quinta-feira, 26 de abril de 2007

Meu Chapéu Novo.


Aloha a todos vocês! É com muito prazer que volto à ativa, e desta vez não teremos um intervalo tão grande entre os posts, prometo. Tudo isso só vai ser possível por causa da inspiração causada pelo meu novo chapéu, um Dorfman Pacific, feito à mão "since 1921" (é o que diz a etiqueta). É ele que aquecerá as idéias na minha cuca, juntamente com seus amigos chapéus mais antigos, não vou desmerecer os meninos.

Não deixei barato e fui visitar o site e confirmei. Os Dorfman são fabricados em Oakland desde o longíncuo ano de 1921, vamos então a uma breve retrospectiva deste ano:

O Brasil naquela época ainda se chamava Estados Unidos do Brasil, os presidentes se revesavam entre canditados Mineiros e Paulistas, a famosa República do Café com Leite, estavamos sobre o governo do Presidente Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa, o 11º da República. O ano começou bem, em 3 de janeiro a Turquia faz as pazes com a Armênia; 19 de janeiro a Guatemala, Honduras, El Salvador e Costa Rica assinam o Pacto de União.

No dia 5 de fevereiro, aqui nos "Estaites" os Yankees compram 20 acres de terra no Bronxs para construirem o Yankee Stadium. No dia seguinte, dia 06, estréia aqui em Hollywood, o filme "O Garoto" obra prima de Charles Chaplin. Inclusive o ator mirim Jackie Coogan, que interpreta o garotinho tem uma história bastante interessante, vamos abrir esse parenteses:

A mesma industria que levou John Leslie Coogan, conhecido como Jack Coogan, ao estrelato o considerou cenil e defasado aos 13 anos de idade, mas Jack ainda conseguia trabalhar em papéis menores. Aos 19 anos de idade, já quase sem dinheiro e fama, tentou reaver com seus pais a grana que ele tinha feito como ator mirim. Infelizmente naqueles tempos o dinheiro recebido por uma criança era propriedade dos pais.

Jack teve que processar seus pais para reaver o dinheiro (alguém lembrou do Macaulay Culkin?) e acabou conseguindo criar um precedente que o ajudaria e também a todas as crianças artistas vindouras. Hoje esse precedente é conhecido como "California Child Actor's Bill", "Coogan Act" ou simplesmente "Coogan Bill", que obriga ao empregador da criança a deixar 15% do valor pago em uma conta aparte, que será de propriedade da criança quando esta tiver capacidade legal para assumir suas responsabilidades.

Depois desse episódio Jack continuou com sua carreira de ator, tendo como outro personagem relevante o memorável Tio Fester Adams (Tio Funério) na série de TV dos anos 60 e a dublagem da voz do mesmo personagem no desenho animado dos anos 70, quando trabalhou junto com a Judy o Foster, que dublava o garotinho (sim, o garotinho) da família, Pugsley Adams (o Feioso).

Jack Coogan Morreu de ataque cardíaco no primeiro dia de março de 1984 aqui em Santa Monica. Está enterrado no Holly Cross Cemitery em Culver City, também em Los Angeles, o mesmo cemitério onde descançam os inesquecíveis John Candy, Bing Crosby, Jimmy Durante, Jack Halley (o homem-de-lata do Mágico de Oz), o eterno Drácula Bela Lugosi e outros famosos.

Esse é Jack Coogan com 7 anos de idade (época do filme "O Garoto")


Esse é o Jack nos anos 60, interpretanto Fester Adams... quem diria, heim!

Bem, voltando ao resumão do ano de 1921, em 03 de março os Doutores Banting e Best, em Toronto, Canadá, anunciam a descoberta da Insulina; 13 de Março a Mongolia declara independencia da China; 31 de Março Albert Einstein divulga, em Nova York, a sua nova Teoria da Relatividade; 14 de Março o Partido Facista de Mussolini consegue 29 acentos no Parlamento Italiano.

