sábado, 10 de janeiro de 2009

Tesourinhos da Vida.

Foto por Lisiê


Foto por Lisiê




Pasmem, esta fica dentro de um elevador no Paraguay.


Ps: Obrigado pelas duas belezuras de fotos, Lisiê!
Ps2: E tem mais placas bizarras aqui no Brasil das Placas.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Cultura & Arte 07.09.08

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 07 de Setembro de 2008.

Crônica:
- Sete de Setembro

Resenhas:
- Filminho bom da gota serena [O Homem que Desafiou o Diabo, Moacyr Góes, 2007]
- Pinguim e os amigos da HP [Rock independente de Umuarama, Porão do Schubert, Nevilton, Joke Box, Astronauta Pinguim, por Nevilton de Alencar Jr.]



sábado, 3 de janeiro de 2009

Cultura & Arte 24.08.08

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 24 de Agosto de 2008.

Crônica:
- Oi, Eu Te Amo! [por Letícia Simoni Junqueira]

Resenhas:
- 1984, o ano em que o cérebro era troféu [por Ane Pacola]
- Um porão cheio de surpresas [Rock independente de Umuarama com Nevilton e Joke Box além da Dimitri Pellz de Campo Grande-MS.]

Matérias:
- V Festival de Teatro da Unipar
- Agenda Cultural da Semana


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

E o que você fez?

Pra quem não gosta de ler, deixo aqui, sem delongas, os meus votos de Boas Festas!


Mas se você gosta de uma 'leiturinha', lá vai:


E mais um ano foi "prás cucúia". Se eu fosse um exército em guerra, seria a hora de começar a contar os mortos e feridos. De enviar os sobreviventes pra casa e preparar um novo plano de combate.

É fato que durante o ano muitas coisas deram certo e outras tantas deram errado, viver é isso aí mesmo. Eventos passaram e nem foram notados, outros deixaram cicatrizes que vão durar pelo próximo ano, ou quem sabe, pelos próximos anos. Mas o que me intriga e reanima é essa sensação de recomeço, mesmo que ilusório, que aparece no ar destes últimos dias de ano. Ela me habilita a zerar o odômetro e renovar a caminhada, livre de antigos vícios e com novas virtudes na bagagem.

Sem muitas delongas, sinceramente espero que você, assim como eu, também tenha aprendido bastante e fique cada dia mais perto de atingir as suas metas e viver, em realidade, os seus sonhos.


Ótimas vibrações para um novo ano cheio de sorrisos!


365 Dias e 6 Horas


Acordara revigorado naquela manhã, dia 02 de Janeiro. A ânsia de voltar ao trabalho depois daqueles dias de folga de virada de ano era enorme. Era um workaholic de carteirinha.

Seguindo o ritual que havia criado e evoluído nos últimos 2 anos de acordar cedinho para ir ao trabalho; tomou seu café sem açúcar e comeu suas torradas com requeijão. Vestiu seu paletó agradecendo à Willis Carrier que em 1902 inventou o ar condicionado, possibilitando que os executivos tropicais fossem ‘européiamente’ elegantes e, depois de tudo em ordem, pegou sua pasta, entrou em seu carro do ano e foi para o escritório.

Entre conflitos de ego com superiores e subalternos, montanhas de procedimentos para averiguar, conseguia ainda jogar seu charme para as companheiras de trabalho. Por não ter uma vida social muito ativa, era durante o trabalho que ele tentava se afirmar como homem. Os colegas não acreditavam como ele conseguia, sem atrasar o cronograma do setor, cantar a estagiária e levar um café com pouco açúcar, mas com muitas outras intenções, para a supervisora do financeiro.

Utilizava a uma hora e meia de almoço que tinha (e achava muito) para se inteirar da situação do Flamengo e das ultimas fofocas da política nacional. Também não perdia de ler as tirinhas sacanas da seção de quadrinhos.

