terça-feira, 18 de setembro de 2007

O Futebol


Vários indivíduos correndo atrás de algo que, ao ser alcançado, é chutado para longe.

Definitivamente o futebol é a melhor metáfora para que se pode encontrar para o Brasil. Talvez isso explique essa paixão alucinada que os compatriotas têm pelo esporte bretão.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

"...from Los Angeles, California...The Doors!!!"


Vir a Los Angeles e não mencionar The Doors, no meu caso, é missão impossível. Essa banda é trilha sonora da minha vida desde os 13 anos de idade até hoje, com uma enorme importância nos seis primeiros anos desse período. Quando completei 19 anos de idade, meu leque musical se abriu tanto que ficou impossível eleger a música do momento desde então.

A mística da banda me afetou a alma. O interesse por poesia e pelo sentido maior das coisas, escondido em seus detalhes, surgiu daí. O reconhecimento de que em tudo existe um lado negro que merece se conhecido e testado, a mensagem de rebeldia pacífica e irromper para o outro lado até hoje fazem parte do meu espírito. Hoje moro na cidade deles, visito seus lugares e santuários, vejo o que os inspirou. Agora, a cada novo lugar, a cada nova paisagem de Los Angeles, sua música faz mais sentido.

A banda nasceu nas areias de Venice Beach, uma praia maravilhosa aqui em Los Angeles, de um encontro ao acaso, entre Ray Manzarek e Jim Morrison, que já se conheciam da faculdade de cinema da UCLA (University of Califoria Los Angeles), onde haviam se graduado. Na ocasião Morrison comentou com Ray que vinha escrevendo canções e poesias. Ao ouvir a criação do amigo, Ray instantaneamente o convidou para entrar em sua banda Rick and The Ravens.

Tempos depois, trocando os outros integrantes (irmãos de Manzarek) por John Desmore na bateria e Robbie Krieger na guitarra a banda se rebatizou de "The Doors" - pra quem não sabe inglês: "As Portas". Esse nome foi retirado do título do livro "As Portas da Percepção" de Aldous Huxley (que já morou e morreu em Los Angeles), que por sua vez foi inspirado em um verso do texto "O Casamento do Céu e do Inferno" de Willian Blake, um poeta do séc. XVIII, onde se lê: "Se as portas da percepção forem abertas, os homens verão as coisas como realmente são: Infinitas".

Com essa base filosófica complexa, de base beatnik e ideal libertário - tanto no plano sensitivo quanto no político e moral - os Doors criavam seu estilo, uma mistura de Jazz, Blues, Rock and Roll, Música Clássica e Poesia.

A carreira da banda foi bastante turbulenta, Jim Morrison, o vocalista, estava cada vez mais imprevisível no palco e fora dele, bebendo excessivamente e tomando atitudes extremas, muitas vezes chocando o público e os membros da banda. Tudo isso apenas aumentou a mística de rebelde e obscura que a banda já tinha por causa de sua música.

Depois do lançamento de seu primeiro disco, chamado apenas "The Doors", em 1996, a banda consolidou-se como uma das mais controvertidas e revolucionárias do rock naquela época, juntando-se a grupos como Jefferson Airplane, Gratefull Dead e outras da cena roqueira Los Angeles - San Francisco nos anos 60, o berço do movimento Hippie norte-americano, participando ativamente desse período que ficou conhecido como o "Summer of Love". Durante sua curta existência de 5 anos, entre 1965 e 1970, a banda viajou pela América do Norte, Europa e México.


Em 5 anos, os Doors lançaram seis álbuns: The Doors (1966); Strange Days (1967); Waiting for the Sun (1968); Morrison Hotel (1970); L.A. Woman (1971).

A banda se dissolveu no final de 1970, após gravarem o album L.A. Woman, lançado no início de 1971. Morrison mudou-se para Paris, França, em março do mesmo ano, para tentar se reestabelecer como um poeta, o que era seu desejo desde o princípio. Infelizmente, no dia 3 de julho daquele mesmo ano ele foi encontrado morto por sua namorada Pamela, na banheira de seu apartamento, no terceiro andar da Rue Beautreillis No. 17. Apesar de não ter havido autópsia, dizem os registros da polícia francesa que a causa mortis foi ataque cardíaco. Morrison tinha apenas 27 anos de idade, entrou para o roll dos jovens roqueiros mortos aos 27, junto com Janis Joplin, Jimi Hendrix e outros.