Em 30 de Abril o Papa Bento XV publica a encíclica "In praeclara summorum", em comemoração ao VI centenário da morte de Dante Alighieri. Coincidentemente esse foi o Papa que inspirou o atual, Bento XVI, a escolher seu nome papal. Mais coincidência ainda foi que em sua primeira encíclica, chamada de "Deus caritas est", divulgada em 25 de janeiro de 2006, Bento XVI cita Dante Alighieri (!) para explicar o seu conceito de amor: "O amor move o sol e as estrelas". Taí um belo conceito, salve Dante!

Em 11 de junho de 1921 o Brasil adota o sufrágio universal, o que reconhece as mulheres como capazes de votar e participar, de verdade, do "povo"; 19 de junho Turcos e Cristãos assinam um tratado amigável contra os Judeus (se é que se pode extrair qualquer coisa de amigável nisso).

No dia 11 de julho a Mongolia ganha sua independência da China (Dia Nacional da Mongólia)

No dia 12 de agosto comemoro o meu aniversário de -51 anos.

Em 21 de setembro, o "muy" ativo Papa Bento XV doa 1 milhão de Liras para alimentar os Russos famintos.

Durante a campanha eleitoral de 1921, para as eleições de março de 1922, o jornal Correio da Manhã publicou uma carta manuscrita, atribuída ao candidato do governo, Artur Bernardes, governador de Minas Gerais. Nela o ex-presidente da República Marechal Hermes da Fonseca era chamado de "sargentão sem compostura", acusando o Exército de ser formado por elementos "venais". Artur Bernardes negou veementemente a autoria da carta, vindo o mesmo periódico a publicar uma segunda carta, no mesmo tom da primeira, e como ela atribuída ao mesmo candidato. A comoção causada foi enorme, principalmente entre os militares, representados no Clube Militar, sob a presidência do próprio Marechal. Mais tarde seria descoberto que as assinaturas nas cartas eram forjadas. Esse episódio, somado com o resultado das eleições de 1922, geraria em 5 de julho, a Revolta dos 18 do Forte, no Rio de Janeiro.

Em 9 de novembro Mussolini cria, na Itália, o "Partito Nazionalista Fascista"; em 14 de novembro, falece no Rio de Janeiro, a Princesa Isabel.

Certamente aconteceram mais coisas importantes nesse ano, inclusive no Brasil, mas mesmo após horas de busca não consegui mais fatos. Quem sabe na próxima vez. Inclusive, acho que este post já está um tanto grandinho.

Até o próximo!

domingo, 18 de março de 2007

Evoltion, Babe!

foto de um grafite num muro de venice beach...

Oi pessoal!!

Faz tempo que eu não apareço, ? Mas os motivos são bastante nobres e redimem a ausência, longe de displicente. O ultimo mês antes de uma mudança brusca na vida causa transtornos suficientes para tirar alguém de circulação. Vamos ao resumão:

Tudo começa quando nos damos conta de que o Carlão tem apenas mais alguns dias conosco, corremos pra visitar tudo (ele mais ainda) e conseguir trabalhar o máximo de horas possível (nos mais do que ele). De repente já esta o Carlão nos mandando mensagem que chegou bem na terrinha... Uma semana depois vai-se o João, nosso outro amigão voltou pra Curitiba. Entre a partida do Carlão e o dia de hoje, aconteceram muitas coisas.

Fui um dos felizardos que puderam participar da principal festa de Hollywood, o Academy Awards, famigerado "Oscar". Eu, o Ton e outros comparsas brasileiros fazíamos de 10 a 16 horas de trabalho por dia durante uma semana (alguns trabalharam durante o mês todo). Valeu a pena, como tudo o que se ousa tentar por essas bandas. Muitas celebridades passando pertinho, como Spilberg, Eastwood, Scorcese e a assustadoramente branquérrima e linda Nicole Kidman, só ela já valeu o dia.

Estar presente no show do Wild Child (The Doors Cover) não teve preço, ainda mais se considerar que os membros remanescentes da banda original elegeram esses caras como o melhor cover deles e ainda de vez em quando tocam juntos. Considerando ainda que o Doors foi banda residente no Whisky durante os anos sessenta...foi como voltar no tempo! Entrar de graça no Viper Room, o bar fundado pelo Johnny Depp, e ver que ele é pequeninho e aconhegante ser recebido com Creep do Radiohead com o quarto iluminado pelas luzes do globo espelhado foi imbatível. Agora sou dos bares pequenos.

