segunda-feira, 23 de abril de 2012

Tempos de Maracujá, em Breve nosso novo clipe!


Tá tudo pronto! Clipe gravado, editado, finalizado e tudo mais. 

Agora a gente espera para o dia de lançamento que será nesta quinta-feira, 26, no site da MTV Brasil e vários outros blogs mundo afora!!!



UA HÁ HÁ HÁ HÁ 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Semi-nu... Pra Simplificar.



Noite dessas fui filar janta na casa da Letz, da Maira, da Brigati, do Dudu e da Sho; a famosa República do Pantanal, instalada com muito conforto e galhardia em Santa Cecília, São Paulo.

Me falaram que tinham um projeto dum Tumblr, com fotos de amigos sem camisa e colar de pérolas. Hum... é? Janta vai, vinho vem, cerveja vai, papo vem... posei! Semi-nu, com um colar de pérolas e baton vermelhão. As garotas disseram que ficou super sensual. Então eu acredito. Até por que eu também achei que ficou legal.

Mas, legal mesmo, foi ficar manchando o copo com baton o resto da noite!


"Tiago Inforzato, Lobão, Lobs, Neviltons, o advogado baixista escritor. Nos visitou, trouxe um belo de um vinho, nos divertiu e ainda posou. sucesso."

segunda-feira, 19 de março de 2012

terça-feira, 25 de outubro de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Árvore e o Hippie.

(Um mini conto de fadas)


Encantada com o amor à natureza que demonstrava o hippie, a árvore, apaixonada, interrompeu o papo que levavam e fez a proposta:

- Casa comigo!

Impressionado com o pedido, o hiponga, imaginando vírgulas, derruba a árvore e com ela constrói uma casa na floresta. Viveu feliz para sempre.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Microcosmo


Quando o milagre nasceu nos teus olhos
e um tremendo brilho infestou o recinto,

esperaram todos para que Ela falasse.
Não, não éramos mais alguém,
eramos nós, absolutos.
Dolentes e ensimesmados,
na letargia que a tarde emanava,

criávamos algo novo e milagroso

e esperávamos, piamente, que o milagre nos tocasse
e o medo por tudo o que não era nosso desaparecesse.


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Publicado, também, lá no Nego Dito.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A cicatriz de cada um

Caminhava apressado pelas ruas do centro da cidade. Apertadas, como toda rua antiga que se preze; e cheias de gente, como todas as ruas logo após as seis da tarde. No meio daquela mixórdia de gentes e carros e semáforos e buzinas e “dá licenças”, encontrou um vendedor de rosas.

“Boa noite. Eu quero meia-dúzia, por favor.”
“Boa noite. Vou ficar devendo a embalagem pro senhor, tem problema?”
“Não. Nenhum. Eu levo assim mesmo.”
"Doze Reais."
"Toma quinze, fica com o troco."
“Obrigado. E cuidado com os espinhos, podem machucar!”
“Tá bom, eu tomo cuidado. Obrigado. Até mais.”

Seguiu caminho e, mesmo segurando as rosas com cuidado, elas ainda lhe furavam os dedos. Olhava o relógio e pensava: “É, não vai ser bom chegar atrasado e ainda oferecer espinhos para a patroa. Logo encontro uma papelaria e tudo se resolve.”

Enquanto andava e vasculhava apresado as vitrines e placas dos estabelecimentos todos, sem ver papelaria alguma, ouviu aquela voz pequena:

“Hummm, vai levar flores pra namorada!”

Freou. Olhou ao seu lado, uma mulher lhe sorria meio encabulada. Mas foi ao olhar para baixo que encontrou a dona da voz, uma garotinha de uns 7 anos de idade.

“Não vai?” – insistiu a garotinha.
“É, eu vou sim. Mas, ó, essa aqui é pra você!”

E, estendendo uma das rosas para a pequena, completou:

“Mas, cuidado! Tem espinhos, tá?”

A garotinha aceitou, envergonhada, e cuidadosamente acolheu a rosa em suas mãos pequenas, ao mesmo tempo que, sem saber o que fazer, olhava para sua mãe, esperando alguma ajuda. A mãe agradeceu, sorrindo, surpresa com o inusitado acontecimento, o que foi prontamente imitado pela criança.

Mas o tempo urge, e não há sorrisos que o façam parar. Despediram-se todos e saíram daquele pequeno e instantâneo universo cordial, seguindo cada qual para o seu lado.

Depois de, finalmente, conseguir embalar o restante das rosas com um jornal todo escrito em japonês – foi o melhor que conseguiu –, chegou em tempo para o encontro. Tudo havia se resolvido por aquela noite.

Por muito tempo assim ficou.

Uma década mais tarde, estava o mesmo rapaz, agora já um jovem senhor, sentado num banco de praça, fumando seu charuto e rindo da vida, quando chega uma jovem moça que diz:

“Oi... licença...”
“Pois não.”
“Foi você, não foi?... Você, há uns dez anos atrás, me deu uma rosa, não foi?”
“Ora, então você é aquela garotinha? Que surpresa! Fui eu sim, mas... Como que você me reconheceu?”
“Eu nunca me esqueci do seu rosto. E dessa cicatriz que você tem no pescoço.”
“É, ela tem uma boa história, vai até peito... mas... mas deixa pra lá! Acidente de percurso. E como vão as coisas com você? E sua m”

Mal teve ele tempo de terminar a frase e já sentiu um grande e ardido tapa no rosto. 

“O que é isso?! O que você tá fazendo?!” – assustado, indaga a garota.
“Eu me machuquei com aquela rosa!”
“Mas eu te avisei dos espinhos!”

E já estava falando pras costas da garota, que ia embora sem olhar pra trás. Insistiu, levantando e gritando:

“Eu te avisei! Eu avisei que teria espinhos!”

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Ps: Conto escrito especialmente para o lançamento do site Nego Dito, sob o título de "Dos conselhos que insistimos em não seguir".