Após a morte de Morrison, os rapazes do Doors ainda lançaram dois discos entre 1971 e 1972: Other Voices e Full Circle, nos quais Robbie e Ray revezavam os vocais, mas o mito de Jim Morrison não deixou que estes álbuns fossem bem aceitos. Em 1978 a banda lança o que seria seu último trabalho com Jim Morrison, chamado de "American Prayer". Esse álbum é uma compilação de poesias recitadas por Morrison que a banda musicou após sua morte, um trabalho muito interessante pra quem gosta de poesia.

Desde então os membros da banda e de sua gravadora a Elektra Records vêm relançando material remasterizado e muita coisa inédita da banda. Vou contar um detalhe interessante sobre a música Glória, que aparece no álbum Alive She Cried, lançado em 1983, uma compilação de músicas ao vivo, gravadas em vários shows da banda: Essa música foi composta pela banda norte-irlandesa "Them", cujo vocalista e compositor se chamava Van Morrison. Os Doors e Van Morrison se apresentaram muitas vezes juntos, o que resultou na amizade que levou os meninos a tocarem e gravarem essa versão.

Os outros membros da banda continuam na ativa. Ray Manzarek é produtor musical, cineasta e escritor. Em 1998 publicou sua biografia chamada: Light My Fire - My Life With The Doors e está sempre envolvido com novas produções ou cuidando dos relançamentos de material do Doors.

Robby Krieger, o guitarrista e compositor de alguns dos maiores hits da banda como Light My Fire, Love me Two Times, Touch Me e outros mais, durante os anos 70 e 80, gravou alguns discos com sua "Robby Krieger Band". Hoje em dia participa, vez ou outra, de álbuns de artistas locais de Los Angeles. Junto com Manzarek, Robby continua a difundir a música do Doors, eles têm o projeto "Riders on The Storm", no qual revezam baterista e vocalista. Nesse projeto já estiveram figuras como Ian Astbury do The Cult nos vocais e Stewart Copeland do The Police na bateria.

John Desmore, o baterista, sempre interessado no Jazz, também tem seu livro sobre o período no qual tocava no Doors: Riders On The Storm - My life with Jim Morrison, que inclusive estou lendo. Um ótimo livro. Como todo baterista de Jazz, esteve sempre envolvido em jam sessions e participou em inúmeros álbuns de muitos músicos. Atualmente é professor no Santa Monica City College, um colégio municipal profissionalizante da cidade de Santa Monica, na região de Los Angeles. Em 2006 lançou seu primeiro trabalho de música própria, o "Tribaljazz", uma mistura de jazz americano com percusão africana.

Agora que já falei quem foram esses caras, vou poder mostrar pra vocês todos os "hot-spots" deles que visitei aqui em Los Angeles. Mas isso fica para o próximo post. Obrigado pela paciência...divirtam-se, pois agora tem um monte de informação pra ser digerida.

Aquele abraço.


terça-feira, 5 de junho de 2007

Enquanto a pesquisa acontece...

Numa praça em West Hollywood:
"Hei de criar! Se não uma nota, um buraco.
Se não um prelúdio, um sacrilégio."


Esse sim estava desesperado para criar...

Enquanto termino alguns textos significantes sobre o turismo nessa cidade linda, deixo esse poeminha romantico (como não poderia deixar de ser) que terminei esses dias. Ele foi publicado no meu recanto.

Espero que gostem.

Até breve.



Me comove a sua palidez - quase mórbida
e nessa alvura lunar, os traços de noite que lhe adornam.
Um sonho de mulher, um sonho branco.
Persiste diariamente em mim esse desejo
quase indecente de cercá-la e
vê-la embrulhar-se em minha pele.
E quando dentro de mim, prisioneira,
eu tomaria posse da sua noite, desvairada e quente.
Te amei demais...

Mas nosso problema está no tempo do verbo.



Hollywood, Califórnia, Maio de 2007.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

A Distância

25 de maio de 2007, por volta das nove da manhã, após passar a noite no quarto 32 do Alta Cienega Motel, West Hollywood, California. Aqui escrevi esse post e terminei a poesia que nele está.
Morador ilustre do local de 1968 a 1970: Jim Morrison.


