quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Cultura & Arte 21.09.08

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 21 de Setembro de 2008.

Lançamento da campanha permanente de Doação de Sangue (Cultura & Arte + Culturanja + Lobservando) e início da campanha para o voto consciente nas eleições municipais.

Crônica:
- A Travessa dos Prazeres

Resenha:
- Em Algum Lugar no Passado [1980, com Christopher Reeve]

Matéria:
- Uma Pequena Homenagem à Richard Wright (1943-2008)



terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Cultura & Arte 14.09.08

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 14 de Setembro de 2008. Inclusive, foi a estréia do cabeçalho desenhado!

Crônica:
- Ruidos Surdos em Paris

Resenhas:
- Ouçam, são as crianças da noite. [Drácula, de Bran Stoker]
- Posso estar só, mas sou de todo mundo [Sou, de Marcelo Camelo. Por Nevilton de Alencar]

Charge: por Tiago Inforzato





Ouçam... São as Crianças da Noite [Drácula, de Bram Stoker]


O corretor de imóveis Jonathan Harker não sabia onde estava se metendo quando aceitou ir para a Romênia, no lugar de um colega de trabalho, levar ao Conde Vlad Drácula os contratos de compra e venda de algumas propriedades que o nobre havia adquirido em Londres. O Conde, ao ver a foto da noiva do corretor, enxerga nela a reencarnação de um grande amor seu e apaixonado pela moça, corre até a capital inglesa para reencontrá-la. Quando Harker percebe a enrascada já era tarde, ele estava preso no castelo do vampiro, onde coisas assombrosas acontecem. E isso é só o início do mito do morto-vivo movido por amor que tem aspectos muito mais profundos do que cabem nesta resenha.

Sabe-se que desde a mais remota antiguidade, ao redor do mundo inteiro, existem lendas sobre seres amaldiçoados que vagam pela noite e se alimentam de fluidos humanos (energia ou sangue), dos Japoneses aos Astecas. Essas criaturas têm diversos nomes e origens, mas graças ao romance Drácula do escritor inglês Bram Stoker, prevaleceram para nós as lendas dos Vampyr do Leste Europeu.

O desenrolar da história do Sr. Harker e a luta pela manutenção do seu amor e de sua amada é cercada pela mitologia vampiresca, muito bem explicada a nós pelo professor Van Helsing, que definitivamente não é o Wolverine do sobrenatural, mas sim um velho professor de medicina, muito bem informado sobre problemas circulatórios e bruxaria.

Praticamente todos os elementos do terror contemporâneo vieram desta história: Lobisomens, névoas traiçoeiras, lua cheia, poderes sobrenaturais e toda a aura galanteadora e irresistível do Conde Vlad, nasceram desta história que podemos conhecer através do livro ou da sua adaptação para o cinema.

O livro, publicado em 1897, tem uma narrativa um tanto lenta, em forma de diários, mas nada que comprometa o suspense e a qualidade da obra. Interessante notar que são as mulheres que comandam a história, já que tudo acontece por causa e ao redor de uma delas: Nina, a noiva de Jonathan Harker.

Esta história foi adaptada milhares de vezes para o cinema, mas em 1992, Francis Ford Coppola, conseguiu fazer a melhor de todas as adaptações. No elenco estão pessoas do quilate de Antony Hopkins, Keanu Reeves, Winona Ryder e Gary Oldman. Inclusive, a atuação de Oldman que interpreta o Conde Drácula, aliada à maquiagem extremamente caprichada, é espetacularmente sombria e poderosa, merecedora de destaque.

Como o filme foi inteiramente gravado em estúdios fechados e cenários, Coppola aproveitou o total controle da iluminação para abusar dos efeitos visuais sem utilizar recursos digitais. Isso tudo fez com que a atmosfera sombria e sobrenatural do vampiro ficasse mais densa e a magia do cinema mais evidente.