Devidamente relaxado, voltava para sua montanha de afazeres e bate papo com o pessoal do setor de informática onde trabalhava. Isso duraria o restante do turno que se estendia até as 19h, pois adorava fazer um serão.

De volta ao lar, ligava a televisão e, enquanto preparava sua lasanha congelada, prestava atenção nas ultimas falcatruas da novela.

E era assim todos os dias, sem muitas variações. Novela terminada, veste o pijama e se prepara para deitar. Foi aí que o telefone tocou. Era o Roberto, seu irmão, ligando para desejar um feliz Ano Novo. Assustado foi olhar o calendário e outro ano havia passado. Era 31 de Dezembro.



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O link aí em baixo é para o meu "Recando das Letras" onde, além dessa crônica que você acabou de ler, guardo alguns outros escritos. Boas Leituras.
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domingo, 28 de dezembro de 2008

Livro : Orgias [1989, Luis Fernando Veríssimo]


Hoje é 28 de Dezembro e nos restam apenas mais 4 dos 365 dias que nós mesmos nos damos para chegar a algum lugar. Apesar de todo mundo saber que a divisão do tempo é algo arbitrário, o dia em que a terra termina uma volta completa em torno do sol é tomado em consideração para varias coisas sérias e outras nem tanto.

O dia 31 de Dezembro é o dia da ressaca moral, igual àquela manhã com dores de cabeça e estomago embrulhado, quando você decide nunca mais beber como na noite anterior e resolver lavar a roupa suja com ex-afetos e alguns desafetos. É nesse dia "ressacal" de fim de ano que decidimos não cometer mais os mesmos erros do ano que passou.

E assim, como as segundas-feiras são o dia preferido para se começar dietas depois de um domingão farto em gulodices, o primeiro dia do novo ano é o preferido para se começar grandes planos, depois de um ano farto de eventos mirabolantes, de índole duvidosa, bons e maus. Mas da mesma forma que a decisão de segurar a onda na festança nunca vigora, quando nos damos conta, já estamos nós no decorrer do ano, fazendo novamente tudo o que planejamos não fazer.

Não seguir as regras é algo muito natural do ser humano, então, nada melhor do que rir disso tudo, e o Luis Fernando Veríssimo pode ajudar muito nessa hora. Em seu livro Orgias (1989, ed. L± relançado em 2005 pela Objetiva), ele celebra essas horas mágicas das festas, quando as pessoas se divertem pelo simples prazer da diversão e acabam entrando em algumas saias justas e situações cotidianas especialíssimas. Enfim, se é dito que a vida é uma festa, então nada mais normal do que estabelecer regras e não segui-las todas.



Festejemos o Ano Novo e adjacências!


Várias pessoas se identificarão com os personagens do diálogo abaixo, uma reflexão animada de fim de ano, um pedacinho de uma das crônicas que estão no livro, que vale a pena ser lido por inteiro, como qualquer obra dos Veríssimos. Enfim, tenham um final de ano bastante inspirado e um 2009 acima da média. Divirtam-se!