O que separa um ponto do outro? Fisicamente falando é o espaço entre eles, conhecido como distância. Esse espaço gera diversos efeitos colaterais, o mais conhecido é a saudade.

Entretanto, além da saudade, temos outro efeito colateral, que é a total falta de controle que se tem de interagir com a extremidade oposta do plano em questão. Aplicando essa teoria nos fatos que me aconteceram a pouco, fica mais fácil de compreender.

Estou longe, longe de tudo o que me era (e ainda é) querido. E se um desses bens distantes deixasse de existir, sem meu ultimo olhar, palavra ou manifestação? E foi o que, tristemente, me aconteceu: Tia Lourdes faleceu nesse dia 21, fulminante, rapidamente, não sofreu. Não nos despedimos e não vamos nos falar mais em momento algum dessa vida.

Lourdes agora é memória, assim como tudo o que deixa de existir. Isso pode nos levar a divagações sobre "o que realmente é existir" ou sobre os conceitos de "realidade" e "irrealidade" ou até mesmo sobre "imortalidade". Mas não é ali onde quero chegar.

Poderia falar sobre a pessoa de minha tia e a falta que uma pessoa pode fazer no mundo (o que é bem óbvio). Gostaria apenas enfatizar o quanto a decisão de ficar distante tem um peso absurdo na vida de todos. Nesse caso o "distanciar-se" pode ser entendido num sentido maior do que o apenas físico. A pessoa que se encerra em si e não se comunica, a pessoa que se comunica pela metade, a pessoa que esquece de se expressar, estão tão distantes do mundo e dos entes queridos quanto pessoas em lados opostos do globo.

Assim como eu, todos pagam o preço da distância, mas o valor a ser pago só se sabe depois que se decide. Se vale a pena ou não, depende de como se honra a escolha. Entretanto sei que a falibilidade e delicadeza da vida nos permite aceitar esse preço, pois no fim das contas, todos fomos feitos para partir. Orbitamos em torno de algo que se chama vida e a todo momento nos aproximamos e nos distanciamos, num bailar constante e inevitável, conforme nossos "sins" e "nãos". Somos como os planetas e estrelas ao redor do sol.

Enfim, partir requer coragem para dar o primeiro passo, perseverança para continuar a andar e estômago para regressar e enfrentar o que ficou. Quem compra a briga?

Deixo para vocês dois poemas: Um do meu guru Vinicius de Moraes que, definitivamente me sossega a alma e me ensina muito, e um outro meu, dedicado à minha falecida tia.

Que isso ilumine quem precisa de luz e entretenha quem precisa de entretenimento.

Eternamente lobservando.

Abraços.

Poema de Natal

por Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.



Poema em Memória de Maria de Lourdes Fonseca

"Professora, mãe, avó e minha tia, falecida em 21 de maio de 2007.

Quase noite aqui no norte
E por telefone recebo a notícia:
"Nesta tarde veio a morte
e nos levou a tia benquista"

Restou-me apenas recordar
e dedicar-lhe uma oração.
E por sempre incentivá-los
deixo um poema, de coração.

Lembro-me do andar vagaroso e cauto,
das conversas sobre o mundo,
de como o ser humano pode voar alto
ou provar do poço o fundo.

Lembro da infância, tão contente,
várias visitas pelo ano.
Também dos anões no jardim da frente,
e na sala o tapete fofo e o piano.

Exercia o sagrado ofício:
lecionava Geografia.
Professora no colégio
e mestre por todo o dia.

E naquela noite fria,
deixou seu exemplo como legado.
Foi uma honra tê-la na família
Espero que também tenha gostado.

Hollywood, 24 de maio de 2007.

Link para meus outros poemas.

terça-feira, 8 de maio de 2007

1750 North Wilcox Avenue, ap. 134 - Hollywood, California, 90028

A sacada com o colchão e o pano vermelho é o local que chamo de lar.


A apenas alguns passos da Hollywood Boulevard e sua "Walk of Fame", conhecido como "The Mark Hollywood" e chamado carinhosamente, pelos brazucas, apenas de Wilcox, esse é meu novo endereço a quase um mês. Deixei o Carlton Way com muito pesar no coração, aquele vai ser pra sempre um lugar especial pra mim. Alí vivi com o Ton, o João e o Carlão. Ainda me lembro de nós, numa manhã fria qualquer, indo da Bronson até a Vine Street, pela Sunset Boulevard, rumando para o Wells Fargo Bank afim de descontar nossos sacrificados "Pay Checks".