Assistir a dois shows do Morrisey em Pasadena foi a realização de um pedido feito antes de vir pra cá, ele não estava em turnê, e simplesmente fez dois shows decididos em cima da hora...praticamente pra eu poder ver.

Dirigir pela Sunset Boulevard, de Hollywood ate Malibu coroou uma linda tarde, que tinha começado com a descoberta do Greystone Park, em Bervelly Hills, um complexo de jardins em volta de uma mansão que eh de arrepiar de bonito.

Agora estou aqui no Centro de Convencoes de San Francisco, num evento da Annex, durante minha décima nona hora de trabalho consecutiva, aproveitando da soneca dos chefes pra fazer um post tardio, mas necessário.

Essa semana quem esta partindo eh o Ton, daqui a dois dias e pouquinho ele entra no avião e volta pro Brasil. Eh triste ver a pessoa que me ofereceu a viagem e insistiu pra que eu fosse corajoso e enfrentasse essa oportunidade da vida. Ele tinha razão, era a oportunidade da minha vida. E eh bem por isso que eu não volto agora. Ainda tenho dois "deadlines" 20 de abril e 20 de junho, dependo da respeitabilissima imigração norte-americana, mas isso soh o passar dos dias respondera.

Pra quem ainda se pergunta sobre os meus motivos em ficar, digo que as razoes para essa viagem não era apenas o turismo ou o dinheiro, ou alguma simples experiência cultural. Essa viagem tem a ver com renovação, morte e renascimento, e enquanto esse processo não estiver completo, eu também não estarei pronto para voltar. Tenho ate junho.

E aos que no Brasil ficaram, aqueles que vieram e voltaram, fica o brinde pra encerrar:

"Ao ciclo da vida: A morte do velho, o nascimento do novo e a imortalidade da idéia."

Beijos a todos e ate breve.
Ps: Acentuacao grafica aqui continua complicadissima, me perdoem.
Ps2: Ja tomei nota das perguntas...estou a pesquisar.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Poesia...

Dezembro de 2006, por-do-sol em Santa Monica Beach, pura poesia da natureza. Atras de mim o imenso Oceano Pacifico, o Hawai e depois só o Japão...
.
Depois da correria da adaptação, que ainda não terminou, apenas diminuiu seu ritmo, a criatividade volta a cena. Inglês ou português? Não importa... ai vão alguns versos escritos durante a calmaria das madrugadas de overnight no "Los Angeles Convention Center", cuja arquitetura continua me impressionando dia-a-dia (Fer, baterista e arquiteto...você vai adorar a estrutura!).

Nesse L.A. Convention Center acontecem eventos monstruosos e pequenos, tem todo o tipo de espaço que um centro de convenções deve ter - e os que não deve ter também, um lugar incrível, no qual passamos nossa primeira semana. Ali, pela madrugada, vagamos entre os inacreditável carros do "L.A. Auto Show". E agora estamos cuidando do "California Gift Show", uma feira de presentes...tem ideias ótimas pra presentear a moçada!
.
.
I hope you like the verses!
.
Abraços no coração.

Musica para ouvir.


Agora as novidades musicais (nem tão novas assim) da cidade: Eu e o Ton vamos tocar todas as quartas no café "Sabor Y Cultura", na Hollywood Blvd, a umas duas quadras de casa. Esse e o nosso projeto "Brazilian Wednesnights". A missão e transformar esse projeto em vários dias e noites da semana.


A lingua pode mudar, mas a criatividade...

Outra novidade é o nosso show no BB King's nesta sexta-feira, dia 26. A parte boa é que vamos tocar bossa nova, cheia de ginga brasileira, com baixo (eu), bateria (Gaba, ex-Refer) e guitarra (Ton) - juntos somos os Joe Beans! A parte chata e que não vamos mais poder ir no show do Keane onde íamos trabalhar, que é no mesmo dia... a vida e feita de escolhas, né?

Quem quer ir?!?!


E por hoje é so pessoal... logo voltamos a nos falar.

Abraços.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Super deslize...

De acordo com o Ton, os "praticamente Sa e Guarabira de Hollywood".

