quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Linchamento em Umuarama [Segundas Considerações]

- e as últimas por um tempo -

Foi interessante ver as repercussões que um fato histórico e geral pode ter, intimamente, na vida de uma pessoa. O que comprova que a história da humanidade é, antes de tudo a história da vida de cada um. Falo especificamente sobre o linchamento que aconteceu em Umuarama, em Dezembro de 1986. Se quiser saber da história é só ler o texto que publiquei aqui no blog.

Neste post vou colocar alguns dos comentários feitos por visitantes, comentários que demonstram esse contato direto de várias pessoas com um fato tão ignorado e quase esquecido (à força, certamente) pelo pessoal da região. Obviamente são apenas alguns, afinal, todos que se manifestaram fizeram isso por ter algo interessante a contar ou opinar.

Lá vão:

.......Hastür Palim! em 22 de dezembro de 2009
"Eu morava em Umuarama nessa época! Passaram na frente de casa Arrastando o Corpo!"

Torremo_MH em 22 de dezembro de 2009
"o tiozinho da esfirraria lá perto do alfa me disse uma vez que na época o acontecimento tomou destaque nacional de uma tal forma que até no programa do chico anísio faziam piada dizendo "eu vo mandar você pra umuarama!!"
Torremo_MH em 28 de dezembro de 2009
"meu primo me disse que a tia dele tinha um VHS com as imagens desse dia, só que parece q a polícia confiscou as fitas... vou tentar conseguir mais informações."

Agora um dos comentários mais interessantes. Pelo que entendi essa garota, que hoje mora na Argentina, mas já morou aqui em Umuarama e seu depoimento mostra que, pelo menos um dos rapazes linchados, já estava causando confusão há muito tempo e, portanto, tava procurando sarna pra se coçar. Achou.
shey em 11 de janeiro de 2010
"oiii...naun sei muito q decir....ja q estava ai neste dia...te conto algo...extamente un ano antes deste epsodio un dos tre q foraun presos tinha atirado no meu irmao,e meu irmao ficou muito mal quase morreu forao creio q 3 o 4 tiros de un revolver calibre 22.... tdo isso ocorreu en uma saida de un baile nesta epoca eu tinha 8 anos apenas e lembro q neste ano de 85 naun tivemos natal.... ao ano seguinte como se fosse planejado o tipo q atirou no meu irmao eh preso por este crime q comentaste...do rapaz y de esta moza..minha mae festejou qdo eles forao presos mas eu me lembro q tdos sairan d csa y me dijeron naun saia ja voltamos t buscar...eu d noite naun posso lembrar a horas exata....minha mae voltou y me levou ate a praza dos tamoyos ja q os corpos ia passar por ai y nos norava a uma quadra da praza....minha mae chorava tdos estava assustados enfim...agora tenho 32 anos y por casualidade me acordei de esto e comezei a buscar por la internet...gracias sheila...."

E agora, provavelmente o comentário mais enriquecedor do meu texto. Um link para a reportagem da TV Tarobá, da época dos acontecimentos, onde o delegado mostra a delegacia revirada pela invasão das pessoas e vai contando como tudo aconteceu por lá.
Ed em 26 de janeiro de 2010
"Coloquei um vídeo no Youtube sobre esse fato. É o delegado contando como aconteceu o linchamento.
Parabéns pelo texto."
Certamente existem mais comentários pertinentes a se ler. Se quiser lê-los, o que eu recomendo, clique aqui. Portanto, obrigado a todos que já comentaram e a todos que comentarão e também dividirão a sua experiência com a gente.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Entrevista : Gabriela Souza Gomes

A Gabriela Souza Gomes, premiada blogueira gaúcha me concedeu uma entrevista para que eu pudesse embasar a minha matéria sobre escritores na internet. Agora ela publicou a íntegra da entrevista no "A Cronista", seu blog.

Sinta-se convidado para visitar o blog, ler a entrevista e conhecer mais sobre a Gabriela e como a internet faz parte da sua labuta como escritora, clique no link abaixo:




segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O que há de melhor!