Hoje isso é passado, um passado recente que parece muito distante, quase de uma outra vida. Não se pode medir se foi melhor ou pior, as diferenças são gritantes, em todos os sentidos. Mas enfim, hoje vou falar um pouco mais sobre a Wilcox e, por que não, sobre outras coisas mais.

A primeira coisa que se pode dizer sobre o The Mark é que o site é muito moderno e ajeitado, mas os apartamentos não passam de apartamentos normais, ocupados em sua maioria por jovens estudantes do "Musicians Institute", uma escola de música maravilhosa que tem aqui em Hollywood, um dos alunos que de lá saíram foi o Flea, do Red Hot Chilli Pepers.

Uma curiosidade sobre a banda RHCP e o Musicians Institute é que o clipe de "Tell Me Babe", aquele onde aparecem um monte de gente diferente tocando, foi feito com alunos e professores do Instituto. Inclusive, aquela moça negra que aparece logo no começo do clipe com uma guitarra verde, é a Taliba, visitante costumeira do nosso apartamento, ela é bem amiga dos nossos vizinhos músicos que também estudam no M.I.

Voltando ao The Mark, não se tem muita coisa a dizer, é um prédio recém remodelado, e ainda não encontrei muita história sobre ele. Mas é um tanto confortável, tem piscina, uma mini academia, sacadinha e o telhado com uma vista linda da cidade e das montanhas (isso quando não tem o famoso Smog de Los Angeles atrapalhando a vista).

A Wilcox Avenue tem esse nome em homenagem a dois dos fundadores de Hollywood: Harvey Henderson Wilcox e sua esposa Daeida Wilcox Beveridge (pra quem não lembra, ver o Hell'ywood). Daeida foi a responsável por planejar os lotes e dar nome às ruas da cidade, para as quais usou nomes que atraissem os futuros compradores dos lotes. Realmente, eu acho os nomes das ruas desse bairro um charme, algumas mudaram para nomes de personalidades importantes, como a própria Wilcox, ou a Bronson onde morávamos antes, mas não é todo bairro que tem ruas com nomes como: Sunset, Santa Monica, Fairfax, La Brea, Melrose, Highland, entre outros.

Pra quem quiser me visitar, temos um ótimo ponto de referência a alguns metros de casa, o Pacific Theatre de Hollywood, logo na esquina da Hollywood Blvd e a Wilcox Ave. Esse teatro merece um post específico, assim como a Calçada da Fama que enfeita a mais famosa rua de Hollywood, tão famosa que leva o nome da cidade. Mas isso é pra semana que vem, por agora deixo algumas fotos tiradas do telhado da Wilcox pra vocês.

Até breve. E agora, lobservando como nunca!


A Hollywood Blvd passa em frente do prédio com a bandeira americana, estamos o vendo pela diagonal traseira. Ao fundo um predião com a propaganda do filme dos Transformer, alí é a esquina da Vine com a Sunset, onde está a nossa agência do Wells Fargo Bank.


Quando a gente diz que a coisa aqui é Rock and Roll na veia, ninguém acredita, né?


Aqui sou eu (pra quem está com saudade) no telhado, usando a charmosa parede do prédio vizinho como background.


Mais uma vez olhamos para a Hollywood Blvd que também pssa em frente àquele prédio marron, esquina com a Ivar Avenue. Esse prédio é apenas um das dezenas que a Church of Scientology (aquela do Tom Cruise) possui em Hollywood. Inclusive, foi dessa esquina que no primeiro dia aqui, eu, Carlão, Ton, João, Emiline e Rafael assistimos a Hollywood Parade.


Essa é a nossa piscina, vista do teto.


Aí estou eu, o Luis (que é do Equador e mora comigo) e a Émelin, roommate oficial, chegou junto comigo na cidade e, novamente, dividimos o mesmo teto. Nesse dia fazia 32º celsius...loucura.

Eu, caminhando pelo telhado, aprendendo a aceitar as coisas boas que a vida insiste em oferecer. Bobo é quem faz cara feia e ignora.


terça-feira, 1 de maio de 2007

L.A. Dodgers 4, San Francisco Giants 5 .