Gente querida, acabou de me ocorrer o tremendo erro que cometi. Não coloquei o link para o Fotolog do Ton (!). Ele também está atualizando, com fotos, o nosso cotidiano Hollywoodiano. Pra quem já conhece o Flog do Ton, fica o reforço, pra quem ainda não conhece fica o convite. Ai vai o link, que a partir de hoje vai estar sempre nos meus links ali do ladinho.



quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Novidades Literarias!

Foto antiga, a unica disponivel no momento. Vagando pelas ruas de Culver City em Dezembro de 2006.


Pois é, nesse tempo aqui no estrangeiro tenho lido bastante. Livros de qualidade são muito acessíveis na Biblioteca Publica. Realmente estou fazendo jus a todos os anos que passei estudando inglês, obrigado pai e mãe pela insistência. Infelizmente tenho escrito pouca coisa, mas percebo quea esse panorama esta mudando (espero que se confirme a suspeita).

Aqui vai o link pro meu "Recanto das Letras", um lugar bem legal onde, a algum tempo, venho publicando minhas elocubrações um tanto mais literárias.

Espero que vocês gostem. Quem já conhece, muito obrigado pelas visitas, quem ainda não conhece, leia com carinho, deixe seu comentário e volte sempre.

Dê uma olhada lá no recanto:  Fazer Arte

Um grande abraço.




Fazer Arte

Deslizo minhas mãos pelo teu corpo
e teu som me encanta os ouvidos
Dedilho tuas cordas, te acolho em meu peito
Em meu colo és minha - completamente

Por toda a noite te estudo em minúcias
Exploro-te dentro e fora
Frente, verso e reverso
O quarto é o nosso universo

Nua nos meus braços cantas ao prazer da carne
Não há crime nem remorso
Castigo é a sobriedade do óbvio
Nessa nossa arte tudo posso.


Hollywood, 16 de Janeiro de 2007.


sábado, 13 de janeiro de 2007

Mais um Foto Post

Vamos lá, esse é dos grandes!



Andar por aqui pode acarretar alguns encontros interessantes.




Muita gente famosa na rua...


Muitas celebridades já deixaram marca em frente ao Chinese Theatre.

Em frente ao Roxy, na Sunset Blvd.



O famoso Whikey a Go Go, na Sunset Blvd. Já abrigou muita gente famosa: Janis Joplin, Jimmy Hendrix e The Doors, que inclusive foi banda residente da casa.


A rodoviária de Hollywood... a de Umuarama é maior!! Mas a daqui é limpinha...ehheeh


Eu em Venice Beach, com o Carlão no canto da foto tirada pelo Ton.


Os canais de Venice Beach, inspirados nos canais de veneza. Entenderam o por quê do nome Venice?

Um detalhe que não poderia passar.


Olhando de fora, ninguém dá um Real!

Mas olha só quem morou de 1968 até 1970 no quarto 32.

Uma das surpresas da Washington Blv.


Eu, o Carlão e o Ton, descontraindo com o Leão Feliz de Culver City, um bairro lá longe do fim do mundo, mas bem bonito.

Taí, eu e o meu amigão Steve Wonder, aproveitando uma invadidinha de backstage...Maravilha!!


Pois é, nunca é demais dividir umas fotos com os convivas, né gente?


Abraço pra todos vocês. Até o próximo.


Hell'ywood

Hollywood em 1885


Hollywood, um distrito de Los Angeles, situado a uns 11 Km a noroeste do centro da cidade é um dos principais cartões postais da grande Los Angeles. Cenário de muitos filmes e lendas, também possui marcos históricos da industria do entretenimento mundial, como a Calçada da Fama, o Chinese Theatre e muitos outros prédios e lugares famosos, como o Hollywood Sign que enfeita as montanhas que dividem Hollywood de North Hollywood.

Nas dezenas de teatros que se dividem em sua maioria entre a Sunset e a Hollywood Boulevard acontecem muitas premieres de filmes, musicais e muitos shows de gente mundialmente famosa, enfim, eventos incríveis e uma vida noturna bem rica não poderiam faltar na cidade das estrelas, a capital mundial do entretenimento. Agora vamos falar um pouco da história desse lugar, o qual eu tenho chamado de casa nos últimos tempos.