- Olhe.
- O que é isso?
- Aquele livro que você me emprestou.
- Eu não me lembro de…
- Faz muito tempo. E, na verdade, você não emprestou. Eu peguei. Eu costumava fazer isso. Nunca mais vou fazer.
- Você pode ficar com o livro. Eu…
- Não! Ajude a me regenerar. Quem fazia essas coisas não era eu. Era outra pessoa. Um crápula. Decidi mudar. Este sou o eu 2006. Comecei devolvendo todos os livros que peguei dos amigos. Acabou com a minha biblioteca, mas que diabo. Me sinto bem fazendo isto. Outra coisa. Precisamos nos ver mais. Eu abandonei os amigos. Abandonei os amigos! Olhe, vou à sua casa este sábado.
- Não. Ahn…
- Prometo não roubar nada.
- Não é isso. É que…
- Já sei. Vamos combinar um jantarzinho lá em casa. A Santa e eu estamos ótimos. Fiz um juramento, na noite de ano bom. Que me regeneraria. E ela me aceitou de volta. Há dois dias que não olho para outra mulher. Dois dias inteiros! Isso era coisa do outro.
- Sim.
- Do crápula.
- Sei…
- Eu era horrível, não era? Diz a verdade. Pode dizer. Uma das coisas que eu resolvi é não bater mais em ninguém. Era ou não era?
- O que é isso?
- Como é que eu podia ser tão horrível, meu Deus?
- Calma. Você está transtornado. Vamos tomar um chopinho.
- Não! Não posso. Jurei que não botaria mais uma gota de álcool na boca.
- Mas um chopinho…
- Está bem. Um. Em honra da nossa amizade recuperada. E escuta…
- O quê?
- Deixa eu ficar com o livro mais uns dias. Ainda não tive tempo de…
- Claro. Toma.
- E vamos ao chope. Lá no alemão, onde tem mais mulher.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Então... é Natal!


Eu ainda era bem pequeno quando alguém me disse pela primeira vez que dia 25 de Dezembro era Natal. Antes disso eu me contentava demais em apenas ganhar os presentes sem um motivo aparente. Depois do motivo descoberto, a única informação relevante adicionada à data foi: “É que Jesus Cristo nasceu nesse dia, e tinha uma estrela que levou os reis magos e os presentes até ele”. Ótimo, os presentes também chegavam até mim através do Papai Noel e estava tudo muito bem, eu não precisava saber de mais nada.

Aí a vida vai passando e a gente vai conhecendo as histórias de Jesus, no catecismo, na escola, nos livros mirabolantes de ufologia e afins, nas discussões filosóficas em geral que acontecem nos lugares mais diversos e tudo vai ganhando uma dimensão bem maior, bem mais significativa e bonita. A gente também vai aprendendo sobre o bom velhinho Noel e, poxa... é triste mesmo. Mas não tem crise, quando chega o tempo de Natal, a gente lembra mesmo é dos presentes e da comida. E foi pensando nisso que resolvi dar uma olhada no “algo mais” do Natal, vai que alguém pode fazer um bom uso disso num discurso antes de estourar o champagne ou abrir o peru.

O termo Natal é derivado da palavra latina natalis, que por sua vez deriva dos verbos 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', que em latim significam nascer, ser posto no mundo. Melhor sentido não há, afinal a festa toda é por causa de um nascimento deveras importante que chegou a marcar o Ano Zero para uma boa parte do mundo, então não é mesmo um nascimento qualquer. Já a origem do termo 'Christmas', utilizado no inglês (tão difundido entre a gente), remonta à expressão latina 'Cristes maesse', que vertida para o inglês fica 'Christ's Mass", e no bom portugês: ‘Missa de Cristo’.

Tem-se notícias que a primeira celebração do Natal no mundo aconteceu em Roma, no ano 336 D.C. Somando as diversas mudanças de calendário com a ausência de comprovação da real data de nascimento do Cristo, desde os primórdios da celebração do Natal diversas religiões e estudiosos questionaram e criaram novas datas, significados, costumes e ritualísticas diferentes para celebrar o nascimento do sujeito iluminado que veio redimir a humanidade. Criando as mais variadas opções doutrinárias e filosóficas, aí é só escolher a sua e ser feliz.


Portanto, sendo o Natal uma festa muito antiga, derivada até mesmo de outras comemorações pagãs mais antigas ainda, ela junta muitos símbolos e costumes que fazem até um certo sentido: presépios, pinheiros decorados com estrelas e fitas, girlandas, ovos decorados, panetone, peru, rabanada, etc. Até aí tudo bem, a gente tem costume de criar comida diferente e penduricalhos pra várias outras festas tradicionais, mas me expliquem de onde saiu a idéia de colocar um velho barbudo que roda o mundo num trenó voador, puxado por renas voadoras distribuindo presentes numa celebração religiosa?