No belo e ensolarado dia 26 de abril de 2007, juntamente com meu compadre americano David, fomos ao Dodger Stadium para curtir mais um jogo da Major League Baseball: Los Angeles Dodgers vs. San Francisco Giants, jogo no qual o Dodgers perdeu pelo placar que está no título. Disse o David (Dogders convicto) que o San Francisco (Frisco) é "O Rival" do Dodgers, pela proximidade das cidades e da rixa entre vitórias e derrotas que um tem contra o outro. Infelizmente, para o David (eu torço pro Yankees, não me afetou muito), apesar do Dodgers ter jogado muito bem - o jogo foi muito emocionante - no finalzinho o Frisco ganhou de virada.

O Dodger Stadium abriga o time de baseball de Los Angeles desde 1962, sua capacidade é de 56.000 pessoas. Já foi palco de shows memoráveis de bandas memoráveis como o The Cure, Kiss, The Rolling Stones, Bee Gees, Elton John, Simon and Garfunkel, Michael Jackson, David Bowie, Genesis, Eric Clapton, Depeche Mode, U2, Dave Matthews Band, Bruce Springsteen, além dos inigualáveis The Beatles. O The Police irá tocar alí no dia 23 de junho em sua Reunion Tour.

O Dodger Stadium também fo palco do show "Encore - Os Três Tenores", em 1994, estrelando Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavaroti, com a orquestra regida pelo incrível Zubin Mehta.

Lembram das cenas do jogo de basebal no "Corra Que A Polícia Vem Aí" ? Sim! Elas foram gravadas alí, mas o time que estava jogando era o um tal de California Angels. Também foram gravadas algumas cenas do filme Superman Returns, mas foram adicionadas imagens de Metrópolis como fundo usando um efeito cinematográfico chamado CGI.

Bem, foi esse mais um desejo realizado: ver um jogo da liga profissional americana de baseball. Realmente tem coisas que só o Tio San faz pra você. Mas... vamos parar de conversa por agora e vamos às tão requeridas fotos.

Somos nós na Freeway! Ao fundo Downtown Los Angeles.

Cortamos caminho por Chinatown. Ao fundo o portal do bairro, no qual os dois dragões abocanham o prédio da prefeitura de Los Angeles. Coincidência...vai saber!

Esse aí sou eu, estilo "Jimmy Olsen para o Planeta Diário".

Quase lá.

Tchanam!! Aí está o dito cujo, ao por do sol. Eu achava que seria maior...mas é grande.

Go Dodgers!!!!

Aí está o local do crime!

Ele poderia ter acertado essa...

Esse sou eu e o David, um cara gente boa, que adora curtir a vida no Brazilian Style, mas em eventos American Style...

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Meu Chapéu Novo.


Aloha a todos vocês! É com muito prazer que volto à ativa, e desta vez não teremos um intervalo tão grande entre os posts, prometo. Tudo isso só vai ser possível por causa da inspiração causada pelo meu novo chapéu, um Dorfman Pacific, feito à mão "since 1921" (é o que diz a etiqueta). É ele que aquecerá as idéias na minha cuca, juntamente com seus amigos chapéus mais antigos, não vou desmerecer os meninos.

Não deixei barato e fui visitar o site e confirmei. Os Dorfman são fabricados em Oakland desde o longíncuo ano de 1921, vamos então a uma breve retrospectiva deste ano:

O Brasil naquela época ainda se chamava Estados Unidos do Brasil, os presidentes se revesavam entre canditados Mineiros e Paulistas, a famosa República do Café com Leite, estavamos sobre o governo do Presidente Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa, o 11º da República. O ano começou bem, em 3 de janeiro a Turquia faz as pazes com a Armênia; 19 de janeiro a Guatemala, Honduras, El Salvador e Costa Rica assinam o Pacto de União.

No dia 5 de fevereiro, aqui nos "Estaites" os Yankees compram 20 acres de terra no Bronxs para construirem o Yankee Stadium. No dia seguinte, dia 06, estréia aqui em Hollywood, o filme "O Garoto" obra prima de Charles Chaplin. Inclusive o ator mirim Jackie Coogan, que interpreta o garotinho tem uma história bastante interessante, vamos abrir esse parenteses:

A mesma industria que levou John Leslie Coogan, conhecido como Jack Coogan, ao estrelato o considerou cenil e defasado aos 13 anos de idade, mas Jack ainda conseguia trabalhar em papéis menores. Aos 19 anos de idade, já quase sem dinheiro e fama, tentou reaver com seus pais a grana que ele tinha feito como ator mirim. Infelizmente naqueles tempos o dinheiro recebido por uma criança era propriedade dos pais.