Ir à Ciudade de Leste, no Paraguay, fronteira com Foz do Iguaçu, é uma grande aventura mercadológica. Panfletos, outdoors, gritaria... tudo luta para chamar sua atenção na terra da "moambagem".

Mas o pessoal anda indo fundo no universo do subliminar. Ser recebido com "Conheça o que há de melhor: Chana." não tem pecedentes, é increíble!


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mais uma de amor.

Pra manter as coisas funcionando, um texto que publiquei na Culturanja de 20 Dezembro de 2009.


Dos Amores Prováveis



Aos domingos ele saia de casa para andar a esmo pela cidade. A semana era tão barra pesada no seu trabalho que eram raros os sábados com disposição para caminhadas. Sábado era dia de pé pra cima, de lavar a alma nos livros, nos filmes e no Jazz, seus benditos vícios. 

Como se regra fosse, caminhava solitário, sempre envolvido em suas altas filosofias transcendentais. Mas, naquele dia, se deparou com a mulher da sua vida. Congelou. Tremeu de baixo à cima. E ela continuava lá, sorrindo o mais belo sorriso do mundo, com o mais lindo olhar da galáxia, despertando nele as melhores sensações e intenções do universo. Recuperado do transe, que deve ter durado uns 15 minutos, talvez uns 12 segundos, pensou : “Como eu gostaria de poder falar com ela...ah! como seria bom...”. Resignado, mudou a rota e continuou sua caminhada. 

Durante a semana começou a ver a garota em mais partes da cidade. No trajeto para o trabalho, para o mercado, nos atalhos e rotas alternativas que pegava para fugir da rotina. Ela estava sempre por ali, saltando aos seus olhos. 

“Será que ela iria gostar de mim? Será que ela gosta de Quintana, Coltrane...quem sabe Tarantino, um bom vinho... whisky, sushi... palavras cruzadas?”. Imaginava-se com ela pelas noites, nos bate-papos da vida, nos eventos da empresa, em Bariloche... a conhecia detalhadamente em sua imaginação. E era tudo sempre bom. “Ah, se ela gostasse...”. 

As semanas se passaram e suas caminhadas dominicais não eram mais aleatórias, elas tinham roteiro e objetivo. Sentia-se inspirado, caminhava feliz e sorria ainda mais quando a via pelas ruas. Mas que frustrante era não poder chegar até ela. Limitava-se, então, a admira-la e seguir. “Que lástima... Que lástima!”. 

Mas o tempo, como um ônibus circular atrasado, passou voando sem nem dar chance de acenar, e tudo seguiu o inexorável caminho da impermanência. Não encontrava mais a bela mulher, que lhe coloria os sonhos, com tanta facilidade. Durante a semana, não a via mais no “caminho do amor” para o trabalho; nem nos “atalhos da paixão”, aos domingos. Rarearam as vezes em que olhar mais lindo dos universos todos lhe acariciava o coração. E chegou o dia em que nunca mais a viu. Para sua completa infelicidade, ela não estava mais em lugar algum. 

Com o coração partido, demorou a perceber, ou não queria acreditar. Não podia conceber que nunca mais veria a mulher da sua vida sequer uma outra vez, que nunca mais teria a chance de olhar para a garota do outdoor.


Reeditado em 26.08.2015

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tem texto meu na UP! #20

Comecei o ano com muitas boas notícias, uma delas é que foi publicada minha primeira matéria numa revista de circulação nacional: a revista UP! #20.



É uma matéria sobre como os escritores estão usando a internet para viabilizar a carreira e você poderá lê-la de 3 formas: direto no site; baixar o PDF da revista completa ou comprar a sua revista UP! #20 na banca mais próxima.

Não poderia deixar de agradecer, pela disponibilidade e auxílio para a apuração do conteúdo do texto, os seguintes parceiros: Caroline G. Gil, autora do recomendadíssimo livro Intra Uterino (baixe ele aqui); Gabriela Gomes, do premiado blog A Cronista; Fábio Brazil, autor do delicioso livro Bola da Vez e ao Silvio Sakamoto da Agência Exclusiva, que tirou as fotos da entrevista com a Carol Gil,

Fica também um grande abraço e agradecimentos à equipe da revista UP!, especialmente ao Junior Bellé, ao Paulo Marcondes, ao Luis R. Lopes, ao Filipe Garrett e ao Tertuliano M. Afonso - paladinos da informação livre e da noite paulistana (e brasileira, porque não?!).