Tudo começou em 1853 com algumas construções que abrigavam a população agrícola que se instalava nesta região, até que em 1886 , Harvey Henderson Wilcox comprou 160 acres de terra, o que equivale a 600 metros quadrados de terra nos pés dos montes próximos a Los Angeles e o Campo de Cahuenga. A sabedoria popular diz que essa propriedade recebeu o nome de Hollywoodland, em referência às árvores que enfeitavam as colinas da região, chamadas pelos nativos de "Toyon" ou pelos novos americanos de "California Holly". É uma árvore bem bonita que todo inverno enche suas copas com pequenas frutas vermelhas que era usada pelos nativos para fazer chá com as folhas ou comer a fruta. Entretanto a história diz diferente.

O pai oficial de Hollywood foi Hobart Johnstone Whitley, ou apenas H.J. para os íntimos. Esse moço era um grande e famoso empreendedor em Los Angeles e em sua lua-de-mel esteve com sua mulher Gigi pela região e a denominou Hollywood. Pois é, foi simples, assim...

Depois disso, o povoado foi se desenvolvendo e ganhando maiores dimensões. Foi considerada um município em 1906. A única estrada, que só dava passagem a um carro, que ligava Hollywood ao centro de Los Angeles ganhou uma aliada mais larga, a Prospect Avenue, futuramene chamada de Hollywood Boulevard e por aí a cidade foi seguindo, até que em 1910, para evitar um problema de abastecimento de água, Hollywood foi anexada à cidade de Los Angeles e conectada aos recém inaugurados aquedutos de Los Angeles.

No mesmo ano de 1910, David Llewelyn Wark Griffith, enviado pela "American Mutoscope and Biograph Company", que funcionou de 1895 a 1929 e foi a primeira empresa criada com o fim exclusivo de fazer filmes. D.W Griffith filmou o primeiro filme gravado em Hollywood, chamado "In Old California", um melodrama sobre a colonização Latino/Mexicana da região nos idos de 1800. Daí pra frente ninguém mais segurou a industria cinematográfica da região. Atraídos pelo clima constantemente ensolarado e com muito pouca chuva (o que facilitava muito o trabalho do cinema) muitas companhias, como a Twentieth Century Fox, a Metro-Goldwin-Mayer, a Universal, a Paramount e muitas outras Pictures, além da United Artists cujo dono era o imigrante inglês Charles Spencer Chaplin, que adquiriu a companhia na qual trabalhava como ator para poder dirigir seus filmes com a liberdade que precisava.

Hoje em dia o glamour daqueles tempos não existe mais. Qualquer outra vizinhança, como Westwood, Glendale, Santa Monica, Venice e outras são mais bonitas do que aqui. Infelizmente as ruas de Hollywood estão infestadas de sujeira e mendigos loucos, de atores falidos e artistas mambembe. Ora, não poderia se esperar algo diferente na terra das oportunidades, todos estão tentando achar seu lugar ao sol numa mansão em Hollywood Hills, e não é pra menos, aqui as oportunidades não só existem como são palpáveis. Às vezes acho que a ausência do glamour dos tempos idos não é nada mais do que um reflexo da volatilidade do mitos de hoje, tão facilmente criados e destruídos, descartáveis demais. E é claro, ninguém nos dias absurdos de hoje se espanta com qualquer truque ilusionista barato.

Apesar da vizinhança ser meio largada às traças, dizem que ela está sendo revitalizada. Disso eu não duvido, o que mais tem por aqui é obra. Prédios, galerias e vários lugares públicos. Que tudo dê certo e ajude Hollywood ser tão bonita quanto os outros bairros que a rodeiam, que são apaixonantes. Oportunidades para ver celebridades não falta, gente bonita tem de monte. Enfim, aqui é a terra dos extremos, diabolicamente interessante.

Hollywood em 2007, olhando para o Leste. Vista do terraço do apartamento do Hugo. Ao fundo a lua e os Hills.

Hollywood por cima, de algum hotel na Highland, olhando para o Oeste. Lá no fundo "Downtonw". Mudou um tanto desde 1885.

Para saber mais: Wikipedia