Jack teve que processar seus pais para reaver o dinheiro (alguém lembrou do Macaulay Culkin?) e acabou conseguindo criar um precedente que o ajudaria e também a todas as crianças artistas vindouras. Hoje esse precedente é conhecido como "California Child Actor's Bill", "Coogan Act" ou simplesmente "Coogan Bill", que obriga ao empregador da criança a deixar 15% do valor pago em uma conta aparte, que será de propriedade da criança quando esta tiver capacidade legal para assumir suas responsabilidades.

Depois desse episódio Jack continuou com sua carreira de ator, tendo como outro personagem relevante o memorável Tio Fester Adams (Tio Funério) na série de TV dos anos 60 e a dublagem da voz do mesmo personagem no desenho animado dos anos 70, quando trabalhou junto com a Judy o Foster, que dublava o garotinho (sim, o garotinho) da família, Pugsley Adams (o Feioso).

Jack Coogan Morreu de ataque cardíaco no primeiro dia de março de 1984 aqui em Santa Monica. Está enterrado no Holly Cross Cemitery em Culver City, também em Los Angeles, o mesmo cemitério onde descançam os inesquecíveis John Candy, Bing Crosby, Jimmy Durante, Jack Halley (o homem-de-lata do Mágico de Oz), o eterno Drácula Bela Lugosi e outros famosos.

Esse é Jack Coogan com 7 anos de idade (época do filme "O Garoto")


Esse é o Jack nos anos 60, interpretanto Fester Adams... quem diria, heim!

Bem, voltando ao resumão do ano de 1921, em 03 de março os Doutores Banting e Best, em Toronto, Canadá, anunciam a descoberta da Insulina; 13 de Março a Mongolia declara independencia da China; 31 de Março Albert Einstein divulga, em Nova York, a sua nova Teoria da Relatividade; 14 de Março o Partido Facista de Mussolini consegue 29 acentos no Parlamento Italiano.

Em 30 de Abril o Papa Bento XV publica a encíclica "In praeclara summorum", em comemoração ao VI centenário da morte de Dante Alighieri. Coincidentemente esse foi o Papa que inspirou o atual, Bento XVI, a escolher seu nome papal. Mais coincidência ainda foi que em sua primeira encíclica, chamada de "Deus caritas est", divulgada em 25 de janeiro de 2006, Bento XVI cita Dante Alighieri (!) para explicar o seu conceito de amor: "O amor move o sol e as estrelas". Taí um belo conceito, salve Dante!

Em 11 de junho de 1921 o Brasil adota o sufrágio universal, o que reconhece as mulheres como capazes de votar e participar, de verdade, do "povo"; 19 de junho Turcos e Cristãos assinam um tratado amigável contra os Judeus (se é que se pode extrair qualquer coisa de amigável nisso).

No dia 11 de julho a Mongolia ganha sua independência da China (Dia Nacional da Mongólia)

No dia 12 de agosto comemoro o meu aniversário de -51 anos.

Em 21 de setembro, o "muy" ativo Papa Bento XV doa 1 milhão de Liras para alimentar os Russos famintos.

Durante a campanha eleitoral de 1921, para as eleições de março de 1922, o jornal Correio da Manhã publicou uma carta manuscrita, atribuída ao candidato do governo, Artur Bernardes, governador de Minas Gerais. Nela o ex-presidente da República Marechal Hermes da Fonseca era chamado de "sargentão sem compostura", acusando o Exército de ser formado por elementos "venais". Artur Bernardes negou veementemente a autoria da carta, vindo o mesmo periódico a publicar uma segunda carta, no mesmo tom da primeira, e como ela atribuída ao mesmo candidato. A comoção causada foi enorme, principalmente entre os militares, representados no Clube Militar, sob a presidência do próprio Marechal. Mais tarde seria descoberto que as assinaturas nas cartas eram forjadas. Esse episódio, somado com o resultado das eleições de 1922, geraria em 5 de julho, a Revolta dos 18 do Forte, no Rio de Janeiro.