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Altas Aventuras com Nevilton!

Aproveite também para ler, na mesma edição, a matéria Sweet Home Umuarama, do compadre Luis 'Ramone' Lopes, que passou uns dias com a gente pra ver qualé a da estrada roqueira e independente no Brasil.
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É uma honra dividir essa mesma revista com um grande amigo, irmão e exemplo de pessoa empreendedora. Na UP! #20 também temos um ótimo texto do Edemilson Jr. (o Paraná para os de lá).

Leia o "Por Uma Nova Brasilidade" e visite o Blog do Paraná.
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Divirtam-se!


Ps: Leiam a íntegra da entrevista com a Gabriela Souza Gomes, que usei pra fazer esta matéria no "A Cronista", o blog dela!


domingo, 27 de dezembro de 2009

A Última das Alcovas:

Chegou se gabando aos amigos:

- Caras, peguei uma garota que... putz, foi tão bom que tô gozando até agora!

Três dias depois, já preocupado com a goteira que não parava, foi ao médico. Era gonorréia.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Linchamento em Umuarama.


Introdução:


O ano de 1986, apesar de ter sido o Ano Internacional da Paz (coisa da ONU), foi um ano que de pacífico não teve nada, foi agitadíssimo e, na maioria das vezes trágico. Foi ano de Copa do Mundo, no México, com a Argentina campeã; foi quando o Cometa Halley deu um oi pra humanidade (e agora só volta em 2061); ano no qual explodiu o Ônibus Espacial Challanger; explodiu também a Usina Nuclear de Chernobyl, causando um estrago danado lá na Russia; além de ter sido o ano de estréia do Xou da Xuxa e do Criança Esperança. É... trágico.

Com um ano cheio de loucura desses, Umuarama não podia ficar pra traz, o final de 1986 reservava para a Capital da Amizade o que pode ter sido o fato mais sangrento da sua história até agora. O dia 22 de dezembro daquele ano ficaria registrado como "O Dia do Linchamento", quando a população enfurecida e insana tirou três criminosos, que haviam estuprado uma moça e assassinado seu namorado, de dentro de uma cela da Delegacia de Polícia da cidade e, além de os matar espancados, arrastaram os corpos pelas ruas, através da Avenida Paraná, até a Praça Miguel Rossafa onde atearam fogo nos cadáveres.

Desde que me mudei pra Umuarama (em 1991), sempre se comentou a história. Entretanto ninguém sabia a data correta e as descrições do evento eram diversas e inconsistentes. Além do mais, sempre que o assunto surgia, os mais antigos na cidade saiam pela tangente e o evitavam. Enfim, era um tabu sobre o qual sempre se notou uma vontade de abafar e esquecer, afinal, muitos dos envolvidos diretamente na bagunça e da platéia ainda moram na cidade. Entendo que não se queira falar de assunto tão feio, mas há de se considerar o peso histórico disso.

À partir da segunda metade dos anos 90, com a chegada da internet e facilidades digitais, comecei a fazer pesquisas esporádicas sobre o assunto, mas as referências eram sempre mínimas, apenas outros poucos comentários cheios de incertezas. Mas há poucos meses atrás me deparei com o acervo completo, online, da Revista Veja e, como já tinha ouvido comentários de que a revista (e também o Jornal Nacional) haviam mencionado tal notícia, não demorei muito para encontrar a reportagem abaixo. Publicada em 31 de dezembro de 1986, na página 43 da edição 956, uma edição de retrospectiva do ano, o texto conta direitinho como foi aquele trágico fim de semana em Umuarama.

Então guardei o texto e esperei a data de aniversário do evento para públicá-lo na íntegra aqui no Lobservando e deixar registrado, fora das gavetas e arquivos poeirentos, pra quem quiser saber daquele dia.


A Matéria da Revista Veja:
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Capa da Revista Veja, edição 956, de 31 de Dezembro de 1986.