É claro que a versão do cinema sofreu alguma modificação para caber na linguagem das telas, mas nada do que a afaste da obra original, como outros tantos filmes de vampiro. Mas o importante é que tanto no livro de Bram Stoker quanto na película de Coppola, existe uma qualidade que não se pode se deixar de lado. Aos apreciadores de um bom romance ou do sobrenatural, Drácula, de Bram Stoker é visita obrigatória.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Claro e Simples

[Esta é uma tradução livre que fiz de um texto em inglês, de filosofia budista, que me enviaram. Além de um ótimo passatempo é uma grande lição pra se aprender e aplicar na vida. Divirtam-se!]


A Verdade ou Realidade não é algo incerto, misterioso ou escondido. Você não tem que perguntar a outra pessoa para descobrir o que é. Nem para um professor, um buddha, seus pais, um padre, um rabino, um xamã ou qualquer outra autoridade do gênero. Ela também não é algo que se possa pesquisar num livro. A verdade vem até nós através da visão. Ver é Saber.

O ato de enxergar é imediato, não precisa de confirmação, mas geralmente nós não somos muito bons em ver o que está verdadeiramente à nossa frente.

Tenho um bom exemplo para o que estou dizendo: olhe para a figura abaixo. Acredite você ou não, é uma fotografia renderizada de algo muito familiar, algo que você já viu ao vivo ou através de imagens incontáveis vezes.

Se você não reconhecer imediatamente o que está na figura, preste atenção no seu estado de espírito e perceba o quão confuso e perturbado isso lhe deixou.




A maioria das pessoas, ao olhar esta figura pela primeira vez, dizem: “Eu acho que é um homem deitado.” Mas dizem isso sem qualquer certeza, ainda em dúvida. Elas acreditam ser esse homem deitado, mas não há o sentimento de realmente vê-lo, não há a convicção de saber o que realmente está desenhado na imagem.

Continue olhando a figura. Eu garanto que quando você realmente enxergar o que tem alí, toda a sua incerteza vai imediatamente desaparecer. Você saberá, sem sombra de dúvidas, o que é e todos os "achismos" e desconfortos irão instantaneamente cessar.

Se você ainda não viu, continue olhando. Alguma hora você verá. E quando você conseguir, perceba a repentina mudança que acontecerá em sua mente.

Notou o quanto você relaxou quando, de repente, enxergou? Seu estado de espírito que antes era obscuro, incerto e desconfortável foi transformado instantaneamente em clareza e convicção na hora em que você viu. E esta clareza e convicção permanecerão com você em todas as vezes nas quais você olhar esta figura novamente. Se lhe disserem: “É a figura de um homem deitado”, você saberá que estão errando feio e não existirão argumentos para influenciar o que você já sabe. Esta é a diferença entre realmente ver e simplesmente acreditar, ter uma idéia, um conceito.

Os ensinamentos budistas, também chamados de Dharma, apontam um caminho similar, porém mais universal e profundo para esse sentimento de “Ahá!”. Mas não se trata de reflexões vagas sobre algo distante, é sobre o aqui, o agora. Sobre o despertar para este exato momento e ver o que realmente está aí. Da mesma forma que o seu estado de espírito mudou quando você viu o que estava na figura, o mesmo sentimento de certeza e convicção tomará conta de você quando enxergar realmente o que você está vivendo. Então as coisas se tornarão claras.

Isto é chamado de iluminação ou despertar, que está disponível para todos nós, em todos os momentos, sem exceção.


Obs: Para os que gostaram do texto, todas as pesquisas que fiz indicam que ele foi retirado do livro "Buddhism: Plain and Simple" escrito por Steve Hagen, com versão em portugues: "Budismo: Claro e Simples".

sábado, 10 de janeiro de 2009

Tesourinhos da Vida.

Foto por Lisiê


Foto por Lisiê




Pasmem, esta fica dentro de um elevador no Paraguay.


Ps: Obrigado pelas duas belezuras de fotos, Lisiê!
Ps2: E tem mais placas bizarras aqui no Brasil das Placas.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Cultura & Arte 07.09.08

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 07 de Setembro de 2008.