Em 9 de novembro Mussolini cria, na Itália, o "Partito Nazionalista Fascista"; em 14 de novembro, falece no Rio de Janeiro, a Princesa Isabel.

Certamente aconteceram mais coisas importantes nesse ano, inclusive no Brasil, mas mesmo após horas de busca não consegui mais fatos. Quem sabe na próxima vez. Inclusive, acho que este post já está um tanto grandinho.

Até o próximo!

domingo, 18 de março de 2007

Evoltion, Babe!

foto de um grafite num muro de venice beach...

Oi pessoal!!

Faz tempo que eu não apareço, ? Mas os motivos são bastante nobres e redimem a ausência, longe de displicente. O ultimo mês antes de uma mudança brusca na vida causa transtornos suficientes para tirar alguém de circulação. Vamos ao resumão:

Tudo começa quando nos damos conta de que o Carlão tem apenas mais alguns dias conosco, corremos pra visitar tudo (ele mais ainda) e conseguir trabalhar o máximo de horas possível (nos mais do que ele). De repente já esta o Carlão nos mandando mensagem que chegou bem na terrinha... Uma semana depois vai-se o João, nosso outro amigão voltou pra Curitiba. Entre a partida do Carlão e o dia de hoje, aconteceram muitas coisas.

Fui um dos felizardos que puderam participar da principal festa de Hollywood, o Academy Awards, famigerado "Oscar". Eu, o Ton e outros comparsas brasileiros fazíamos de 10 a 16 horas de trabalho por dia durante uma semana (alguns trabalharam durante o mês todo). Valeu a pena, como tudo o que se ousa tentar por essas bandas. Muitas celebridades passando pertinho, como Spilberg, Eastwood, Scorcese e a assustadoramente branquérrima e linda Nicole Kidman, só ela já valeu o dia.

Estar presente no show do Wild Child (The Doors Cover) não teve preço, ainda mais se considerar que os membros remanescentes da banda original elegeram esses caras como o melhor cover deles e ainda de vez em quando tocam juntos. Considerando ainda que o Doors foi banda residente no Whisky durante os anos sessenta...foi como voltar no tempo! Entrar de graça no Viper Room, o bar fundado pelo Johnny Depp, e ver que ele é pequeninho e aconhegante ser recebido com Creep do Radiohead com o quarto iluminado pelas luzes do globo espelhado foi imbatível. Agora sou dos bares pequenos.

Assistir a dois shows do Morrisey em Pasadena foi a realização de um pedido feito antes de vir pra cá, ele não estava em turnê, e simplesmente fez dois shows decididos em cima da hora...praticamente pra eu poder ver.

Dirigir pela Sunset Boulevard, de Hollywood ate Malibu coroou uma linda tarde, que tinha começado com a descoberta do Greystone Park, em Bervelly Hills, um complexo de jardins em volta de uma mansão que eh de arrepiar de bonito.

Agora estou aqui no Centro de Convencoes de San Francisco, num evento da Annex, durante minha décima nona hora de trabalho consecutiva, aproveitando da soneca dos chefes pra fazer um post tardio, mas necessário.

Essa semana quem esta partindo eh o Ton, daqui a dois dias e pouquinho ele entra no avião e volta pro Brasil. Eh triste ver a pessoa que me ofereceu a viagem e insistiu pra que eu fosse corajoso e enfrentasse essa oportunidade da vida. Ele tinha razão, era a oportunidade da minha vida. E eh bem por isso que eu não volto agora. Ainda tenho dois "deadlines" 20 de abril e 20 de junho, dependo da respeitabilissima imigração norte-americana, mas isso soh o passar dos dias respondera.

Pra quem ainda se pergunta sobre os meus motivos em ficar, digo que as razoes para essa viagem não era apenas o turismo ou o dinheiro, ou alguma simples experiência cultural. Essa viagem tem a ver com renovação, morte e renascimento, e enquanto esse processo não estiver completo, eu também não estarei pronto para voltar. Tenho ate junho.

E aos que no Brasil ficaram, aqueles que vieram e voltaram, fica o brinde pra encerrar:

"Ao ciclo da vida: A morte do velho, o nascimento do novo e a imortalidade da idéia."

Beijos a todos e ate breve.
Ps: Acentuacao grafica aqui continua complicadissima, me perdoem.
Ps2: Ja tomei nota das perguntas...estou a pesquisar.