Ritual Macabro
Multidão Lincha presos e põe fogo nos corpos.

"Eles estão presos", anunciaram na manhã de domingo, 21, as três emissoras de Umuarama, cidade de 100.000 mil habitantes, 580 quilômetros a noroeste de Curitiba. A notícia varreu a cidade como uma demonstração de eficiência da polícia, que gastara 15 horas para prender três rapazes que, no dia anterior, haviam matado a tiros o fotógrafo Júlio César Jarros, 26 anos, e estuprado sua noiva, Shirley do Nascimento, 22 anos. Eles seqüestraram o casa de madugada, à porta da casa de Shirley, e cometeram os crimes fora da cidade, conforme a moça contaria depois. O entusiasmo pela prisão dos rapazes seria logo substituído pelo desejo de vingança. Na noite de segunda feira, 2.000 pessoas cercaram a cadeia de Umuarama, venceram a resistência policial, mataram os três presos a pauladas e, para encerrar o ritual com um toque macabro, levaram os cadáveres para uma praça, onde foram molhados com gasolina e queimados.


A polícia, intimidada e impotente, limitou-se a assistir de longe ao que a multidão fazia. "Evidentemente condenamos o linchamento", diz Jesus Sarrao, Secretário de Segurança do Paraná. "Mas os policiais ficaram diante de um impasse: ou metralhavam a população ou limitavam-se a persuadir a multidão a não fazer aquilo - e foi o que tentaram sem sucesso." A ira da população de Umuarama parece ter sido desatada sobretudo pela reconstituição dos crimes. Na manhã de segunda-feira, depois de arrancar uma confissão de Luiz Iremar Gonfio, 19 anos, Edivaldo Xavier de Almeida, 20 anos, e Aurico Reis, 18 anos - os três da própria cidade e dois deles com passagens anteriores pela polícia -, as autoridades locais os conduziram à rua para reconstituição dos crimes. "Por que não me dão um revolver carregado?", indagou irônico Edivaldo quando a polícia o obrigou a mostrar como matara o fotógrafo.

À noite, um grupo de pessoas ainda não identificadas marchou para a delegacia pedindo a adesão de todos que encontrava pelo caminho. Ao chegar diante da cadeia, a multidão crescera a tal ponto que os trinta homens da PM e a meia dúzia de agentes da Polícia Civil, ali postados para guardar os presos, deram brandos sinais de resistência. Entregues à própria fúria, os participantes do linchamento amarraram os corpos dos mortos em automóveis e os arrastaram num cortejo que atraiu para as janelas e calçadas mais de 5.000 pessoas. O desfile foi aplaudido. A cada esquina aumentava o coro: "Queima, queima", animava a distancia. Foi o que se fez em seguida, com a ajuda de 1 litro de gasolina e uma caixa de fósforos, além de alguns pneus para manter as chamas vivas por mais tempo. "Talvez demore a identificação, mas os envolvidos vão responder por homicídio e arrebatamento de presos", promete o delegado Luiz Norberto Canhoto, responsável pelas investigações.
‹fim da matéria - pag. 43›

[1] Naquele tempo as matérias da Veja ainda não eram assinadas nem creditadas ao seu autor.

Confira a reportagem direto na revista. Aproveite e leia a revista inteira, uma diversão sem fim!


O Depois :

Conforme prometeu o delegado na matéria da Revista Veja, após reconhecidos, os incitadores da turba revoltosa responderam a um Processo Criminal, distribuído em 1987, por Arrebatamento de Preso (art. 353 do Código Penal) e Vilipêndio a Cadáver (art. 212 do Código Penal). Provavelmente por não ser possível apurar quem realmente matou os presos arrebatados, por serem centenas os invasores do Cadeião, ninguém respondeu por homicídio.

O processo correu na Comarca de Umuarama - e correu muito, por muito tempo, sem chegar a lugar algum e cansou. Passados 20 anos do crime consumado, sem transitar em julgado a sentença final, extinguiu-se a punibilidade para os Réus (art. 109, I do Código Penal) e o processo foi arquivado.

