não se pode entrar de bermuda no prédio. Ainda bem que foram flexíveis, senão só o Sadí, baixista do Mini Box Lunar iria dar a entrevista. Mas, afinal, que diabo de regra é essa? Vamos parar de mania boba, gente! Mesmo assim a entrevista foi muito legal e o Ricardo (o DJ entrevistador) fez uma ótima entrevista, muito pertinente.
Todo mundo de canela de fora!
Eu, Pepeu, Alexandre, Nevilton, JJ, Ricardo (da rádio), Saddy e Chapolla.
Ficamos numa casa legal, no bairro chamado Coroa do Meio. Não sei se tem graça pra muita gente, mas achei ótimo que a casa ao lado de onde estávamos era a de número 1234. Alguns cochilos e banhos depois já estavamos novamente dentro da van, indo para uma praça, em frente ao prédio histórico do Mercado. Tocaríamos no projeto Rua da Cultura, organizado pela Prefeitura, em conjunto com o coletivo Virote.
Chegamos lá a tempo de ver o finalzinho da Anéis de Vento, que me agradou os ouvidos. "The Baggios" subiu ao palco, um Power Duo de "guitarra-bateria" dum som muito legal, que me espantou e empolgou pela qualidade e energia.
O evento especialíssimo de Aracaju foi poder reencontrar os pais do Nevilton, que aproveitando nossa passagem pela cidade, foram até lá e mataram dois coelhos com uma cajadada só: Encontraram conosco e com a Ana Paula Alencar, irmã do Nevilton que, junto com as outras garotas da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica (Conjunto Adulto), treina e mora ali em Aracaju. Foi um reencontro muito feliz, sem contar que as garotas da Seleção de GR são todas muito simpáticas, o que nos deixou sentindo em casa e bem animados pro nosso show mais tarde.
Depois das duas bandas locais, veio o show do Mini Box Lunar, que pegou o público pela mão e levou pra bailar. Praticamente todo mundo dançou ali, inclusive eu, a Mayara, o Chapolla e os mendigos bêbados que estava 'en passant' por alí e já ficaram pra curtir um rock e dançar até cair, literalmente.
Falando em cair, nós não podíamos deixar a peteca cair depois do show do Mini Box Lunar, então envocamos nossos poderes ninja e fizemos um show bastante intenso, opotunidade em que descobri a aspereza do chão do palco, ralando o meu joelho numa dessas 'ajoelhadas roqueiras', durante "Me Espere Menino Lobo". Sem contar que a participação do Otto, nos teclados, durante os improvisos de Paz e Amores está cada vez melhor!
Com o que nos sobrou do corpo e das energias, desmontamos as coisas todas e nos despedimos da família, amigos e fomos pra van. Nem sei mais que horas eram, estava exausto e animado ao mesmo tempo, um conflito de gigantes. Ainda bem que tinha uma jantinha pós-show: strogonoff de frango e lasagna, lá na Casa Rua da Cultura (um centro cultural de Aracaju), que caiu tão bem que foi impossível não correr pra van e ir dormir, coisa que o Jão e o Chapolla já estavam fazendo, vítimas do mesmo imbatível gigante Cansaço. Nem vi a reunião com o coletivo da cidade, o Virote, da qual participaram todos os outros da turma. Só me movi quando o todos voltaram pra van e demandaram seus lugares de direito.
Eu, dormindão na Rua da Cultura, antes de ir pra van.
Finalmente era hora de dormir de verdade, Salvador, na Bahia, estava nos esperando e o dia ia começar bem cedo. Não consegui fazer mais nada ao chegar no alojamento, exceto cair na cama e apag
Veja o vídeo oficial deste dia AQUI!
Site da Prefeitura de Aracaju (SE)
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