Crônica:
- Sete de Setembro

Resenhas:
- Filminho bom da gota serena [O Homem que Desafiou o Diabo, Moacyr Góes, 2007]
- Pinguim e os amigos da HP [Rock independente de Umuarama, Porão do Schubert, Nevilton, Joke Box, Astronauta Pinguim, por Nevilton de Alencar Jr.]



sábado, 3 de janeiro de 2009

Cultura & Arte 24.08.08

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 24 de Agosto de 2008.

Crônica:
- Oi, Eu Te Amo! [por Letícia Simoni Junqueira]

Resenhas:
- 1984, o ano em que o cérebro era troféu [por Ane Pacola]
- Um porão cheio de surpresas [Rock independente de Umuarama com Nevilton e Joke Box além da Dimitri Pellz de Campo Grande-MS.]

Matérias:
- V Festival de Teatro da Unipar
- Agenda Cultural da Semana


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

E o que você fez?

Pra quem não gosta de ler, deixo aqui, sem delongas, os meus votos de Boas Festas!


Mas se você gosta de uma 'leiturinha', lá vai:


E mais um ano foi "prás cucúia". Se eu fosse um exército em guerra, seria a hora de começar a contar os mortos e feridos. De enviar os sobreviventes pra casa e preparar um novo plano de combate.

É fato que durante o ano muitas coisas deram certo e outras tantas deram errado, viver é isso aí mesmo. Eventos passaram e nem foram notados, outros deixaram cicatrizes que vão durar pelo próximo ano, ou quem sabe, pelos próximos anos. Mas o que me intriga e reanima é essa sensação de recomeço, mesmo que ilusório, que aparece no ar destes últimos dias de ano. Ela me habilita a zerar o odômetro e renovar a caminhada, livre de antigos vícios e com novas virtudes na bagagem.

Sem muitas delongas, sinceramente espero que você, assim como eu, também tenha aprendido bastante e fique cada dia mais perto de atingir as suas metas e viver, em realidade, os seus sonhos.


Ótimas vibrações para um novo ano cheio de sorrisos!


365 Dias e 6 Horas


Acordara revigorado naquela manhã, dia 02 de Janeiro. A ânsia de voltar ao trabalho depois daqueles dias de folga de virada de ano era enorme. Era um workaholic de carteirinha.

Seguindo o ritual que havia criado e evoluído nos últimos 2 anos de acordar cedinho para ir ao trabalho; tomou seu café sem açúcar e comeu suas torradas com requeijão. Vestiu seu paletó agradecendo à Willis Carrier que em 1902 inventou o ar condicionado, possibilitando que os executivos tropicais fossem ‘européiamente’ elegantes e, depois de tudo em ordem, pegou sua pasta, entrou em seu carro do ano e foi para o escritório.

Entre conflitos de ego com superiores e subalternos, montanhas de procedimentos para averiguar, conseguia ainda jogar seu charme para as companheiras de trabalho. Por não ter uma vida social muito ativa, era durante o trabalho que ele tentava se afirmar como homem. Os colegas não acreditavam como ele conseguia, sem atrasar o cronograma do setor, cantar a estagiária e levar um café com pouco açúcar, mas com muitas outras intenções, para a supervisora do financeiro.

Utilizava a uma hora e meia de almoço que tinha (e achava muito) para se inteirar da situação do Flamengo e das ultimas fofocas da política nacional. Também não perdia de ler as tirinhas sacanas da seção de quadrinhos.

Devidamente relaxado, voltava para sua montanha de afazeres e bate papo com o pessoal do setor de informática onde trabalhava. Isso duraria o restante do turno que se estendia até as 19h, pois adorava fazer um serão.

De volta ao lar, ligava a televisão e, enquanto preparava sua lasanha congelada, prestava atenção nas ultimas falcatruas da novela.

E era assim todos os dias, sem muitas variações. Novela terminada, veste o pijama e se prepara para deitar. Foi aí que o telefone tocou. Era o Roberto, seu irmão, ligando para desejar um feliz Ano Novo. Assustado foi olhar o calendário e outro ano havia passado. Era 31 de Dezembro.