Os motivos desse trâmite demorado podem ter sido vários, desde a conhecida morosidade do Judiciário (ainda mais naquela época) a outros mais escusos e/ou inexplicáveis, inatingíveis, os quais se pode (ou não) serem percebidos nas páginas do processo, que deve estar devidamente guardado no fundão dos arquivos de uma das Varas Criminais de Umuarama.


Mas... e daí? (conclusões)

Obviamente este não foi um acontecimento bonito, mas faz parte da história de Umuarama e deve ser resgatado e preservado. Não há dúvidas de que os três criminosos linchados foram punidos pelo ato hediondo que cometeram - mas da forma errada, acho eu. Afinal, linchamento está longe de ser uma atitude aceitável fora de qualquer civilização que não seja incrivelmente primitiva e selvagem. Ressalta-se, porém, que Umuarama foi um paraíso de paz e tranqüilidade por quase toda a década seguinte à noite macabra.

Sejam os fatos feios, reprováveis, o que conta é eles nos levam à reflexão, e tê-los expostos em nossa história ajuda a não cometermos os mesmos erros, a não nos comportarmos como selvagens novamente. E assim sempre fizeram vários povos através de monumentos às guerras, ao martírio e crucificação de cristo (não é?), ao holocausto, à bomba atômica, às sangrentas revoluções da história e tudo mais de ruim que já aconteceu pelo mundo.

Soube que Júlio César Jarros, o fotógrafo assassinado naquele fim de semana dá nome a uma avenida no Parque Danielle. Certamente muitas pessoas que não sabiam disso - e eu me incluo - à partir de hoje, vão olhar praquela rua de outra forma, mais valiosa. Vão dar sentido àquele nome na placa, finalmente a rua de quem mora por lá tem uma história, uma origem. E isso é um ótimo exercício para o civismo e a civilidade.

E mais, se a população de Umuarama foi capaz de se unir para executar um ato tão equivocado e repugnante, certamente poderá se unir para atitudes mais civilizadas em em favor de uma cidade melhor, a não ser que sejamos todos uns animaizinhos inconseqüentes e preguiçosos.

Já passou da hora de nos apropriarmos decentemente da nossa cidade, de sua história, costumes e tradições (deve ter alguma) e preservá-las, divulgá-las direito. Não adianta amontoar secador de cabelo, máquina de escrever e ventilador numas prateleiras, de qualquer jeito, e chamar a garotada do colégio pra ver. Temos que contar as histórias, as nossas histórias, sejam elas feias ou bonitas, e assim incentivar a quem vem por aí a continuar as escrevendo cada vez mais belas e não de qualquer jeito como estamos fazendo.


Ps: Há uma lenda urbana que envolve esse caso. Conheça o Fantasma de Umuarama.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Comidinha Japonesa.

Nesse Domingo, 06 de Dezembro, fui no bairro da Liberdade em São Paulo. Fui ver o Toyo Matsuri (lê-se Toiô Matsuri), que é um dos festivais de rua mais importantes da cidade.

Nada mais do que a Feirinha da Liberdade (de todos os domingos), cheia de comidinhas e bugigangas orientais, mas com um palco onde acontecem várias apresentações artísticas como o Taiko (tambores japoneses), música variada e dança.

O interesse maior da minha visita era (e sempre é) o Takoyaki, um bolinho frito recheado com Polvo e, apesar do nome significar literalmente "Polvo frito/assado" também tem com recheio de camarão. Como cobertura uma polvilhada de aonori (alga verde), um pouco de katsuobushi (flocos de peixe) e molho tare. Não é bom, é ótimo!


Fritando e virando.


Cuidado pra não queimar a língua!

Também experimentei o Guioza, um outro bolinho, recheado de repolho e carne. Além de ser gostoso, alimenta. Dizem que é muito consumido nos Happy Hour Nipônicos. E, realmente, Guioza com cerveja me soa muito bem!

Aí estão os Guioza (foto por Akira)


Durante o Toyo Matsuri ou não, visitar a Feira da Liberdade em São Paulo é sempre uma boa pedida se você gosta de diversidade e surpresas aos olhos ou paladar. Recomendo sempre.