Para os mais ‘devagares’ o velhinho em questão é o Papai Noel. A figura de Noel foi inspirada num sujeito que existiu de verdade, ele era o Arcebispo de Mirra, uma cidade na Turquia, atual Demre e era conhecido como Nicolau de Mirra. Dizem que Nicolau tinha o costume de anonimamente ajudar pessoas necessitadas, colocando um saco com ouro nas chaminés de suas casas. Depois que ele morreu, alguns milagres lhe foram atribuídos e ele se transformou no famoso São Nicolau.

Um fato importante para a criação do mito do Papai Noel como conhecemos hoje, veio com o poema “Uma Visita de São Nicolau” escrito em 1822 pelo professor norte-americano Clemente Clark Moore, para seus seis filhos. No poema ele dizia tudo sobre as renas voadoras Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago. Rudolph, ou Rodolfo, a rena de nariz vermelho entrou para o grupo mais tarde, por ter um nariz vermelho e brilhante que ajudava na navegação pelas noites. O poema também falava sobre as chaminés, os presentes e tudo mais.

Já o visual do bom velhinho veio da cachola de Thomas Nast, um cartunista alemão, considerado o pai da charge política. Foi ele que, em 1886, desenhou o São Nicolau para uma revista Norte-Americana especializada em política, a Harper’s Weeklys. Aí sugiram as roupas de inverno do velhinho, que na época, quando coloridas, eram marrons ou verdes.

Esse é o São Nicolau com cara de garoto maroto de Thomas Nast.

Ué, mas a roupa não é vermelha? Então, houve um tempo no qual Nicolau flertou com o líquido negro do capitalismo em troca de uma roupa nova. Foi em 1931, quando a Coca-Cola Company resolve usar o personagem de Thomas Nast como garoto propaganda para sua campanha de natal daquele ano. Nada mais justo e divertido do que vestir o velhinho com as cores da empresa. Pronto, estava criado assim o figurino branco e vermelho para o “Velho Santa”. Considerando a atuação mundial da Coca-Cola, não demorou muito para que a imagem inevitável do Papai Noel, um velhinho simpático em vermelho e branco se espalhasse rapidamente pelo mundo.

Esse é o Papai Noel, ainda fazendo marotagens, com as cores da Coca-Cola.

O Natal é uma celebração mundial de enorme importância. Mesmo sendo uma criação cristã-ocidental, ele já mostra suas cores e efeitos no mundo todo. Por motivos comerciais ou aderindo à festa religiosa, existem paises não cristãos que também se enfeitam, entram no espírito natalino e imprimem sua marca regional neste evento milenar. E agora que a gente já conhece um pouquinho mais sobre o Natal e alguns de seus símbolos (que são muitos), podemos esquecer disso tudo e aproveitar a data pra fazer o que não fizemos durante todo o ano: espalhar paz, amor e concórdia pelo mundo, ou ao menos entre os que a gente ama. E não deixem de aproveitar a festa. Um Feliz Natal a todos!

Cultura & Arte 21.12.08

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 21 de Dezembro de 2008.

Crônica:
- Então...é Natal!

Cartoon:
- Os Carecas [por Jefferson Silveira]



quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Cultura & Arte 17.08.08

Página Cultura & Arte publicada originalmente no Jornal Umuarama Ilustrado, de Umuarama, Paraná, no dia 17 de Agosto de 2008.

Crônica:
- Assalto na 15 [por Kaio Miotti]

Resenha:

- Teatro: Fala, Zé! [com José de Abreu]

Matérias (Especial Teatro):
- Teatro Umuaramense Faz Bonito [Grupo Identidade Teatral fatura prêmio no XXIII Festival de Teatro de Cascavel]
- V Festival de Teatro da Unipar
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