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O link aí em baixo é para o meu "Recando das Letras" onde, além dessa crônica que você acabou de ler, guardo alguns outros escritos. Boas Leituras.
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domingo, 28 de dezembro de 2008

Livro : Orgias [1989, Luis Fernando Veríssimo]


Hoje é 28 de Dezembro e nos restam apenas mais 4 dos 365 dias que nós mesmos nos damos para chegar a algum lugar. Apesar de todo mundo saber que a divisão do tempo é algo arbitrário, o dia em que a terra termina uma volta completa em torno do sol é tomado em consideração para varias coisas sérias e outras nem tanto.

O dia 31 de Dezembro é o dia da ressaca moral, igual àquela manhã com dores de cabeça e estomago embrulhado, quando você decide nunca mais beber como na noite anterior e resolver lavar a roupa suja com ex-afetos e alguns desafetos. É nesse dia "ressacal" de fim de ano que decidimos não cometer mais os mesmos erros do ano que passou.

E assim, como as segundas-feiras são o dia preferido para se começar dietas depois de um domingão farto em gulodices, o primeiro dia do novo ano é o preferido para se começar grandes planos, depois de um ano farto de eventos mirabolantes, de índole duvidosa, bons e maus. Mas da mesma forma que a decisão de segurar a onda na festança nunca vigora, quando nos damos conta, já estamos nós no decorrer do ano, fazendo novamente tudo o que planejamos não fazer.

Não seguir as regras é algo muito natural do ser humano, então, nada melhor do que rir disso tudo, e o Luis Fernando Veríssimo pode ajudar muito nessa hora. Em seu livro Orgias (1989, ed. L± relançado em 2005 pela Objetiva), ele celebra essas horas mágicas das festas, quando as pessoas se divertem pelo simples prazer da diversão e acabam entrando em algumas saias justas e situações cotidianas especialíssimas. Enfim, se é dito que a vida é uma festa, então nada mais normal do que estabelecer regras e não segui-las todas.



Festejemos o Ano Novo e adjacências!


Várias pessoas se identificarão com os personagens do diálogo abaixo, uma reflexão animada de fim de ano, um pedacinho de uma das crônicas que estão no livro, que vale a pena ser lido por inteiro, como qualquer obra dos Veríssimos. Enfim, tenham um final de ano bastante inspirado e um 2009 acima da média. Divirtam-se!

- Olhe.
- O que é isso?
- Aquele livro que você me emprestou.
- Eu não me lembro de…
- Faz muito tempo. E, na verdade, você não emprestou. Eu peguei. Eu costumava fazer isso. Nunca mais vou fazer.
- Você pode ficar com o livro. Eu…
- Não! Ajude a me regenerar. Quem fazia essas coisas não era eu. Era outra pessoa. Um crápula. Decidi mudar. Este sou o eu 2006. Comecei devolvendo todos os livros que peguei dos amigos. Acabou com a minha biblioteca, mas que diabo. Me sinto bem fazendo isto. Outra coisa. Precisamos nos ver mais. Eu abandonei os amigos. Abandonei os amigos! Olhe, vou à sua casa este sábado.
- Não. Ahn…
- Prometo não roubar nada.
- Não é isso. É que…
- Já sei. Vamos combinar um jantarzinho lá em casa. A Santa e eu estamos ótimos. Fiz um juramento, na noite de ano bom. Que me regeneraria. E ela me aceitou de volta. Há dois dias que não olho para outra mulher. Dois dias inteiros! Isso era coisa do outro.
- Sim.
- Do crápula.
- Sei…
- Eu era horrível, não era? Diz a verdade. Pode dizer. Uma das coisas que eu resolvi é não bater mais em ninguém. Era ou não era?
- O que é isso?
- Como é que eu podia ser tão horrível, meu Deus?
- Calma. Você está transtornado. Vamos tomar um chopinho.
- Não! Não posso. Jurei que não botaria mais uma gota de álcool na boca.
- Mas um chopinho…
- Está bem. Um. Em honra da nossa amizade recuperada. E escuta…
- O quê?
- Deixa eu ficar com o livro mais uns dias. Ainda não tive tempo de…
- Claro. Toma.
- E vamos ao chope. Lá no alemão, onde tem mais mulher.